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FC Internazionale Milano 1-2 Juventus FC: “Vecchia Signora” vence duelo de gigantes e lidera Serie A

Filipe Carvalho · 4 min

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De um lado, a heptacampeã italiana. Do outro, alguns anos depois, vemos um Inter, verdadeiramente candidato ao Scudetto. Os da casa deixaram uma boa imagem, mas ainda assim, insuficiente para evitar a derrota com a Juventus.

Os nerazzurri até começaram melhor, mas em contra-ataque, e no primeiro lance de perigo, a Juventus marcou. Dybala, após passe magistral de Pjanic, atirou para o fundo das redes adversárias (4’).

O jogo estava ótimo (para o adepto comum), a bola em pouco tempo chegava de uma área a outra. Pouco depois, Ronaldo, com o seu movimento predileto, deambulou da esquerda para a direita e fez estremecer a trave (8’).

À passagem do minuto 17’, De Ligt, abordou um cruzamento de forma algo ingénua e acabou por tocar com o braço na bola, dentro de área. O árbitro não teve dúvidas e assinalou penalti. O sucessor natural de Icardi no Inter, Lautaro Martínez repôs a igualdade. Vinte minutos de jogo, um golo para cada lado.

Aos 27’, Bonucci adormeceu com a bola nos pés e apareceu Lautaro a roubar-lha. Arrancou e obrigou Szczesny a boa defesa. À medida que o relógio avançava, a Juventus assumia-se como protagonista. O Inter apenas conseguia sair da pressão, a espaços. Principalmente depois da saída de Sensi, o mais criativo dos centro campistas.

Ronaldo estava bem, dentro do jogo, como não se via a alguns jogos. Aos 40’, rematou sem preparação, para defesa de recurso de Handanovic. No lance seguinte, Cristiano Ronaldo ainda festejou, mas viu o golo ser-lhe anulado. Que pena, seria uma bela jogada.

Cristiano tentou o golo de todas as maneiras, mas apenas deixou a sua marca no segundo golo da “Juve”
Fonte: Juventus FC

Até ao intervalo, vimos duas equipas completíssimas a todos os níveis. Os erros apenas surgiram, fruto da qualidade do adversário. Ainda assim, a “Juve” foi ligeiramente mais dominante. A pressionar alto, mais experiente, matreira…

No regresso dos balneários, o jogo volta à mesma toada. A Juventus por cima, o Inter a tentar sair, mas não consegue. Ainda lhe faltam alguns argumentos. A Vecchia Signora está mais rodada. Bernardeschi, na sequência de um ressalto, obrigou o guarda-redes a estirar-se (49’).

A “Juve” está, finalmente, a mostrar o que vale. Muito melhor que nas partidas anteriores. O Inter, na segunda parte, ainda não se tinha acercado da baliza contrária. Até que aos 68’, o remate de Vecino desviou na defesa e esbarrou no poste. Aos 70’, quem mais haveria de ser (?), Ronaldo a “dar trabalho” a Handanovic, que defendeu para canto.

Já à entrada nos últimos dez minutos da partida, surgiu o melhor golo dos três. Pjanic, Cristiano e Bentacur contruíram, Higuaín finalizou. Bola no chão e faz jogar! A Juventus marcou após uma ótima jogada coletiva. Quem não viu, devia ver… O futebol é fácil quando se joga simples.

E enquanto os bianconneri já se preparavam para festejar a vitória, Vecino apareceu na cara do guardião polaco, que foi um autêntico “muro” a tapar a baliza. Guarda redes destes, valem campeonatos. Até ao final, a “Juve” recolheu-se e só saíu no contra-ataque.

Pode-se dizer que foi uma vitória justa. Uma vitória da equipa mais trabalhada. Da equipa mais completa. Mas há que ter em conta este Inter. Muitos furos acima do rival AC Milan, vai lutar com a Juventus e o Nápoles, por este campeonato.

Arranjou finalmente, um treinador competente, de provas dadas (Antonio Conte). Experiente, com um futebol agressivo, mas incisivo e que dá gosto de ver. Apenas faltam alguns pormenores. Como por exemplo: um médio criativo (à imagem de Sensi); um central mais rápido e com melhor saída (tem três gigantes, mas nenhum é espetacular na construção) e um ponta de lança (para competir com Lautaro e Lukaku por uma posição, dando diferentes soluções ao técnico italiano).

Em contrapartida, a Juventus de Sarri, pratica um futebol ainda melhor que a de Allegri. Mais pressionante, atrevida e de posse, prevê-se uma interessante luta a três na Serie A. Espera-se também, que cheguem mais longe na Liga dos Campeões, que no ano transato. Se o Inter jogou muito bem, a “Juve” jogou ainda melhor. Destaco ainda o momento das substituições e as “peças” que foram colocadas em campo: Emre para estancar, Bentacur e Higuaín para consumar a vitória.

À sétima jornada, a Juventus lidera com 19 pontos, seguida pelo Inter com menos um. A completar o pódio, está a Atalanta com 16.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Inter Milão FC: Handanovic, Godín (Bastoni, 54’), De Vrij, Skriniar, D’Ambrosio, Barella, Brozovic, Sensi (Vecino, 33’), Asamoah, Martínez (Politano, 77’) e Lukaku.

Juventus FC: Szczeny, Alex Sandro, De Ligt, Bonucci, Cuadrado, Pjanic, Khedira (Bentacur, 61’), Matuidi, Bernardeschi (Higuaín, 61’), Dybala (Emre, 71’) e Ronaldo.

A FIGURA

Fonte: FIFA

Miralem Pjanic – Um número seis à imagem de Pirlo. Frio, técnico, cínico e completo. Por ele, passa todo o jogo da Juventus. A atacar, a defender, está sempre no coração do acontecimento. Raramente falha passes. O chamado, trinco moderno. Ao mesmo tempo que destrói um ataque adversário, constrói jogadas de perigo. Mete a bola onde quer (destaque para a assistência ao golo de Dybala) com certeza e confiança.

O FORA DE JOGO

Fonte: Juventus

 –  Apesar de terem saído derrotados, os jogadores do Inter estiveram bem. Honraram a derrota. Deixaram tudo em campo. Cada um deixou a sua marca. Asamoah, à imagem do outro lateral (D’Ambrosio), foi dos que esteve menos feliz nas suas ações. Algo escondido, podia ter aproveitado para avançar quando Cuadrado subia. Já o vi em melhor nível, nos seus tempos na “Juve”, por exemplo. Ainda assim, defensivamente, esteve melhor do que a atacar.

Foto de Capa: Juventus

artigo revisto por: Ana Ferreira

Filipe Carvalho

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