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Paulo, só bom futebol não chega

Filipe Carvalho · 2 min

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No verão de 2019, Paulo Fonseca chegou a Roma e desde logo encantou os adeptos gialorosso. Porém, apesar do bom futebol apresentado inicialmente e das altas expectativas em torno do técnico português, nem tudo são rosas na capital transalpina.

A nível interno, tendo em conta que à partida iríamos (e estamos a) assistir a uma Juventus na mesma toada a que já nos habituou, ladeada por um Internazionale renascido e disposto a dificultar ao máximo a tarefa da vecchia signora no que à conquista do campeonato diz respeito, há que ter os pés bem assentes no chão e não colocar a AS Roma no patamar destes super-plantéis.

E não fosse já complicado sonhar com o pódio, eis que, surge na cidade eterna, um rival poderoso. A SS Lazio, apenas com uma contratação significante (Manuel Lazzari) e mantendo praticamente o mesmo onze base da época transata, tem surpreendido tudo e todos, sobretudo em termos de estabilidade de resultados, porque a qualidade já lá estava.

Entretanto, criou-se um fosso entre os três primeiros e os que se seguem. Juventus (57), Lazio (56), Inter (54), Atalanta (45), Roma (39) e Verona (35) ocupam atualmente os lugares que dão acesso às competições europeias. A sermos realísticos, apesar da derrota frente à entusiasmante Atalanta, a turma de Paulo Fonseca ainda vai a tempo de disputar o quarto lugar (que dá acesso direto à Liga dos Campeões) com o emblema de Bergamo, mais que isso é praticamente impossível.

Contudo, o treinador português terá de ser mais pragmático, com o objetivo de aliar as exibições agradáveis aos resultados (não vence há quatro jornadas na Serie A). A meu ver, tem um plantel algo insuficiente a nível de profundidade. Desta forma, terá que retirar o melhor dos atletas ao seu dispor, a fim de melhorar a condição atual.

A AS Roma frente ao Real Madrid CF
Fonte: AS Roma

Sejamos francos. A Roma tem uma defesa fraca (Smalling, diz tudo), um meio campo quanto baste e uma frente ofensiva que é dependente de Edin Dzeko. Isto aliado à inconstância de Pastore e Mkhitaryan. É verdade que também têm tido algum azar do ponto de vista físico: Zaniolo já não joga esta época; Zappacosta provavelmente também não. Individualmente, quem se tem destacado mais este ano é Lorenzo Pellegrini, homem destinado a outros voos.

Em relação a reforços de inverno, Carles Pérez (ex-Barcelona) e Gonzalo Villar (ex-Elche FC). O primeiro deverá ser aposta no imediato. Extremo com selo de qualidade de La masia; o segundo será certamente trabalhado para jogar a médio/longo prazo. No verão, chegou um “corpo estranho” como solução de recurso, que se tem confirmado como uma nulidade na Roma – Nikola Kalinic.

No regresso das competições europeias, os gialorossi têm pela frente um adversário “acessível” – o Gent, da Bélgica – que pode marcar o início de uma campanha interessante numa Liga Europa cheia de gente de Champions.

Foto de Capa: AS Roma

Filipe Carvalho

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