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Turquia 0-3 Itália: Itália imperial na estreia no Olímpico

Rui Pedro Cipriano · 5 min

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 A CRÓNICA: NUM JOGO DE PACIÊNCIA, ITÁLIA MOSTROU QUE PODE CHEGAR LONGE

No jogo inaugural da 16ª edição do Campeonato da Europa, a selecção da casa rapidamente assumiu o controlo da posse de bola, procurando assumir o jogo desde o início. Praticamente a abrir o jogo, após um lançamento em profundidade pela direita, Berardi cruza rasteiro e à queima-roupa para Immobile que remata de primeira às malhas laterais.

Na primeira vez em que a equipa italiana consegue criar combinações em espaços ineriores, Insigne faz tabelinha com Immobile e remata ao lado da baliza turca aos 18 minutos. Aos 21 minutos do jogo, surge a primeira defesa deste europeu; num canto batido por Barella, o capitão Chellini cabeceia sozinho, obrigando Çakir a uma grande defesa.

Já a selecção turca, optava por uma abordagem mais expectante em organização defensiva, procurando lançamentos longos e rápidos assim que recuperasse a bola: Porém, foram raras as ocasiões em que conseguiu dar continuidade às suas jogadas. A primeira ocasião de perigo dos turcos surgiu apenas aos 35 minutos, onde após um lançamento longo, Burak Yilmaz aparece na ala esquerda, flecte para o centro, e faz um cruzamento perigoso, ao qual Donnarumma se antecipa, tirando o pão da boca a Karaman.

Com a Turquia a defender sempre com muitos elementos, a equipa da casa foi assumindo cada vez mais a posse de bola no meio-campo adversário. Com Jorginho a pautar o ritmo de jogo, foram sendo mais frequentes as ocasiões em que jogadores como Insigne e Barella em zonas d criação. Porém raramente conseguiram finalizar as jogadas, fruto da organização defensiva dos curtos. Em algumas ocasiões, a Squadra Azurra optou também pelos cruzamentos e remates de meia-distância.

No início da segunda parte, ambos os selecionadores fizeram alterações com Di Lorenzo a substituir Florenzi; e Cengiz Under a substituír Yusuf Yazici. O extremo do Leicester criou o primeiro lance de perigo na segunda parte, onde após mais um contra-ataque, finaliza para defesa apertada de Donnarumma.

A Itália está a ter uma circulação de bola mais rápida e agressiva na segunda parte, apanhando a defesa turca descompensada. Uma dessas situações resulta no lance que dá o golo inaugural deste Europeu aos 53 minutos. Barella descobre Berardi isolado à direita, e esse superioriza-se a Meras no 1 vs 1, e ao tentar servir Immobile, Demiral acaba por desviar a bola para a própria baliza. Uma vantagem que os italianos já faziam por merecer.


O golo sofrido deixou a equipa otomana mais nervosa e desconcentrada, com a equipa a ficar mais partida e com um maior espaço entre sectores. Essa situação foi devidamente aproveitada pelos italianos, visto que jogadores como Berardi, Barella e Insigne ganharam mais espaço e liberdade para criar. Os jogadores italianos foram acumulando ocasiões de perigo. Aos 66 minutos, pouco depois das entradas de Ahyan e Kahveci, a equipa visitada aumentaria a vantagem. Após um primeiro remate de Spinazzola defendido por Çakir, Immobile aparece para fazer a recarga, marcando o segundo golo dos transalpinos.

Após o segundo golo, o jogo baixou de ritmo e intensidade. Mas apesar de uma ou outra iniciativa ofensiva da equipa turca, os italianos continuaram donos e senhores do jogo, até que aos 80 minutos, após um mau passe de Çakir, Berardi passa para Immobile e este serve Insigne que aplica a machadada final do marcador. Logo a seguir, Insigne e Immobile seriam substituídos para a ovação da noite, dando lugar a Chiesa e Belloti, respectivamente.

O jogo não teria mais história até ao final, com o apito final a soar ao terceiro minuto de compensação. A Itália demonstrou todo o seu poderio ofensivo, enquanto a selecção turca terá muita coisa a repensar para o próximo jogo.

 

A FIGURA


Lado esquerdo da Itália – Spinazzola e Insigne foram os principais desequilibradores da Squadra Azurra. Enquanto o capitão do Nápoles era o jogador que protagonizava a manobra defensiva da equipa, sendo coroado com um jogo; o lateral da Roma encheu o campo, tanto pela sua competência na defesa, como pela sua versatilidade no ataque.

 

O FORA DE JOGO


Incapacidade ofensiva da Turquia – a equipa otomana optou por uma abordagem muito conservadora, sendo muito raras as ocasiões em que mostrou capacidade para superar a pressão italiana e criar ocasiões de perigo. Os turcos foram muito defensivos e pagaram o preço disso.

 

ANÁLISE TÁTICA – TURQUIA

Em organização defensiva, os comandados por Senol Gunes organizavam-se em 4-1-4-1, o que por vezes deixava o médio mais recuado Yokuslu muito exposto, forçando Çalhanoglu a descair para o centro em sua auxílio, deixando o lado esquerdo sem cobertura.

No momento ofensivo, a equipa otomana optava por contra-ataques rápidos através do lançamento de bolas longas, explorando a capacidade de ataque à profundidade do ponta-de-lança e capitão Burak Yilmaz. Porém, a falta de ligação entre sectores fez com que raramente, os turcos fossem capazes de dar continuidade às suas jogadas, não conseguindo manter a bola por muito tempo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Çakir (6)

Çelik (4)

Demiral (4)

Soyuncu (5)

Meras (4)

Yokuslu (6)

Tufan (6)

Çalhanoglu (5)

Yazici (4)

Karaman (6)

Yilmaz (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

Under (6)

Ahyan (5)

Kahveci (5)

Dervisoglu (5)

 

ANÁLISE TÁCTICA – ITÁLIA

Jogando em 4-3-3, a Itália optou preferencialmente por uma saída de bola a três na primeira fase de construção, com Bonucci no meio e Florenzi à direita, embora por vezes também optasse pela construção com os dois centrais com Florenzi a dar a largura. Do lado esquerdo, Spinazzola teve mais iniciativa a progredir pelo corredor, optando tanto pelo cruzamento, como por combinações com Insigne.

No momento defensivo, a equipa orientada por Roberto Mancini mostrou-se coesa e agressiva, conseguindo condicionar a saída de bola dos turcos e recuperar a bola no seu meio-campo ofensivo em várias ocasiões. Trata-se de uma equipa italiana com um estilo completamente diferente daquele que foi imagem de marca do futebol italiano durante décadas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Donnarumma (7)

Florenzi (5)

Bonucci (7)

Chellini (6)

Spinazzola (8)

Jorginho (8)

Barella (7)

Locatelli (6)

Berardi (7)

Insigne (8)

Immobile (7)

 

SUPLENTES UTILIZADOS

Di Lorenzo (6)

Cristante (5)

Chiesa (-)

Belloti (-)

Bernardeschi (-)

Rui Pedro Cipriano

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