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SS Lazio: uma questão de profundidade

Jorge Fernandes · 2 min

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Cabeçalho Liga Italiana

Numa época em que o futebol italiano é dominado por um colosso (Juventus) e em que a concorrência, pelas mais diversas razões, não é capaz de superar-se, eis que, de uma forma sorrateira e discreta – seria também uma boa definição para o futebol que joga – surge uma equipa a tentar intrometer-se. A Lazio, comandada pelo irmão de Inzaghi, tem tido um comportamento regular e consistente, num campeonato em que as equipas grandes demonstram uma irregularidade…consistente. O que falta à equipa? Profundidade

Seria interessante, caro leitor, comparar aquilo que a Lazio tem feito com aquilo que o seu rival da cidade tem produzido. A Roma tem o palmarás, o potencial futebolístico, as individualidades, mas tarda em dar o salto qualitativo. A Lazio, por seu turno, tem limitações evidentes no seu plantel, comparando com outras equipas, mas demonstra, pelo menos, uma certa organização e regularidade. Aliás, a Lazio de Inzaghi fomenta parte da essência do futebol italiano, pois assenta numa organização defensiva rigorosa, em todos os jogadores trabalham para que o colectivo tenha sempre um controlo táctico do jogo.

Immobile tem mantido a qualidade que lhe é reconhecida Fonte: S.S. Lazio
Immobile tem mantido a qualidade que lhe é reconhecida
Fonte: S.S. Lazio

Depois há a outra parte. A parte ofensiva. Quando a equipa tem bola, aí sim, a Lazio demonstra o seu potencial futebolístico. Tendo um meio-campo essencialmente de combate e de rigidez táctica – destaque para Biglia, importante nos equilíbrios da equipa -, e no ataque que as coisas são mais apelativas, com uma tripla explosiva formada por Keita – uma das revelações do campeonato passado -, Felipe Anderson – criativo brasileiro que vai a caminho de mais uma grande época – e Immobile, que, novamente em Itália, promete uma época cheia de golos.

É verdade que, apesar deste poder de fogo – os golos da equipa surgem quase sempre de uma acção destes três jogadores -, falta sempre alguma profundidade à equipa. Profundidade porque nem sempre os comandados de Inzaghi têm a ambição suficiente nos encontros – a equipa fica presa de movimentos – e…profundidade porque estes jogadores necessitam de uma coisa que é rara no campeonato italiano: espaço.

O espaço é tão curto para os avançados da Lazia, como é para a própria equipa ter sucesso – entenda-se, ficar nos quatro primeiros – num campeonato tão exigente e com equipas mais bem apetrechadas. A organização e a consistência vencerão o talento? Em Itália já não seria a primeira vez…

Foto de capa: SS Lazio

Jorge Fernandes

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