Juventus FC 1-0 AS Roma: “Surprise, surprise…”

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Surpresa das surpresas – ironia pura -, a Juventus bateu a Roma e aumentou a vantagem pontual (sete pontos) para os romanos, ganhando uma grande margem na corrida ao título, possivelmente o sexto (!) seguido.

Num jogo de grande intensidade, a Juventus começou por cima e tomou as rédeas do jogo logo no primeiro minuto. Depois de duas tentativas de golo de Higuaín negadas com duas boas defesas de Szczesny, ao quarto de hora de jogo esse ligeiro ascendente da turma comandada por Allegri materializou-se. O ex-avançado do Real Madrid, depois de receber de Khedira, ultrapassou três adversários e, sem aviso prévio, fuzilou a baliza da Roma, inaugurando o marcador com um grande golo. Depois de duas ameaças, o avançado argentino faturou mesmo e com o seu décimo golo na Serie, colocou a Juve em vantagem.

Depois do golo sofrido, a equipa de Spalletti subiu ligeiramente as linhas e conseguiu ter mais bola no meio-campo adversário, apesar de não conseguir provocar grandes calafrios na turma da casa, que se sentiu quase sempre confortável durante o primeiro tempo.

Ao minuto 24’ surge a primeira oportunidade para os Giallorossi. Naiggolan, o suspeito do costume, aparece descaído sobre a esquerda, e depois de ultrapassar um adversário, atira para a baliza de Buffon, com a bola ainda a beijar as malhas laterais.  Já perto do intervalo, canto para a Roma e primeiro grande momento de fricção junto da baliza dos Bianconeri, com a bola a ressaltar para junto de Manolas e o grego a rematar contra uma das muitas pernas que tapavam a baliza de Buffon.

Na segunda parte, apesar de Spalletti ter feito entrar Salah para o lugar do apagado Gerson, esperando dar mais velocidade e desequilíbrio a um ataque que se tinha demonstrado pouco objetivo no primeiro tempo, a toada do jogo continuou a mesma. Muita intensidade no meio-campo, muita intensidade na disputa de bola, mas a Juve continuava a comandar as operações e a manter a bola longe da sua baliza.

Já depois das saídas de Pjanic e de Lichsteiner para as entradas de Cuadrado e Barzagli, respetivamente, Sturaro esteve perto de aumentar a contenda com um remate rasteiro que obrigou Szczesny a uma grande parada. Pouco depois, De Rossi deu o lugar a El Shaarawy e a Roma, com mais gente no ataque, conseguiu apertar um bocadinho com a Vechia Signora, principalmente através de bolas paradas. Apesar desta pressão, a Roma não foi capaz de colocar Buffon verdadeiramente à prova e até foi o pentacampeão italiano que esteve mais perto de marcar, com Sturaro mais uma vez a obrigar o guardião da Roma a uma bela defesa em cima do minuto noventa.

No cômputo geral, o resultado aceita-se. Apesar de ter sido um jogo intenso mas muitas vezes mal jogado, a Juventus esteve sempre no controlo das operações, teve várias oportunidades para aumentar a contenda, e a Roma, com exceção dos últimos quinze minutos, nunca conseguiu ter o domínio do jogo.

Rafael Simões
Rafael Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Adepto de bom futebol, adora o jogo desde que se lembra de ser gente. Estudante de Comunicação Social, é capaz de passar horas a fio a devorar futebol, considerando-se um romântico do desporto rei. Recusa-se a discutir arbitragens e simpatiza com o Liverpool, muito por culpa da lenda do clube, Steven Gerrard. Espera um dia ser jornalista desportivo e olha para o futebol como uma arte que embeleza a vida.                                                                                                                                                 O Rafael escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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