Última horaEM DIRETO: Francesco Farioli e Pablo Rosario lançam o duelo da Champions League entre FC Porto e PSV
Publicidade

Itália 0-1 Ucrânia (Sub-20): Ucranianos estão pela primeira vez na final do Mundial

André Filipe Antunes · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Primeiro jogo das meias finais do Mundial de Sub-20, a opor italianos contra os ucranianos. Ambas as equipas acabaram a fase de grupos com sete pontos e em primeiro dos seus respetivos grupos. Nos oitavos de final, a Itália derrotou a Polónia por 1-0 e eliminou nos quartos de final o Mali por 4-2. A Ucrânia derrotou nos oitavos o Panamá por 4-1 e nos quartos de final venceu a Colômbia por 1-0.

O jogo a começar com alguma dureza, visto que logo no primeiro minuto, o árbitro, mostrou o primeiro amarelo do jogo ao avançado ucraniano, Sikan. Nos primeiros minutos a bola teve um pouco centrada a meio campo, nenhuma das equipas queria vacilar no começo da partida. Com o avançar do jogo, as equipas foram mantendo sempre um jogo muito tático, cada passe e movimento, sempre muito pensados.

As equipas apresentavam-se muito encaixadas, com as jogadas mais perigosas a serem feitas através de bola parada. Só aos 37 minutos é que tivemos o primeiro lance perigoso. Um livre direto da Ucrânia, apontado por Sergey Buletsa, o guardião italiano teve que voar para uma boa defesa.

Uma primeira parte muito dura, com muitas faltas, 19 faltas ao todo! A seleção italiana nem sequer rematou em toda a primeira parte, enquanto que a Ucrânia rematou seis vezes, mas apenas um remate é que foi mesmo perigoso. Em termos de posse de bola, houve uma pequena vantagem para a Itália, com 53%-47% de posse. Acima de tudo pode-se dizer que foi um primeiro meio tempo com pouca história.

1ª parte com um jogo muito fechado e duro Fonte: FIFA

Aos 52 minutos, a Itália a conseguir chegar à baliza da Ucrânia pela primeira vez. Com um remate de Pinamonti, com uma resposta à altura de Lunin. Aos 65 minutos, apareceu o golo da Ucrânia, através de um cruzamento rasteiro de Konoplia do lado direito, a bola a surgir no centro da grande área e Buletsa que apareceu de trás a rematar em jeito para dentro da baliza italiana.

O jogo ficou mais aberto e começaram a aparecer mais espaços, com isto, aos 72 minutos, o avançado Supriaha na cara do guarda redes atirou ao lado. Era o 2-0 numa altura em que podia matar o jogo. Foi preciso haver um golo, para o jogo ficar mais rápido e para as equipas apresentarem outras ideias de jogo.

Aos 80 minutos, a Ucrânia ficou reduzida a dez unidades. Popov já tinha levado um cartão amarelo e atingiu com o cotovelo na face do avançado Pinamonti, o que resultou num segundo amarelo e consequente expulsão.

Aos 84 minutos, Kashchuk na direita a fazer um remate poderoso com a bola a ir embater na barra. A Ucrânia a ser perigosa mesmo com apenas dez unidades, a procurarem sempre ter o máximo de posse de bola com o intuito de resguardarem mais o jogo.

A Itália teve uma excelente oportunidade aos 90 minutos com Capone a rematar de pé esquerdo por cima, sem deixar a bola tocar no relvado, tornou-se mais complicada a finalização.

Aos 92 minutos, parecia que estava feito o empate, Scamacca fez um belo remate que acabou no fundo das redes de Lunin, após uma série de ressaltos entre jogadores ucranianos. O italiano dominou de joelho e rematou à meia volta, a fazer um grande golo, no entanto o árbitro foi ver o lance no VAR e anulou o golo, visto que o avançado italiano tocou com o braço na cara de um jogador da Ucrânia. Após o golo anulado, houve pouco jogo, a Itália ainda dispôs de um canto final em que toda a equipa subiu à área, mas sem sucesso.

Jogo com poucas ideias no geral, sendo muito mais físico e tático do que técnico. A partida teve mais interesse a partir do golo da Ucrânia, a Itália procurou mais o golo e procurou outras opções de jogo depois disso, no entanto a maioria dos lances acabavam por ser através de passes longos e com um jogo em profundidade que nunca dava resultados. O lateral italiano, Tripaldelli foi um dos mais irrequietos na seleção italiana com lances e investidas bastante interessantes.

A Ucrânia foi uma equipa coesa e foi sempre a equipa mais perigosa no encontro. Apresentou um esquema tático mais defensivo, que acabou por resultar. O jogo acabou com um final dramático, mas o resultado acabou por ser justo. Nas outras três participações da Ucrânia, nunca tinham ultrapassado os oitavos de final. Desta vez conseguiram a tão almejada final, está de parabéns o futebol ucraniano!

Onzes Iniciais e Substituições:

ITÁLIA: Plizzari; Gabbia, Del Prato e Ranieri; Bellanova, Frattesi (sub.Alberico,46´), Esposito (sub. Capone, 73´), Pellegrini e Tripaldelli (sub. Olivieri, 84´); Scamacca e Pinamonti.

UCRÂNIA: Lunin; Konoplia, Popov, Bondar, Beskorovainyi e Korniienko; Buletsa (sub. Safronov, 82´), Dryshliuk, Chekh (sub. Khakhlov,69´) e Kashchuk; Sikan (sub. Supriaha, 64´).

A FIGURA

Fonte: UEFA

Buletsa – O número 10 ucraniano esteve sempre a impor o ritmo de jogo da sua seleção. Ele era o dono das bolas paradas (até ser substituído) e foi sempre um elemento fulcral no jogo. O golo decisivo é dele e com este tento a sua seleção está pela primeira vez numa final. Momento histórico para a Ucrânia.

O FORA DE JOGO

Fonte: Roma

Luca Pellegrini – O médio italiano não conseguiu ser presente no jogo. A bola simplesmente não aparecia nos seus pés, nem ele se preocupou muito em procurar jogo. Esperava-se mais deste jovem prodígio italiano e a sua seleção está fora do Mundial.

Foto de Capa: FIFA

André Filipe Antunes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.