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Itália 0-1 Ucrânia (Sub-20): Ucranianos estão pela primeira vez na final do Mundial

André Filipe Antunes · 4 min

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Primeiro jogo das meias finais do Mundial de Sub-20, a opor italianos contra os ucranianos. Ambas as equipas acabaram a fase de grupos com sete pontos e em primeiro dos seus respetivos grupos. Nos oitavos de final, a Itália derrotou a Polónia por 1-0 e eliminou nos quartos de final o Mali por 4-2. A Ucrânia derrotou nos oitavos o Panamá por 4-1 e nos quartos de final venceu a Colômbia por 1-0.

O jogo a começar com alguma dureza, visto que logo no primeiro minuto, o árbitro, mostrou o primeiro amarelo do jogo ao avançado ucraniano, Sikan. Nos primeiros minutos a bola teve um pouco centrada a meio campo, nenhuma das equipas queria vacilar no começo da partida. Com o avançar do jogo, as equipas foram mantendo sempre um jogo muito tático, cada passe e movimento, sempre muito pensados.

As equipas apresentavam-se muito encaixadas, com as jogadas mais perigosas a serem feitas através de bola parada. Só aos 37 minutos é que tivemos o primeiro lance perigoso. Um livre direto da Ucrânia, apontado por Sergey Buletsa, o guardião italiano teve que voar para uma boa defesa.

Uma primeira parte muito dura, com muitas faltas, 19 faltas ao todo! A seleção italiana nem sequer rematou em toda a primeira parte, enquanto que a Ucrânia rematou seis vezes, mas apenas um remate é que foi mesmo perigoso. Em termos de posse de bola, houve uma pequena vantagem para a Itália, com 53%-47% de posse. Acima de tudo pode-se dizer que foi um primeiro meio tempo com pouca história.

1ª parte com um jogo muito fechado e duro Fonte: FIFA

Aos 52 minutos, a Itália a conseguir chegar à baliza da Ucrânia pela primeira vez. Com um remate de Pinamonti, com uma resposta à altura de Lunin. Aos 65 minutos, apareceu o golo da Ucrânia, através de um cruzamento rasteiro de Konoplia do lado direito, a bola a surgir no centro da grande área e Buletsa que apareceu de trás a rematar em jeito para dentro da baliza italiana.

O jogo ficou mais aberto e começaram a aparecer mais espaços, com isto, aos 72 minutos, o avançado Supriaha na cara do guarda redes atirou ao lado. Era o 2-0 numa altura em que podia matar o jogo. Foi preciso haver um golo, para o jogo ficar mais rápido e para as equipas apresentarem outras ideias de jogo.

Aos 80 minutos, a Ucrânia ficou reduzida a dez unidades. Popov já tinha levado um cartão amarelo e atingiu com o cotovelo na face do avançado Pinamonti, o que resultou num segundo amarelo e consequente expulsão.

Aos 84 minutos, Kashchuk na direita a fazer um remate poderoso com a bola a ir embater na barra. A Ucrânia a ser perigosa mesmo com apenas dez unidades, a procurarem sempre ter o máximo de posse de bola com o intuito de resguardarem mais o jogo.

A Itália teve uma excelente oportunidade aos 90 minutos com Capone a rematar de pé esquerdo por cima, sem deixar a bola tocar no relvado, tornou-se mais complicada a finalização.

Aos 92 minutos, parecia que estava feito o empate, Scamacca fez um belo remate que acabou no fundo das redes de Lunin, após uma série de ressaltos entre jogadores ucranianos. O italiano dominou de joelho e rematou à meia volta, a fazer um grande golo, no entanto o árbitro foi ver o lance no VAR e anulou o golo, visto que o avançado italiano tocou com o braço na cara de um jogador da Ucrânia. Após o golo anulado, houve pouco jogo, a Itália ainda dispôs de um canto final em que toda a equipa subiu à área, mas sem sucesso.

Jogo com poucas ideias no geral, sendo muito mais físico e tático do que técnico. A partida teve mais interesse a partir do golo da Ucrânia, a Itália procurou mais o golo e procurou outras opções de jogo depois disso, no entanto a maioria dos lances acabavam por ser através de passes longos e com um jogo em profundidade que nunca dava resultados. O lateral italiano, Tripaldelli foi um dos mais irrequietos na seleção italiana com lances e investidas bastante interessantes.

A Ucrânia foi uma equipa coesa e foi sempre a equipa mais perigosa no encontro. Apresentou um esquema tático mais defensivo, que acabou por resultar. O jogo acabou com um final dramático, mas o resultado acabou por ser justo. Nas outras três participações da Ucrânia, nunca tinham ultrapassado os oitavos de final. Desta vez conseguiram a tão almejada final, está de parabéns o futebol ucraniano!

Onzes Iniciais e Substituições:

ITÁLIA: Plizzari; Gabbia, Del Prato e Ranieri; Bellanova, Frattesi (sub.Alberico,46´), Esposito (sub. Capone, 73´), Pellegrini e Tripaldelli (sub. Olivieri, 84´); Scamacca e Pinamonti.

UCRÂNIA: Lunin; Konoplia, Popov, Bondar, Beskorovainyi e Korniienko; Buletsa (sub. Safronov, 82´), Dryshliuk, Chekh (sub. Khakhlov,69´) e Kashchuk; Sikan (sub. Supriaha, 64´).

A FIGURA

Fonte: UEFA

Buletsa – O número 10 ucraniano esteve sempre a impor o ritmo de jogo da sua seleção. Ele era o dono das bolas paradas (até ser substituído) e foi sempre um elemento fulcral no jogo. O golo decisivo é dele e com este tento a sua seleção está pela primeira vez numa final. Momento histórico para a Ucrânia.

O FORA DE JOGO

Fonte: Roma

Luca Pellegrini – O médio italiano não conseguiu ser presente no jogo. A bola simplesmente não aparecia nos seus pés, nem ele se preocupou muito em procurar jogo. Esperava-se mais deste jovem prodígio italiano e a sua seleção está fora do Mundial.

Foto de Capa: FIFA

André Filipe Antunes

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