Novembro de 2020 | A queda da mística argentina

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Sem que nada o fizesse prever, o mês de novembro tornou-se um marco histórico para o futebol argentino. Com as suas devidas distâncias, porque obviamente os dois jogadores tiveram um peso e uma preponderância diferente e incomparável no futebol mundial, mas a verdade é que no espaço de cerca de 15 dias, a Argentina perde o seu líder físico e o seu líder espiritual.

Primeiro o internacional argentino Javier Mascherano confirmou o final da carreira de futebolista, aos 36 anos. O médio, que em vários momentos da carreira assumiu também funções como defesa, viveu os seus momentos áureos no FC Barcelona, entre 2010 e 2017 e na seleção Argentina. Nos catalães, venceu cinco ligas espanholas, cinco Taças do Rei, quatro Supertaças de Espanha, duas Ligas dos Campeões, duas Supertaças Europeias e dois Mundiais de Clubes.

O jogador que passou também pelo CA River Plate, SC Corinthians Paulista, West Ham United FC, Liverpool FC, Hebei Fortune e Club Estudiantes de la Plata, foi um verdadeiro líder da sua geração, reconhecido por colegas e adeptos como o grande capitão e líder responsável pelas finais atingidas pela seleção Argentina. Para muitos, foi inclusivamente o segundo melhor jogador da sua geração. Para mim foi. O médio pode até não ter sido o melhor tecnicamente, mas compensou com a sua ética, raça, liderança e intensidade. Um dos melhores exemplos do que é um profissional maduro, altruísta e dedicado.

El Jefecito, além de um ídolo visceral por todos os lugares onde passou, foi muito mais do que isso: Mascherano foi o líder físico da seleção de Messi, chegando ao ponto de na meia final do mundial de 2014 rasgar o ânus num carrinho para evitar um golo certo de Robben.

É difícil imaginar a equipa atual da Argentina sem o pequeno careca e a sua camisola “14”.

 

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