Chelsea FC 0-1 Leicester City FC: Valeu a “lei da bomba”

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A CRÓNICA: LEICESTER CITY FC VENCE CHELSEA FC GRAÇAS A TIELEMENS… E SCHMEICHEL

No panorama do futebol inglês, este é o jogo que muitos sonham vencer: a final da Taça de Inglaterra. Este ano, a partida decisiva da competição de clubes mais antiga do mundo, entre Chelsea FC e Leicester City FC, contou com um extra, mas de extrema importância: o regresso dos adeptos às bancadas de Wembley (tal como havia sucedido na final da Taça da Liga Inglesa).

Dentro de campo, a primeira parte contou com várias aproximações às áreas adversárias, com o Chelsea a aproximar-se mais vezes da baliza do Leicester do que o inverso, mas sem que nenhuma fosse finalizada com um remate enquadrado na baliza. O entusiamo em torno da final transformava-se em nervosismo dentro de campo, com as equipas a mostrarem alguma falta de discernimento na hora de definir os ataques.

O primeiro remate enquadrado só aconteceu aos 53 minutos, mas o cabeceamento de Marcos Alonso saiu fraco e fácil para Kasper Schmeichel. Se de perto não dava, a solução foi óbvia para Tielemens: recorrer à “lei da bomba”. O jovem médio belga disferiu um remate potente ainda antes da meia-lua e não deu hipótese a Kepa. Estava inaugurado o marcador na final da Taça de Inglaterra.

O Chelsea reagiu e teve duas ótimas ocasiões para empatar e, quem sabe, virar o resultado, mas Kasper Schmeichel quase parecia Peter e teve intervenções monstruosas, garantindo a vantagem mínima para os “Foxes”. Quando o dinamarquês não valeu, foi o VAR a salvar o Leicester, ao anular o golo de Ben Chilwell, em cima do minuto 90.

O Leicester City FC segurou a vantagem até ao fim e, assim, volta a erguer um troféu, depois de ter sido campeão inglês em 2015/16. Já o Chelsea FC, perde a primeira de duas finais que tem para disputar em maio, ficando a faltar o jogo decisivo da Liga dos Campeões, frente ao Manchester City FC, no Estádio do Dragão.

 

A FIGURA

Youri Tielemens – Num jogo em que a bola parecia não querer entrar, fosse em que baliza fosse, o médio belga recorreu à sua boa meia distância para fazer a diferença. Um golo de belo efeito que vale a conquista da Taça de Inglaterra para os “Foxes”. Menção honrosa para Kasper Schmeichel, que segurou a vantagem com duas ótimas intervenções.

 

O FORA DE JOGO

Timo Werner – Mais um “dia não” em frente à baliza para o homem que começou a época como a grande esperança ofensiva dos “Blues”. Teve oportunidades para fazer golo (apesar de não terem sido escandalosas), mas não foi capaz de “faturar”, num dia em que a sua equipa bem precisava de inspiração na finalização.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Alinhado em 3-4-3, o Chelsea apresentou as habituais dinâmicas ofensivas: os dois alas a ganhar os corredores (e, por vezes, até a aparecer na área) e os dois homens atrás do ponta-de-lança a pisarem terrenos bem interiores. Já a defender, os alas juntavam-se aos centrais e formavam a também habitual linha de cinco homens, com os médios Kante e Jorginho na sua frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kepa Arrizabalaga (5)

Cesar Azpilicueta (6)

Thiago Silva (6)

Antonio Rudiger (6)

Reece James (6)

N’Golo Kante (6)

Jorginho (6)

Marcos Alonso (6)

Hakim Ziyech (5)

Mason Mount (5)

Timo Werner (5)

SUBS UTILIZADOS

Christian Pulisic (5)

Ben Chilwell (6)

Kai Havertz (5)

Callum Hudson-Odoi (5)

Olivier Giroud (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

Também o Leicester se apresentou com três centrais, mas em 3-4-1-2. Contudo, a lesão de Jonny Evans, pouco depois da meia hora de jogo, obrigou à adaptação do lateral Castagne ao eixo da defesa. No momento ofensivo, foi a Ayoze Perez que ficou entregue a função que habitualmente é de James Maddison, no apoio a Vardy e Iheanacho.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (7)

Wesley Fofana (6)

Jonny Evans (5)

Caglar Soyuncu (6)

Timothy Castagne (6)

Youri Tielemens (7)

Wilfred Ndidi (6)

Luke Thomas (6)

Ayoze Perez (6)

Kelechi Ieanacho (5)

Jamie Vardy (5)

SUBS UTILIZADOS

Marc Albrighton (6)

James Maddison (5)

Wes Morgan (5)

Hamza Choudhury (5)

Artigo revisto por Joana Mendes

Alexandre Candeias
Alexandre Candeiashttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde sempre, tem o hábito de escrever sobre o desporto rei desde os tempos da escola primária, onde o tema das composições de Português nunca fugia da bola.

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