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Albânia 0-1 Portugal: Fernando Santos coleciona uma vitória à engenheiro

José Duarte · 2 min

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Talvez tenha havido alguma supresa quando se soube do onze escolhido por Fernando Santos. Porém, quando se olha para a selecção, é difícil eleger um lote de incontestáveis. Ao contrário do que é comum, as boas dores de cabeça que um seleccionador sente ao eleger um lote de jogadores e dele extrair um onze titular não são assim tão saudáveis. É que, se retirarmos Ronaldo acima de qualquer outro, Patrício, Pepe, Ricardo Carvalho e Nani, Fernando Santos pode escolher, mas a semelhança é muita e nivela-se por baixo relativamente aos acima mencionados.

Mas não é apenas por isso que esta selecção não encanta. As equipas de Fernando Santos geralmente não o fazem, embora consigam resultados. É isso que está a acontecer desde que o engenheiro pegou na selecção, coleccionando já a quinta vitória consecutiva em jogos oficiais, tendo o apuramento praticamente conseguido.

Portugal esteve melhor na primeira parte, tendo controlado o adversário, chegando a dominar. Quando tinha que defender, víamos praticamente todos os jogadores atrás da linha da bola, com excepção de Ronaldo. Patrício foi praticamente espectador. Na frente o panorama era mais cinzento e muito por causa do aprisionamento do nosso melhor jogador no papel de “nove”.  Mas não só. Nani esteve irreconhecível, quase ausente. Danny manteve o habitual tom desastrado e infeliz que regista na selecção. Bernardo Silva esteve alguns furos acima nesta bitola, mas apenas em pormenores de grande qualidade muito espaçados entre si. Veloso só no golo tardio se libertou da mediania.

A festa depois do golo Fonte: Facebook UEFA EURO
A festa depois do golo
Fonte: Facebook UEFA EURO

A segunda parte chegou a ser penosa. A equipa foi-se deixando embalar num ritmo que parecia lembrar o habitual fado das nossas equipas nacionais, que, não marcando, acabam por sofrer. Tal só não aconteceu porque o acaso resumiu de forma sublime num lance apenas o significado de azar e sorte quando a bola ressaltou numa defesa nacional e se estatelou no poste de um Patrício impotente para impedir o golo.

Foi já com Quaresma em campo, e depois dos noventa minutos corridos, que Veloso arrancou uma cabeçada fulminante. Fernando Santos obtém assim uma vitória prática, sem nenhum floreado, fazendo jus à sua formação em engenharia.

A Figura: É particularmente difícil escolher alguém que se tenha elevado acima da produção dos restantes colegas. Fica entregue a Miguel Veloso, pela importância do golo para as nossas aspirações.

O Fora-de-Jogo: A falta de esclarecimento na produção ofensiva. Com particular incidência na tristonha exibição de Nani e no atabalhoamento de Danny.

Foto de capa: Facebook Selecções de Portugal

José Duarte

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