Publicidade

Iniesta, Podolski e Villa: é preciso mais, Vissel Kobe?

Diogo Grácio · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Hoje é dia de sushi. Vissel Kobe diz-te alguma coisa? Fundado em 1966 como Kawasaki Steel Soccer Club, o clube de que falamos hoje – Vissel Kobe –  disputou a sua primeira competição oficial vinte anos depois da sua fundação, na Segunda Divisão da Japan Soccer League. Em 1994, a cidade de Kobe entrou em acordo com a Kawasaki Steel para criar um clube profissional de futebol. Vissel Kobe nasceu oficialmente em 1994. Dois anos depois da sua criação, em 1996, o Vissel conquistou o acesso à elite do futebol japonês, onde permaneceria até 2005, quando desceu para a J-2(Segunda Liga Japonesa).
Em 2006, o clube regressou à J. League – principal divisão do futebol japonês -,  depois de ter terminado o campeonato no terceiro lugar da Segunda Divisão. Seis anos mais tarde, o Vissel voltou a descer de divisão, após ter ficado no 16º lugar da J. League. No ano seguinte, conseguiu alcançar o segundo lugar no segundo escalão e regressou à primeira divisão, digamos assim, mantendo-se nesta até aos dias de hoje.

No entanto, o clube nunca conquistou um título em toda sua história e, por isso, esta é a altura de mudança. A história do Vissel Kobe começou realmente há cerca de um ano, quando o clube concretizou a contratação de uma das maiores estrelas do futebol mundial. Lukas Podolski, o avançado alemão, deixou o futebol europeu, mais precisamente, o Galatasaray da Turquia, para representar o Vissel Kobe no término da sua grande carreira. Contratado por 2,6 milhões de euros e com um contrato de dois anos e meio, o alemão veio ser a grande esperança dos japoneses, que até o nomearam capitão de equipa.

A vinda Lukas Podolski para o campeonato japonês abriu a montra para outros jogadores, quer europeus, quer sul-americanos (nomeadamente brasileiros). Prova disso é a quantidade de jogadores extra-comunitários que estão, por esta altura, a competir na J. League. Temos alguns exemplos, como o guarda-redes australiano Langerak, o avançado colombiano Victor Ibarbo, o avançado português Hugo Vieira e os espanhóis Fernando Torres, Andrés Iniesta e David Villa, entre outros.

O futebol japonês tem vindo a aumentar a sua reputação e deve isso à vinda de jogadores como David Villa
Fonte: Vissel Kobe

É nos dois últimos nomes referidos acima que vamos pegar agora para continuar a argumentar que 2018 é o ano da mudança no futebol japonês e, sobretudo, no Vissel Kobe. Primeiro foi Andrés Iniesta, com 34 anos, a juntar-se a Podolski nos Boi Movi. O médio de classe mundial chegou ao Japão em maio deste ano, uma semana depois de ter disputado o último jogo ao serviço do FC Barcelona. Sem dúvida que a vinda do médio espanhol veio melhorar, e muito, não só o futebol no país asiático, como também a reputação do clube que foi representar – o Vissel Kobe. Com ele veio outro espanhol, desta vez, um avançado. David Villa, mais velho do que o médio (37 anos de idade), também chegou recentemente ao Japão e ao Vissel Kobe. Villa é apenas mais um dos experientes jogadores de grande renome mundial que escolhem o continente asiático para terminar a sua carreira. O internacional espanhol só vai participar em jogos oficiais a partir da próxima época, uma vez que o campeonato deste ano já terminou.

O Vissel Kobe terminou o campeonato no décimo lugar, com 45 pontos. Ainda assim, não consegui garantir um lugar que desse acesso à Liga dos Campeões Asiáticos. A próxima época já está a ser preparada, assim como o futuro próximo do clube. Com três campeões do Mundo e dois campeões da Europa no plantel, uma coisa é certa: o Vissel Kobe vai lutar, primeiramente, por um lugar na Liga dos Campeões Asiáticos e, depois, pelo primeiro título do clube, que se fundou em 1966 e que hoje conta com três dos melhores jogadores desta década.

Diogo Grácio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.