5 momentos de Portugal na qualificação para o Mundial 2026

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Portugal está apurado para o Mundial 2026, após uma caminhada bastante polémica e difícil, em grande parte por culpa própria. Foi necessário ir até ao último jogo frente à Arménia, para que a seleção nacional conseguisse garantir a sua presença na maior prova do futebol mundial.

Ao longo deste  trajeto — com quatro vitórias, um empate e uma derrota — registaram-se momentos negativos e positivos que estarão neste top-5.

5.

Estreia com a Arménia – Após vencer a Liga das Nações, Portugal estreou-se na Arménia frente à seleção da casa com uma vitória convincente, onde o “futebol árabe” esteve em destaque, já que todos os jogadores que marcaram atuam nesse campeonato. João Félix (2x), Cristiano Ronaldo (2x) e João Cancelo foram os protagonistas.

Um encontro que parecia indicar o caminho simples que Portugal tinha até à qualificação para o Mundial 2026, no entanto, não foi bem assim…

4.

Rúben Neves Portugal
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Assistência de Trincão para Rúben Neves – Um dos grandes momentos desta qualificação foi a assistência de Trincão para o médio Rúben Neves no jogo frente à República da Irlanda.

Primeiramente, pelo “fator Francisco Trincão”. Esse jogo, à semelhança do duelo com a Dinamarca na Liga das Nações, garantiu a presença do extremo no Mundial de 2026. Saltou do banco de suplentes para ser decisivo: ganhou uma grande penalidade — que acabou por não ser convertida — e, mais tarde, “sacou” uma bela assistência para garantir os três pontos.

Por fim, o “fator Rúben Neves”. No primeiro jogo de Portugal em solo nacional desde o trágico falecimento de Diogo Jota, eis que o seu melhor amigo e novo camisola 21 conseguiu, estrear-se a marcar com a seleção das quinas para lá do minuto 90.

3.

Dominik Szoboszlai Hungria
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O silêncio imposto por Dominik Szoboslai – A vencer por 2-1, em casa, Portugal deixou-se empatar com a Hungria — só podia ser ele, o médio do Liverpool.

Este empate voltou a castigar e a complicar as contas de Portugal na corrida pela qualificação para o Mundial. Um jogo que refletiu, à semelhança de outros, as dificuldades inerentes da equipa comandada por Roberto Martinez: pouca capacidade para surpreender, blocos baixos e muito frágeis em contra-ataque.

Analisando este jogo, o empate acabou por ser um resultado justo. A Hungria soube manter-se fiel ao seu plano de jogo e garantiu um ponto numa deslocação complicada, sendo que havia perdido com Portugal, em Budapeste.

2.

João Neves Portugal
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Apuramento garantido – Voltou a ser contra a Arménia que Portugal deu uma resposta convincente, tanto coletiva como individual. Sem Ronaldo, Gonçalo Ramos voltou a corresponder. No meio-campo, os lugares parecem estar cimentados: João Neves, Vitinha e Bruno Fernandes, têm de estar no onze. São o complemento perfeito frente a qualquer adversário.

Nesta lógica, quem fica com o lugar em risco é Bernardo Silva. O médio do Manchester City é mais preponderante pelo corredor central e, na seleção, os lugares estão ocupados. Veremos como Roberto Martinez irá resolver este “problema”.

O resultado de 9-1 fica para a história, mas não esconde as dificuldades que Portugal apresenta. No Mundial, onde o nível competitivo sobe, há que fazer mais e melhor —sobretudo no momento defensivo.

1.

Expulsão de Cristiano Ronaldo – Infelizmente, este momento está no meu top-5. O capitão de Portugal foi expulso, pela primeira vez com a camisola das quinas, após 226 jogos, no encontro frente à República da Irlanda.

Num dos jogos mais importantes desta qualificação, Cristiano Ronaldo falhou. Não só pelo o que representa, mas também pela atitude. Um jogador experiente nestes contextos, não pode ceder à pressão — sobretudo com a seleção em desvantagem por dois golos.

No entanto, esta ação aconteceu, e Portugal acabaria mesmo a perder o jogo, na Irlanda, e desperdiçou, novamente, a oportunidade de segurar a vaga no primeiro lugar do grupo.

Miguel Costa
Miguel Costa
Licenciado em Jornalismo e Comunicação, o Miguel é um apaixonado por desporto, algo que sempre esteve ligado à sua vida. Natural de Santiago do Cacém, o jornalismo desportivo é o seu grande objetivo. Tem sempre uma opinião na “ponta da língua”, nunca esquecendo a verdade desportiva. Escreve com acordo ortográfico.

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