França 4-0 Países Baixos: Póquer “gaulês” enche o Stade de France

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A CRÓNICA: ESPETÁCULO EM FRANÇA PARA COMEÇAR A QUALIFICAÇÃO

Os especialistas diziam que seria um belo espetáculo de futebol, no entanto, o campo caiu para um só lado! 

Com Giroud no banco de suplentes, a armada francesa enfrentou pela primeira vez uma seleção renovada dos Países Baixos, com Koeman ao leme da eterna laranja mecânica, que ficou bem aquém das expetativas. A seleção de Deschamps entrou em campo para ferir rapidamente a laranja mecânica, e aos 21 minutos já vencia por 3 golos de diferença, sim leram bem, 3 golos de diferença ainda antes da meia hora de jogo. Acredito que ninguém esperava isso à partida para este jogo, com os Países Baixos a terem obrigação de fazerem mais, de reduzir esta diferença abismal, tanto no marcador com no sistema tático. É certo que a seleção francesa tem argumentos de luxo, jogadores de alto gabarito que atuam nos melhores clubes do mundo, mas Koeman também tem as suas armas, algumas delas de qualidade igual ou muito próxima. 

O trabalho de Deschamps com França tem sido muito consistente, e é essa consistência que lhe tem permitido inserir jogadores novos na sua convocatória, sem nunca baixar o ritmo ou ceder às pressões adversárias, mas é certo que nas fases de decisão pode fazer bem melhor porque, na minha perspetiva, e falando na teórica, tem tudo para ter mais ambição, para ter sobre os seus ombros a vitória nas finais que disputa, e a chegada até essas mesmas finais que, por vezes, nem acontece. 

No final destes 90 minutos destaco a qualidade geral da França, com Mbappe a fazer o que quis da defesa contrária, com Griezmann a ter um papel diferente, mais cerebral, e com Kolo Muani a surpreender a maior parte dos amantes do desporto rei com boas exibições e consistência. Do lado da laranja mecânica, destaco pela negativa alguns jogadores que têm de dar mais, como é o caso de Memphis, que sinto sempre que fica muito longe daquilo que pode, ou deve fazer pelo seu país e pela sua seleção.

A FIGURA

Kylian Mbappé – Podia deixar este parágrafo em branco, porque não existem grandes palavras para descrever a influência e o peso ofensivo que Kyllian tem nas suas equipas. À esquerda, à direita ou ao meio, Mbappe é sempre a vedeta maior, a acelerar, a mudar de velocidade, e fintar e a rematar, o futuro é dele, e que futuro é este!

O FORA DE JOGO

Memphis Depay – Destaque pela negativa, nos Países Baixos e no jogo, Memphis aparece em algumas ocasiões, mas não decide bem, não define como tem qualidade para definir, aparece como tem de aparecer, mas também sinto que não tem o apoio devido. Longe estão os tempos em que o atual camisola 10 da laranja mecânica podia olhar para o lado e ver Van Persie ou Robben, mas infelizmente os seus compatriotas também não acrescentam aquilo que Memphis necessita para elevar o patamar do seu futebol. Quase ao cair do pano, ainda desperdiçou uma oportunidade para reduzir a desvantagem já enorme no marcador.

Bernardo Santos
Bernardo Santoshttp://www.bolanarede.pt
O Bernardo é Licenciado em Relações Públicas e quase mestre em Jornalismo. É um comunicador nato, que transporta para o futebol a mesma simpatia e alegria que tem em viver.

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