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Brasil 1-1 Suíça: Foi medo de apanhar a Alemanha?

Pedro Machado · 2 min

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Os olhos do mundo do futebol estavam postos em Rostov. Havia expectativa sobre como o Brasil, o histórico Brasil, iria reagir no regresso aos Mundiais após o trauma sofrido na sua própria casa aos pés da Alemanha.

Não reagiu bem. Mas não foi pelo início do jogo. Se a ‘canarinha’ tinha sobre si o peso dos 7-1 impostos pela Alemanha, esse não se fez sentir no primeiro tempo. A fluídez com que a bola circulou por entre o meio-campo suíço e a leveza de espírito mostrada pelos jogadores brasileiros fizeram com que o ‘Mineirazo’ parecesse uma memória distante e resolvida.

A Suíça, impotente, deixou-se enfeitiçar pelas saídas criteriosas da ‘canarinha’, iniciadas por Casemiro e Paulinho e adornadas pela magia de Coutinho. Adivinha-se um golo brasileiro. Bonito e esplendoroso, de preferência. Assim foi. Aos 20 minutos, Philippe Coutinho, à entrada da àrea, disparou em arco e a bola bateu no poste antes de entrar, feliz, nas redes suíças.

Coutinho inaugurou o marcador com um grande golo
Fonte: FIFA

Os helvéticos reagiram e voltaram a tentar incomodar o Brasil no seu meio-campo. Mas o ‘escrete’ de Tite tem um equilíbrio, tático e emocional, que há muito não se via, e a ofensiva Suíça foi facilmente neutralizada até ao intervalo.

O segundo tempo trouxe uma toada diferente. O Brasil acomodou-se ao conforto da sua magia e perdeu alguma agressividade defensiva. A Suíça aproveitou para crescer e marcou mesmo. Zuber, na sequência de um canto, cabeceou para o empate.

O Brasil acusou o golpe e demorou a reagir. A saída de bola brasileira era sufocada pela pressão suíça. E nas raras vezes que esta era bem sucedida, Neymar era ‘enjaulado’ por Behrami e Coutinho via o seu feitiço neutralizado por Xhaka.

Nos últimos minutos, o Brasil conseguiu ser mais objectivo e até esteve perto de lhe ver ser devolvida a vantagem no marcador. Não conseguiu.

No dia em que a Alemanha (a “horrível” Alemanha que destruiu o Brasil no Mineirazo) perdeu com o México e tornou mais provável o apuramento via 2º lugar, o Brasil caiu também e tornou menos provável um re-encontro com o seu trauma. Foi medo?

ONZES INICIAIS:

Brasil: Alison, Danilo, Thiago Silva, Miranda, Marcelo; Casemiro (Fernandinho 59′), Paulinho (Renato Augusto 67′); Willian, Coutinho, Neymar; Gabriel Jesus (Roberto Firmino 78′).

Suíça: Sommer, Lichtsteiner (Lang 88′), Schar, Akanji, Rodríguez; Xhaka, Behrami (Zakaria 70′); Zuber, Dzemaili, Shaqiri; Seferovic (Embolo 80′).

Foto de capa: FIFA

A FIGURA

Fonte: SFA

Behrami – Neymar só escapou do seu “bolso” quando … o jogador da Udinese saiu. De resto, soube como neutralizar o número 10 do Brasil e fê-lo com eficácia.
Além disto, foi importantíssimo a coordenar as ações defensivas dos seus companheiros e, ao mesmo tempo, a impedir que a magia e a fome (de vencer) do Brasil provocasse estragos.

FORA-DE-JOGO

Fonte: CBF

Neymar – Quis resolver o jogo sozinho, e isso custou caro à sua equipa. Não foram raras as vezes em que se enrolou numa teia de dribles e passes inconsequentes traduzidos em 20 perdas de bola.

Pedro Machado

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