Dirk Kuyt: o ‘hat-trick’ que fala de uma carreira

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Na Turquia, três temporadas de 2012 a 2015 com a conquista de todas as competições domésticas, Liga (2013/14), Taça (2012/13) e Supertaça (2014). 130 jogos e 35 golos foram o corolário da experiência turca.

Roterdão foi o último destino da carreira do loiro combativo e inigualável a lutar por cada pedaço de relvado. Com a braçadeira de capitão, essa intensidade competitiva contagia qualquer equipa. É assim que Kuyt se mostrou no relvado ao longo dos seus dias de chuteiras calçadas. Um líder.

Duas épocas no estádio De Kuip que se saldaram em dois troféus coletivos, a taça holandesa na época transata, com uma vitória sobre o seu ex-clube, FC Utrecht, e o tão ansiado título do campeonato holandês, alcançado no último dia 14. A primeira e única Eredivisie de Kuyt que, a jogar mais em posições ofensivamente intermédias ao longo desta época, foi um importante auxílio para que o ponta de lança da equipa, Nicolai Jorgensen, se tornasse o melhor marcador do campeonato. É que Kuyt não é só faturar, também deu a marcar muitos tentos ao longo da sua carreira. O verdadeiro perfil de jogador de equipa!

 

Momento do segundo golo dos três apontados pelo capitão do Feyenoord diante do Heracles Almelo no jogo do título Fonte: Goal.com
Momento do segundo golo dos três apontados por Kuyt no jogo do título
Fonte: Goal.com

Na seleção holandesa, foram 105 jogos e 24 golos pela seleção ‘A’, fazendo do avançado o sexto mais internacional de sempre pelas ‘tulipas’, com apenas menos uma internacionalização do que Van Bronckhorst, o seu treinador nesta época histórica do Feyenoord, que conquistou a Eredivisie que não era alcançada desde 98/99. Refira-se também uma internacionalização pela seleção sub-21.

O total estatístico da carreira cifra-se nos 907 jogos e 320 golos. Números que podem não exibir um registo goleador que impressione, mas que não mostra o trabalho-operário que deu em cada jogo em que entrou para as suas equipas nem as assistências para golo ou as infindáveis influências em situações de finalização.

Mas, no fim das contas, os números são apenas exercícios de pesquisa. O que fica é a alma que se deixa em campo.

Caro leitor, voltemos ao jogo metafórico que foi o último de Kuyt, o do hat-trick. Foram três formas de falar da pluralidade de virtudes do holandês dentro das quatro linhas. Foi um ‘hat-trick’ que falou de uma carreira.

Agora que Dirk Kuyt vai assumir um cargo na direção do clube amado, é certo que, da mesma forma que indispensável foi na estrutura das suas equipas sobre os relvados, sê-lo-á no organigrama do clube de Roterdão.

Mais um capitão que vai deixar saudades.

Foto de Capa: Facebook oficial de Dirk Kuyt

Rúben Tavares
Rúben Tavareshttp://www.bolanarede.pt
O futebol foi a primeira paixão da infância, no seu estado mais selvagem e pueril. Paixão desnuda. Hoje não deixou de ser paixão, mas é mais madura, aliada a outras paixões de outras idades: a literatura, as ciências sociais, as ciências humanas.                                                                                                                                                 O Rúben escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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