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Bélgica 3-0 Panamá: Marea Roja de alento não chegou para Diabos Vermelhos de talento

João Fernandes · 3 min

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Eden Hazard, Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku, etc.: o Olímpico de Fisht foi o palco escolhido para receber, esta tarde, algumas das estrelas mais cintilantes do futebol mundial. No primeiro jogo do Grupo G do Campeonato do Mundo, a Bélgica de Roberto Martínez defrontou a seleção do Panamá, estreante na prova.

Os belgas, como era expectável, entraram muito fortes na partida, com a primeira grande ocasião de golo a surgir logo aos sete minutos: Mertens rematou colocado para uma defesa vistosa de Penedo.

Organizada num 3-4-3, de um pendor ofensivo tremendo, a Bélgica foi, durante quase toda a primeira parte, dona e senhora do jogo. Mertens, Hazard e De Bruyne iam sendo as peças mais inconformadas da equipa belga. Contudo, os panamenhos iam sabendo comportar-se face ao rumo dos acontecimentos.

No início do segundo tempo, chegou, finalmente, o golo belga: Mertens, que já havia ameaçado as redes de Penedo, disparou de primeira dentro da área, após o alívio de cabeça de Escobar. Execução incrível do avançado do Nápoles, que inaugurava o marcador.

Aos 53 minutos, Michael Murilho teve nos pés a oportunidade de fazer o empate, mas Courtois estava atento e fechou a baliza a sete chaves. Era a vez do Panamá de dar o ar da sua graça.

Mas é a seleção europeia que conta com o melhor médio da Premier League: aos 69 minutos, num momento de pura genialidade, De Bruyne, de trivela, encontrou Lukaku, que só teve de encostar para o fundo das redes. O 2-0 chegava com selo da cidade de Manchester.

E não tardou muito até que o avançado belga de 25 anos voltasse a fazer o gosto ao pé: seis minutos volvidos e Romelu Lukaku, após um excelente contra-ataque da seleção belga, picou a bola por cima de Penedo e fez o 3-0 no encontro.

Até ao final do jogo, os canaleros ainda tentaram a sua sorte perto da baliza de Courtois, mas não foi o suficiente para o Panamá se estrear a marcar na fase final de um Campeonato do Mundo.

A Bélgica parte, assim, na liderança do grupo G, enquanto espera pelo resultado do jogo entre Tunísia e Inglaterra.

ONZES INICIAIS:

Bélgica: Courtois, Alderweireld, Boyata, Vertonghen; Meunier, Witsel (Chadli 90’), De Bruyne, Carrasco (M. Dembele 74’); Mertens (T. Hazard 83’), E. Hazard, R. Lukaku.

Panamá: Penedo, Murillo, Escobar, R. Torres, Davis; Gomez, Cooper, Godoy, Bárcenas (G. Torres 63’), J. Rodríguez (I. Diaz 63’); Pérez (L. Tejada 73’).

Foto de Capa: RBFA

A FIGURA

Fonte: RBFA

Bélgica – O conjunto comandado pelo espanhol Roberto Martínez mostrou em campo o porquê de ser considerado um dos mais talentosos daqueles que estão presentes na Rússia. Com um Futebol ofensivo vertiginoso, os belgas partem numa segunda linha de seleções candidatas a vencer o Mundial, a par de Portugal, Inglaterra, França e Croácia. No entanto, os Diabos Vermelhos ainda têm alguns pontos cruciais a trabalhar, nomeadamente no processo defensivo.

O FORA DE JOGO

Fonte: FIFA

Hernán Gómez – O colombiano nunca poderia ter tirado Bárcenas numa fase tão prematura do encontro, quando estava apenas 1-0 para a Bélgica. O extremo panamenho estava a ser o melhor da Marea Roja, até ter sido substituído, aos 63 minutos, por Gabriel Torres. O selecionador do Panamá, que afirmou que, se apurar os canaleros para os oitavos-de-final, bebe uma garrafa de vodka de penálti, não conseguiu montar a equipa de forma a contrariar as investidas belgas ao longo do jogo. Para ver o seu desejo concretizado, Gómez tem agora uma dificílima tarefa pela frente.

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

João Fernandes

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