Portugal 2-1 Bélgica: Este Portugal vai ter uma palavra a dizer

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Numa noite fresca em Leiria, dois dos seis ou sete principais candidatos ao Euro defrontaram-se, num dos derradeiros jogos de preparação para o Europeu na França a disputar neste próximo Verão de 2016.

Num jogo que se julgava equilibrado, fez-se esquecer os atentados que abalaram Bruxelas na semana passada e puseram-se à prova, duas seleções que apresentam boas individualidades e que têm condições para surpreender na próxima edição europeia, a seleção das Quinas apresentou-se com um 4-1-3-2 em situações ofensivas e num 4-4-2 defensivamente, ou seja, a encarar este jogo de maneira diferente à que se verificou na passada sexta-feira, onde Danilo, Cédric, Raphael Guerreiro, José Fonte e André Gomes voltaram ao onze inicial português, frente a uma Bélgica que jogou no 4-3-3 ao qual nos tem habituado.

Num início de jogo equilibrado com ambas as defesas altas, os Diabos Vermelhos até começaram por entrar melhor no jogo, com um estilo de jogo largo a beneficiar o futebol pelas alas, nomeadamente por Chadli e Mertens mas sem grande perigo. Entretanto, Portugal apresentava um jogo mais fluido, afunilado e sem pressão alta tentado aproveitar a velocidade dos seus jogadores para lançar rápidos contra-ataques a um e dois toques desconcertando a pressão alta que a turma belga exercia.

Os contra-ataques rápidos da nossa seleção, contavam com pouca gente no ataque mas com qualidade e facilidade de criar oportunidades de golo. Destaca-se a jogada entre Nani, Ronaldo e João Mário que acaba com este último numa situação isolada frente ao guarda-redes adversário e ainda com um excelente cruzamento de João Mário que merecia melhor resposta por parte de André Gomes.

Contudo, foi com meio-campo instalado que Portugal apareceu com mais perigo e chegou aos seus dois primeiros golos. Com um jogo de posse, Portugal teve dois remates perigosos à passagem do minuto 10 do encontro e, com Ronaldo e Nani a jogarem soltos e a aparecem sistematicamente nas alas, aparece o primeiro golo do encontro aos 19 minutos com uma boa combinação entre Ronaldo, André Gomes e Nani entre o espaço, diga-se enorme, possibilitado por Denayer e Gillet, permitindo ao Nani aparecer isolado e decidir com qualidade.

Com esta tática e movimentações de Ronaldo e Nani, exige-se mais atenção das defesas contrárias e Portugal coloca mais intensidade nas suas disputas de Homem a Homem, potenciado a intensidade que os seus jogadores colocam no jogo.

Mais uma vez de meio-campo instalado, bom cruzamento de João Mário descobre uma excelente motivação de Ronaldo que não facilita.

Primeira parte de grande nível de Portugal, bem diferente do que se viu com a Bulgária em que, com uma tática diferente exponenciando a velocidade dos seus jogadores, confirma que é um dos 7 candidatos a ter em conta neste Europeu. Menção honrosa para João Mário, o maestro desta seleção e para Raphael Guerreiro que encaixa que nem uma luva nesta tática com futebol mais direto e de transições rápidas.

Ronaldo voltou a marcar Fonte: Federação Portuguesa de Futebol
Ronaldo voltou a marcar
Fonte: Federação Portuguesa de Futebol

Segunda parte, Bélgica estabiliza e mostra o seu futebol com golo protagonizado entre os irmãos Lukaku, passado um quarto de hora do segundo tempo, com o mais velho a mostrar o seu jogo aéreo e a bater a defensiva portuguesa. Lukaku é sempre um jogador mais, dadas as suas movimentações e ao seu físico imponente.

Com a entrada de Éder e Quaresma, Portugal volta ao habitual 4-3-3 privilegiando um futebol mais de posse e menos direto, Portugal só chegaria com perigo à área adversária através de um livre direto convertido por Raphael Guerreiro.

Mais tarde, com a entrada de William Carvalho, Fernando Santos testou um 4-2-3-1 em que, com mais homens no meio-campo e com um Renato sem tantas preocupações defensivas, consegue estabilizar e desaparece o fio de jogo que a Bélgica encontrou nos momentos iniciais da segunda parte.

Um jogo que Portugal confirma o seu estatuto de seleção a ter em conta neste próximo Campeonato da Europa e a derrotar sem contestação, aquela que pode vir a ser uma das seleções a surpreender, a Bélgica.

A Figura:

Cristiano Ronaldo – Habituado a jogar mais livre em termos posicionais, Cristiano Ronaldo é isto, um jogador acima da média sem bola e que, estando sempre no sítio certo, potencializa a sua qualidade técnica a nível da sua finalização e do jogo a um e dois toques. Embora nem sempre decida da melhor forma, quando marca ou dá a marcar, resolve jogos e hoje foi o caso disso mesmo em que, num jogo sem erros, marcou e foi preponderante no domínio portugués, especialmente no primeiro tempo.

O Fora-de-jogo:

Éder – Carecendo de ponta-de-lança com qualidade, Éder tem sido a única escolha de Fernando Santos nas últimas convocatórias. Apesar de ser um jogador aguerrido e com bastante estatura, limita e muito o estilo de jogo da nossa seleção, dada a qualidade técnica medíocre e, por isso mesmo, a dificuldade que tem em jogar de costas para a baliza. Mais uma vez, dada a sua entrada, o jogo de Portugal perdeu qualidade nos momentos com bola e deixaram de ser criadas oportunidades de golo para as Quinas.

Júnior Barroso
Júnior Barrosohttp://www.bolanarede.pt
Depois de 11 anos como federado, a tática, a estrutura, e tudo aquilo que envolve o futebol fizeram com que Júnior visse o futebol de uma maneira diferente. Adepto assíduo da Premier League desde os seus seis anos, acredita ainda que a essência do futebol de rua perdurará sempre em detrimento da tática. Considera-se um estudioso do futebol.                                                                                                                                                 O Júnior escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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