“Batalha das Américas” Eterna: CONCACAF Champions League

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Estamos entrando na fase final da Liga dos Campeões da Europa. Já há quatro semi-finalistas, mas do outro lado do oceano atlântico há, também, uma outra Liga dos Campeões prestes a terminar. Com menor mediatismo, com certeza, mas igualmente com história a merecer destaque.

No dia 21 de Abril, temos a final da Champions League da CONCACAF. Uma dura ‘guerra’ que há anos põe frente-a-frente mexicanos e norte-americanos. Esta Liga dos Campeões das Américas continua a ser um osso duro de roer para os Norte Americanos. Tudo por culpa do vizinho México.

No momento em que a China, através de contratações sensacionalistas, quebrou aquele que se pensava ser o ano da revolução do Futebol na América, com as contratações mediáticas a que nos foram habituando, os EUA enfrentam outro empecilho ao crescimento do seu campeonato: México.

A inimizade entre EUA e México é um panorama recorrente. Está bem para além do futebol. Reflete-se em termos sociais, políticos e culturais. É demasiado evidente o controlo excessivo nas fronteiras entre os dois países e a animosidade sustentada na maciça imigração dos “chicanos” ou “gringos” (como são conhecidos os mexicanos nos EUA).

Se por um lado os mexicanos procuram emigrar para os Estados Unidos em busca de qualidade de vida, segurança e saúde financeira, onde de fato existe para melhor do outro lado da fronteira, o mesmo não se pode dizer quando a procura é a qualidade do jogo. O sentido deveria ser inverso! Certo que qualquer jogador do mundo, inclusive o mexicano, sabe que nas terras do ‘Tio Sam’ encontra estruturas de futebol mais sustentadas, organizadas, ricas e seguras.  Mas, ao que parece, a qualidade do jogo, o nível competitivo e o sucesso desportivo não acompanham na mesma medida.

Lógico que sabemos que o Futebol no México é o desporto-rei, ao contrário dos EUA. Só que na mesma moeda sabemos que os Estados Unidos não entram em nada para perder e muito menos com o México. No entanto, a história de confrontos tem provado o contrário!

A pequena batalha: Gold Cup, o equilíbrio das nações.

No confronto entre as nações, desde a virada do milénio, o México e os EUA venceram por quatro vezes, cada, a Gold Cup. Das vezes que se enfrentaram nas finais, o México venceu duas (em 2009 e 2011) e o EUA apenas uma (em 2007). Ainda assim, a supremacia do México verificou-se nos resultados. Se em 2009 atropelou os EUA com um esclarecedor 5-0, em 2011 conseguiu uma virada histórica vencendo por 4-2, depois de estar a perder por 2 golos. O curioso desta competição é que o sorteio parece sempre acontecer de forma a que as equipas nunca se encontrem nas meias finais. Desde 2000 que nunca aconteceu, ou seja há já 9 edições. Aumenta ainda mais a adrenalina e a rivalidade entre estes dois países.

A Batalha das Batalhas: Champions League, onde o terror mexicano se faz sentir.

Quando o confronto é entre equipas, como é o caso da Champions League da Concacaf, a história é outra, sempre com tendência para a supremacia mexicana.

Num cenário onde os doláres americanos tinham tudo para reforçar a diferença, percebemos que o dinheiro não é necessariamente o mandante no que toca à qualidade e competitividade do jogo. O peso mexicano consegue demonstrar o peso da relatividade quando se fala do jogo jogado.

Desde o ano de 2000 o histórico de vencedores nos refere que o México venceu esta competição por 12 vezes e o EUA apenas 1! Este padrão de 12/1 significa algo mais do que o acaso. Quanto aos maiores vencedores, o Pachuca lidera com 4 vitórias, o Monterrey vem logo de seguida com 3 conquistas e o América aparece na 3ª posição com 2 troféus.

Montreal Impact
Estádio Saputo, casa do Montreal Impact: palco da final da Champions League CONCACAF de 2015
Fonte: Wikipedia

Assim, desde que a Champions League adoptou o novo formato – em 2008/09 – estes dois países protagonizaram variados confrontos. Essencialmente, logo após a fase de grupos, ou seja, nas quartas-de-final da competição.

Paulo Sousa
Paulo Sousahttp://www.bolanarede.pt
Um português residente no Brasil. Vive com intensidade e aprendeu a não ter medo de escolher. Ama e trabalha com o Futebol, que colide com alguns dos seus valores morais. Futebolísticamente interessa-se por assuntos polémicos e desmistificar ideias não sustentadas em fatos. Inconformado, contagia-se pelos porquês que o levam a amadurecer.                                                                                                                                                 O Paulo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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