Última horaBruno Pinheiro: «Demos uma boa resposta e fomos extremamente competitivos, deixa-me muito satisfeito»
Publicidade

Da mão na bola aos cartões mostrados a treinadores: As leis do Futebol vão mudar

Gonçalo Miguel Santos · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Realizou-se no dia 2 de março, na Escócia, a 133.ª reunião anual da International Football Association Board (IFAB).

Com a premissa de tornar o jogo melhor, foram implementadas alterações às leis do futebol, que entrarão em vigor em julho, com olhos postos, claro, na próxima temporada.

A primeira alteração visa a maior dor de cabeça dos árbitros de Futebol: mão na bola ou bola na mão? O IFAB definiu então que, mesmo de forma involuntária, qualquer golo ou oportunidade gerada a partir de mão na bola não será permitida. Por exemplo, se um defesa rematar a bola contra o braço ou mão encostado ao corpo de um adversário em situação de ataque, ou ressaltar, e daí resultar golo, a nova lei prevê anulação da jogada. Esta será certamente uma medida que tornará as decisões dos árbitros mais factuais e objetivas, ultrapassando assim a subjetividade associada a este tipo de lance.

No capítulo das substituições também se registam mudanças, devendo a saída dos jogadores dar-se pela linha mais próxima, contrariando a atual tendência de abandonar o terreno de jogo pela zona central junto do quarto árbitro.

É, sem dúvida, mais uma alteração que protege o espetáculo, pois evitará maiores perdas de tempo e os típicos empurrões e provocações entre jogadores que levam à mostragem de cartões amarelos.

Fonte: FIFA

Precisamente neste tópico das advertências disciplinares, o IFAB fez regressar uma lei que já antes esteve em vigor, e por isso, na época 2019/2020, os “bancos” das equipas, nomeadamente treinadores, adjuntos, delegados e corpo médico, vão passar a ser punidos disciplinarmente como são os jogadores, com cartão amarelo e vermelho.

Outra das mexidas aprovadas pelo organismo que tutela as leis de Futebol prende-se com a reposição da bola em jogo por parte do guarda-redes, na qual bastará que a bola esteja em movimento para ser considerada em jogo, contrariando assim a atual necessidade de ultrapassar a linha da grande área.

O IFAB impediu ainda a presença de jogadores da equipa que cobra um pontapé livre junto da barreira, promovendo mais uma vez a celeridade dos lances de bola parada. Nas grandes penalidades destaca-se somente uma mudança: os guarda-redes vão passar a precisar de ter apenas um pé na linha de defesa, em oposição à obrigatoriedade de se manterem totalmente sobre a mesma linha.

Por fim, o IFAB deu a conhecer que a partir de julho entra em vigor uma nova abordagem sobre o carácter neutro do árbitro no jogo. Até então, qualquer ressalto resultante de uma intervenção involuntária de um juiz de partida era considerado legal, mas a partir da próxima época, essa perspetiva deixará de vigorar. Assim sendo, sempre que um ressalto num árbitro resulte numa oportunidade de perigo ou em golo, a jogada deverá ser anulada.

Todas estas alterações instituídas pelo IFAB são favoráveis ao Futebol, tanto na medida em que valorizarão o espetáculo com mais tempo de jogo jogado, e ainda por fornecerem leis mais concretas e objetivas, auxiliando assim os árbitros na sua missão.

 

Foto de capa: FIFA

Gonçalo Miguel Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Enquanto houver estrada para andar Rui Borges vai continuar | Sporting 2-1 Marítimo

Há uma frase do Lampedusa que toda a gente cita mal: é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. Rui Borges levou-a à letra na terça-feira. Mudou os onze. Não nove, não dez, os onze, do guarda-redes ao ponta de lança, o que é um gesto que um treinador de um grande só faz quando percebeu que já não tem nada a perder por aí. Saíram o Kaique, o Fresneda, o Ba, o Gonçalo Inácio, o Maxi, o Altimira, o Doumbia, o Flávio, o Luis Guilherme, o Irankunda e o Suárez. Entrou uma equipa que ninguém tinha visto jogar junta. E ganhou. Convém lembrar de onde vinha o Sporting, porque sem isso o 2-1 não se percebe. Vinha de duas derrotas consecutivas em casa, com o LASK Linz e com o Académico de Viseu, do primeiro desaire interno da temporada, de nove pontos de atraso para o FC Porto e de lenços brancos nas bancadas no domingo à tarde. Alvalade tinha-se habituado a ver a bola circular muito e a chegar a lado nenhum. Dois jogos seguidos a cruzar por cruzar contra blocos que se fechavam e a sofrer sempre do mesmo modo, com a bola trocada para o lado contrário e um cruzamento rasteiro que ninguém cortou.

Manuel Nascimento · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.