O impacto da covid-19 no futebol

- Advertisement -

O futebol sem os adeptos é “como ir ao circo e não ver palhaços”, rematou de forma tão certeira o capitão da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo, nas declarações proferidas após a recente partida das quinas frente à Suécia, a contar para a Liga das Nações. Poderemos discutir se foi a melhor expressão para retratar a situação, mas todos nós, amantes do futebol, sentimos uma espécie de vazio que teima em não ser preenchido, além duma ligeira revolta pela indefinição quanto a uma data para que tudo volte ao normal.

Mas, o que é o “normal” agora? Antes, era normal juntarmos os amigos e família para uma ida ao estádio e, a cada golo, festejarmos efusivamente com o vizinho da cadeira ao lado, mesmo que este fosse um completo desconhecido. Havia algo que nos unia – o amor ao futebol e ao nosso clube de coração. Era normal cantarmos junto com a claque aquelas músicas que sabemos desde pequeninos, que os nossos pais nos ensinaram orgulhosamente quando ainda nem tínhamos idade para perceber o verdadeiro significado das letras. Na verdade, não precisávamos de perceber, porque já sentíamos aquela emoção indescritível que é ver o nosso clube vencer.

Agora, tudo isto se perdeu. O “normal”, neste momento, é ver cada partida no sofá de nossa casa, que será mais confortável, é certo, mas não será a mesma coisa. Isto se realmente houver jogo, porque o normal agora também é vivermos na incerteza se vai haver algum adiamento a cada jornada, motivado pelos únicos testes positivos que ninguém deseja.

O regresso ao estádio é muito ansiado pelos adeptos Fonte: Bola na Rede

A situação não agrada a ninguém: treinadores e jogadores já manifestaram, por várias vezes, a falta que fazem os adeptos nos estádios para dar aquela motivação extra à equipa ou mesmo para providenciarem a assobiadela necessária para acordar os jogadores quando a exibição não está a ser a melhor. Os clubes, por sua vez, estão também cada vez mais desesperados financeiramente, afetados por uma crise que parece não ter fim e que afeta, sem exceção, todos os setores da sociedade.

O próximo passo, já alcançado noutros campeonatos, também não será o mais agradável, mas é aguardado com ansiedade. Trata-se do regresso às bancadas dos estádios, ainda que afastados pelo já habitual distanciamento social necessário e sempre munidos das nossas mais fiéis amigas nos últimos tempos: as máscaras. Não será o mesmo, é certo. Porém, acredito que, apesar de todas as condicionantes, conseguiremos matar as saudades e dar ao futebol o verdadeiro espetáculo que ele merece.

Obviamente, o panorama atual desperta-nos preocupações muito mais primordiais que o regresso dos adeptos aos estádios, ainda para mais com o recente aumento significativo de novos casos positivos à covid-19 nos últimos dias. De qualquer forma, no seu devido tempo, é importante discutir seriamente entre as entidades responsáveis como e quando vai acontecer este regresso – até porque já foram permitidos a outros deportos e atividades culturais a presença de público -, sob o risco de penalizar de forma irreversível alguns clubes (e todos os que dependem destes) que necessitam das receitas de bilheteiras para sobreviverem. Muito mais tempo sem adeptos e corremos o risco de matar o futebol.

Diana Oliveira
Diana Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
A Diana é licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto e, desde cedo, que a escrita faz parte de si. Poder conjugá-la com o futebol, outra das suas paixões, é a cereja no topo do bolo. A Diana escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Aymeric Laporte: «Nos últimos jogos temos visto coisas muito estranhas, lances que se deixam passar. Sobretudo com a Argentina…»

Final do Mundial 2026 entre Espanha e Argentina é já este domingo pelas 20h00. Aymeric Laporte prestou declarações antes do jogo.

FC Porto pretende cobrir investimento em Hwang In-beom com venda de Stephen Eustáquio

Stephen Eustáquio deve deixar o FC Porto neste mercado de verão e os dragões pretendem reaver os cinco milhões de euros investidos em Hwang In-beom.

Luis de la Fuente conta história da 1ª vez que enfrentou Lionel Messi: «Marcou 4 golos em 15 minutos»

Luis de la Fuente, selecionador de Espanha, falou sobre a primeira vez em que enfrentou Lionel Messi, num jogo entre o Barcelona e o Sevilha.

Rodri na antevisão à final do Mundial 2026: «Para mim, Lionel Messi é o melhor jogador de todos os tempos»

Rodri fez antevisão ao Espanha x Argentina, jogo da final do Mundial 2026. Médio diz que Lionel Messi é o melhor jogador de todos os tempos.

PUB

Mais Artigos Populares

Benfica B e Al Nassr enfrentam-se neste verão: eis o data

O Benfica B vai ter jogo de preparação com o Al Nassr, a 22 de julho. É na próxima quarta-feira pelas 18h00 e será à porta fechada.

Dany Jean renova contrato com o Torreense

O Torreense anunciou a renovação de Dany Jean. O avançado haitiano de 23 anos assinou um contrato válido até 2029.

Borussia Dortmund contrata Takato Yamamoto

Takato Yamamoto é reforço da equipa sub-23 do Borusia Dortmund. O médio defensivo chega por empréstimo proveniente do Gamba Osaka do Japão.