Super Liga Turca: Uma época de emoções e um Galatasaray bicampeão

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Numa temporada em que o futebol turco atravessou uma enorme crise financeira, com a totalidade dos clubes do primeiro escalão com grandes dívidas e até mesmo dificuldade em pagar os salários, a Super Liga conseguiu manter o seu nível e imprevisibilidade quanto ao seu desfecho.

Desde cedo, o campeonato turco mostrou-nos que a principal surpresa seria o Fenerbahçe e logo pela negativa. Considerado um dos grandes da Turquia, os canários amarelos, ao fim de 20 jornadas tinham somado apenas cinco vitórias e faziam até então umas das piores campanhas da sua história. Em igual período, o Basaksehir seguia líder isolado com quatro pontos de vantagem sobre o Galatasaray, procurando mais uma vez intrometer-se na luta pelo título.

Quando se pensava que o cenário não podia piorar para o Fenerbahçe, à entrada da reta final do campeonato, já arredado dos lugares europeus, os então comandados de Ersun Yanal, que havia rendido Philip Cocu, entraram na luta pela manutenção. O Fenerbahçe que atravessava um péssimo momento de forma, precisava de inverter a situação para não cair à segunda liga, naquele que seria o maior escândalo do futebol turco nos últimos anos.

No outro extremo da tabela, na luta pelo título, o Besiktas com alguns desaires ficou fora da luta pelo título e começava a consolidar o terceiro posto. Já o Basksehir, que chegou a liderar com sete pontos de vantagem sobre o Galatasaray, esperançava os seus adeptos na conquista do primeiro campeonato da sua história.

Fonte: Basaksehir FK

À semelhança da época passada, o Başakşehir vacilou no momento crucial e em quatro jornadas deixou escapar o campeonato. Na sua pior série da temporada, a queda começou na 28ª jornada com a derrota no reduto do Besiktas, à qual se seguiram dois empates e uma derrota, que a três jornadas do fim, valeram uma igualdade pontual na frente do campeonato.

A luta pelo título estava ao rubro e para apimentar esta decisão, a penúltima jornada proporcionou-nos uma verdadeira final:  na tarde de 19 de maio, no Türk Telekom Arena, o Galatasaray recebeu o Basaksehir. O triunfo de qualquer equipa significava a conquista do título e em caso de empate eram os forasteiros que seguiam em vantagem para a última jornada.

Numa partida muito bem disputada, o Basaksehir chegou ao intervalo em vantagem, com um golo do bósnio Riad Bajic, aos 17 minutos, mas após consentir o golo, o Galatasaray melhorou a sua qualidade de jogo e entrou bastante forte no segundo tempo com argelino Feghouli num remate acrobático a restabelecer a igualdade logo aos 47 minutos. O Basaksehir consentiu o golo e a resistência terminou aos 64 minutos por intermédio de Onyekuru, num lance em que a intervenção do VAR deixou bastantes dúvidas.

O golo do título
Fonte: Super Liga

Entretanto, o outro grande em evidência, mas pela negativa, conseguiu cumprir o estranho objetivo da manutenção. Foi somente nas últimas jornadas, que o Fenerbahçe alcançou a sua melhor fase ao somar quatro triunfos consecutivos, o que valeu ainda o nono lugar.

O Fenerbahçe salvou-se da humilhação e o Galatasaray conquistou o 22º título da sua história e o segundo consecutivo com Fatih Terim ao leme. Por outro lado, ainda não foi desta que o Basaksehir de Arda Turan, Robinho, Adebayor, Demba Ba e Márcio Mossoró vai festejar o tão desejado título, demonstrando que apesar de ter liderado o campeonato durante grande parte da temporada é ainda inexperiente e persiste em tremer na hora da verdade.

O futebol turco vai agora para o defeso e promete mais emoção na próxima época.

Foto de Capa: Galatasaray Spor Kulübü

 

Gonçalo Miguel Santos
Gonçalo Miguel Santoshttp://www.bolanarede.pt
Ainda era caracterizado com um diminutivo e sentado ao lado do seu pai, já vibrava com o futebol, entusiasmado e de olhos colados na televisão à espera dos golos. O menino cresceu e com o tamanho veio o gosto pela escrita e o seu sentido crítico.                                                                                                                                                 O Gonçalo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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