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E se houvesse All-Star game no futebol internacional?

Carlos Ferreira Silva · 2 min

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Todos nós temos ídolos. Há sempre aquele jogador que merece destaque pela sua qualidade fora do normal. E se houvesse a hipótese de todas as estrelas do futebol contemporâneo se juntarem e fazerem um jogo amigável todos os anos? Não aquele jogo de solteiros contra casados que às vezes alguns clubes organizam, mas efetivamente os melhores jogadores de futebol todos no mesmo jogo?

Não seria fascinante se por 90 minutos e mais alguns de compensação (desta vez, quantos mais melhor) conseguíssemos ver todos os nossos ídolos e os melhores da competição em campo? Não ficaria a ganhar o futebol com uma receita milionária nesses jogos e os fãs do desporto por verem o jogo mais aclamado do ano?

Curry e LeBron James foram os protagonistas do All Star Game deste ano
Fonte: NBA

Os Estados Unidos da América são muito adeptos desta prática, sendo que gostam de promover os melhores jogos de cada desporto e juntar as superestrelas numa exibição de sonho. Vejamos o caso da NBA (National Basketball Association) que, dias atrás, fez o seu All-Star game que juntou a equipa de Lebron James contra a equipa de Stephen Curry (considerados os dois melhores jogadores da atualidade nesse desporto) num jogo recheado de pormenores de qualidade, cestos atrás de cestos e um espetáculo que deixou qualquer adepto completamente rejubilado. Não seria fantástico ver isto no futebol?

Deixo algumas sugestões de como este jogo poderia decorrer:

– Equipa de Cristiano Ronaldo contra a equipa de Lionel Messi (os dois melhores jogadores da atualidade escolhiam qualquer jogador que queiram alternadamente até ficarem com o plantel completo).

– Europa contra Resto do Mundo (eram eleitos dois embaixadores que escolhiam os melhores jogadores europeus para competir contra os melhores jogadores não europeus).

– Norte contra Sul (eram eleitos dois embaixadores que dividiam a Europa em dois e era realizada uma competição entre os melhores jogadores do Sul da Europa contra os melhores do Norte da Europa).

– People´s Choice (era dada liberdade às pessoas para votar nos jogadores de cada plantel para o derradeiro encontro).

Ibrahimovic seria um nome a ter em conta
Fonte: Manchester United FC

Estas são algumas sugestões que prevejo que funcionariam e que, só de imaginar, já me deixam com um sorriso tal e qual o de uma criança a entrar na Disneyland. O melhor disto tudo é que, à partida, nenhum jogador recusaria este convite, isto porquê? Porque fora o prestigio dado numa exibição destas, todo o lucro que este jogo traria ia reverter para uma instituição sem fins lucrativos, ou seja, seria tudo doado para instituições de caridade à escolha de cada jogador, sendo que a equipa vencedora teria uma fatia do bolo maior (o que faria com que toda a competição fosse mais aguerrida).

Um jogo que ia deleitar qualquer fã de futebol, que alimentaria o negócio deste desporto, que qualquer jogador ia ficar contente por participar na competição e que ainda conseguia  ajudar centenas ou mesmo milhares de pessoas. Não vejo um “senão” neste cenário. Agora questiono-me: porquê que não acontece? Será que nunca ninguém teve esta ideia? Óbvio que não é por isso, mas a verdade é que era algo que todos nós queríamos ver acontecer.

Foto de Capa: The Sun

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Carlos Ferreira Silva

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Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

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