Luxemburgo 0-2 Portugal: “Serviços mínimos” carimbam passaporte

- Advertisement -

Está feito: a seleção nacional carimbou o apuramento para o Campeonato da Europa de 2020! Portugal precisava de vencer o Luxemburgo para depender só de si nas contas da qualificação, e assim fez.

Em relação ao onze que fez alinhar na quinta-feira, frente à Lituânia, Fernando Santos mudou três “peças”: Raphael Guerreiro alinhou no lugar de Mário Rui, na esquerda da defesa; no meio-campo, Danilo foi o homem mais recuado, substituindo Rúben Neves; na frente de ataque, André Silva ocupou as funções que haviam sido do colega de equipa, Gonçalo Paciência.

Assim que o espanhol Gil Manzano apitou para o início do encontro, logo se verificou que as condições do terreno de jogo prejudicavam mais os jogadores lusos, que apostavam na circulação de bola rente à relva, do que os luxemburgueses, que preferiam ficar na retaguarda e tentar surpreender com ataques rápidos. Perante isto, Portugal não conseguia ligar jogo entre os diferentes setores e, em contrapartida, o Luxemburgo criava sempre calafrios à nossa defesa quando passava da linha de meio-campo.

Aos 25 minutos, surgiu a primeira grande oportunidade do encontro, para o lado dos luxemburgueses; na sequência de um canto, Gerson Rodrigues (que nasceu em Portugal) cabeceou a bola, tendo esta passado rente à trave. A vida estava difícil para os pupilos de Fernando Santos e só aos 38 minutos conseguiram chegar com perigo à baliza adversária. No entanto, quando o fizeram, não perdoaram. Bernardo Silva descobriu Bruno Fernandes com um passe de génio e o médio do Sporting fez aquilo que tantas vezes já mostrou saber: marcar golo. Uma jogada de classe no meio de uma exibição com fraca nota artística da parte dos jogadores portugueses.

Até ao intervalo, nada de relevante aconteceu, apenas é de registar que os jogadores do Luxemburgo pareceram ter sentido o golo que sofreram e mostravam ainda que estavam a pagar o esforço dos primeiros 35 minutos, dada a quebra no ritmo que impunham. O Euro 2020 estava a 45 minutos de distância!

Bruno Fernandes a festejar o golo que colocava Portugal em vantagem
Fonte: UEFA

O reatar da partida não trouxe grandes novidades, permanecendo o atrevimento dos homens do Luxemburgo e a apatia dos jogadores de Portugal. Gerson Rodrigues estava a revelar-se um verdadeiro “quebra-cabeças” para a defesa lusa, ao passo que as “estrelas” nacionais não conseguiam exibir o seu brilho. A partida caiu num ritmo monótono e até desinteressante, sem momentos de relevância. Não havia qualquer momento perigoso a envolver as balizas, mas a liberdade que os portugueses concediam aos adversários deixava o selecionador nacional apreensivo.

Ao minuto 79, finalmente um remate perigoso: Cristiano Ronaldo, na sequência de um livre já dentro da meia-lua da área luxemburguesa, rematou forte, mas não colocou a direção certa na bola e esta passou perto, mas ao lado do alvo. Apesar deste momento ofensivo da seleção nacional, a pressão no lado defensivo baixou consideravelmente e deixava preocupados os adeptos lusos.

Para aliviar essa preocupação, apareceu o “goleador-mor” da “equipa das quinas”. Após o ensaio, minutos antes, Cristiano Ronaldo só teve que tocar com o bico da bota no esférico, mesmo em cima da linha de golo, para ampliar a vantagem portuguesa. Mais um bom passe de Bernardo Silva encontrou Diogo Jota ao segundo poste, que fez a bola passar por Anthony Moris e viu “CR7” tirar-lhe o golo mesmo na última hipótese. O importante é que a vantagem nacional foi ampliada e os minutos finais foram bastante mais calmos para todos nós.

A seleção nacional tem passaporte tirado para viajar pela Europa no próximo verão, uma vez que o Europeu se realizará em 16 países diferentes. A nós, resta-nos apoiar e ajudar os nossos jogadores a elevar cada vez mais o nome de Portugal!

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Luxemburgo – Anthony Moris; Laurent Jans; Maxime Chanot; Lars Gerson; Dirk Carlson; Vincent Thill (Aurelien Joachim, 81’); Leandro Martins (Danel Sinani, 74’); Aldin Skenderovic; Dave Turpel (Olivier Thill, 59’); Gerson Rodrigues; Maurice Deville.

Portugal – Rui Patrício; Ricardo Pereira; José Fonte; Rúben Dias; Raphael Guerreiro; Danilo Pereira; Pizzi (João Moutinho, 62’); Bruno Fernandes (Rúben Neves, 90’); Bernardo Silva; Cristiano Ronaldo; André Silva (Diogo Jota, 71’).

Alexandre Candeias
Alexandre Candeiashttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde sempre, tem o hábito de escrever sobre o desporto rei desde os tempos da escola primária, onde o tema das composições de Português nunca fugia da bola.

Subscreve!

Artigos Populares

Declan Rice: «É devastador perder a final da Champions League nos penáltis»

Declan Rice analisou a final da Champions League. PSG venceu Arsenal nos penáltis e é bicampeão continental.

Benfica vence Leões de Porto Salvo por 4-0 na primeira mão do play-off do campeonato de futsal

Benfica venceu este sábado os Leões de Porto Salvo por 4-0 naquele que poderá ter sido o último jogo da carreira de André Sousa.

Rugby: Cascais vence Belenenses e conquista Taça de Portugal 33 anos depois

O Cascais venceu este sábado o Belenenses por 25-20, na final disputada no Jamor, e conquistou a Taça de Portugal.

Sporting volta a vencer FC Porto e fica mais perto da final do campeonato de hóquei em patins

O Sporting venceu este sábado o FC Porto por 2-0 no segundo jogo das meias-finais do Campeonato Nacional de hóquei em patins.

PUB

Mais Artigos Populares

Luís Enrique sobre o golo do Arsenal: «Marcaram com alguma sorte… depois disso foi pressão para eles»

Luís Enrique analisou a final da Champions League. PSG venceu Arsenal nos penáltis e é bicampeão continental.

Gonçalo Ramos após se sagrar bicampeão europeu: «É um sonho tornado realidade»

Gonçalo Ramos analisou a final da Champions League. PSG venceu Arsenal nos penáltis e é bicampeão continental.

Eis a reação do Parque dos Príncipes ao pênalti falhado por Gabriel

O parque dos principes esteve aberto aos adeptos do PSG que viram o pénalti falhado por Gabriel. PSG venceu Arsenal nos penáltis e é bicampeão continental.