Brasil 2–1 Colômbia: centrais goleadores ditam fim do sonho colombiano

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O RESCALDO

O segundo jogo dos quartos-de-final do Mundial era um dos mais aguardados de toda a competição. De um lado estavam os anfitriões, desejosos de fazer esquecer uma prestação pobre diante do Chile e com o sonho de celebrar o hexacampeonato em casa sempre em mente. Do outro lado, a Colômbia, uma das selecções- sensação deste Mundial, liderada pelo inconfundível James Rodriguéz – melhor marcador da prova (5 golos) e indiscutivelmente uma das figuras do Mundial até então. O embate sul-americano prometia e bastaram 6 minutos para a primeira explosão de alegria no Arena Castelão em Fortaleza. Neymar bate o canto e Thiago Silva aparece sozinho ao segundo poste para inaugurar o marcador, num lance em que a defesa Colombiana fica muito mal na fotografia. Zapata e Yepes falham a intercepção e Sanchéz parece esquecer-se do central brasileiro, que só precisou de encostar.

Havia ainda muito jogo pela frente e a Colômbia mostrou-se empenhada em dar a volta. Cuadrado, aos 10 minutos, deixou o aviso à nação brasileira que ainda festejava o golo madrugador, com um remate potente a sair muito perto da baliza de Júlio César. No entanto, a selecção brasileira queria mais, e continuou a carregar no acelerador. Fora algumas saídas velozes em contra-ataque e uma ou outra jogada de insistência colombiana, a primeira parte foi do total domínio canarinho, com Hulk e Neymar a serem os responsáveis pelas maiores ocasiões de perigo. A Colômbia aguentava como podia aquele que era sem qualquer dúvida o melhor Brasil da prova até ao momento – forte, organizado, entrosado e perigosíssimo. Num jogo aberto, aguerrido e intensamente disputado (25 faltas só na primeira parte), as oportunidades seguiram-se a um ritmo alucinante, mas o 1 – 0 manteve-se até ao intervalo.

No segundo tempo, mais do mesmo. Brasil por cima e jogo muito emotivo, com o árbitro espanhol Velasco Carballo a ter de interromper a partida por inúmeras vezes tal era a agressividade de parte a parte. Aos 65 minutos marca a Colômbia depois de grande confusão na área… mas o lance é anulado por fora-de-jogo. E como dita a gíria futebolística, quem não marca, sofre. Desta vez, a proeza coube ao outro central canarinho, David Luiz, que aos 69 minutos faz um verdadeiro golaço de livre directo após uma falta cometida por James sobre Hulk. 2 a 0, num “tiro do meio da rua” que é um verdadeiro hino ao futebol.

Esta tem selo. David Luiz, num golo para ver e rever. Fonte: FIFA
Esta tem selo. David Luiz, num golo para ver e rever.
Fonte: FIFA

Inconformada, a selecção colombiana continuou incessantemente à procura do golo que faltava para a relançar na partida, e aos 78 minutos a sua insistência foi finalmente recompensada. Júlio César comete penálti sobre Bacca e na conversão James não perdoa e faz o 1-2, naquele que foi o sexto tento do avançado na presente edição do Mundial. Com 10 minutos de tempo regulamentar por jogar, a Colômbia foi para cima do Brasil com tudo o que tinha, mas a redondinha teimou em não entrar por uma segunda vez.

O Brasil está nas meias-finais do Mundial depois de um jogo durinho em que se fez valer da veia goleadora dos seus defesas-centrais. A agressividade acabou por ser o antídoto ideal para o jogo fluído dos colombianos, que saem do Mundial de cabeça erguida. Quanto ao Brasil, o sonho de festejar o hexa em casa pode estar cada vez mais perto, mas adivinham-se muitas dificuldades para a equipa de Scolari – Neymar saiu de maca nos minutos finais do encontro depois de uma dura entrada de Zuniga e tudo indica que irá falhar os restantes jogos do Mundial. Segue-se a poderosa Alemanha nas meias-finais veremos até onde vai o escrete sem a sua maior estrela.
A Figura
David Luiz
– Exibição quase irrepreensível do central brasileiro, carimbada com um golo de antologia. Melhor era difícil.
O Fora-de-Jogo
Agressividade em excesso – Se do lado do Brasil pareceu estratégia, a Colômbia soube responder à letra. Foram 54 (!) as faltas assinaladas pelo árbitro da partida na totalidade do encontro, que mostrou apenas 4 amarelos, dois para cada lado. É certo que há jogos assim, mas houve muitos cartões que ficaram por mostrar.

Rui Miguel Pereira
Rui Miguel Pereirahttp://www.bolanarede.pt
O Rui jogou a trinco nas camadas jovens do União de Tomar, e reza a lenda que se fartava de fazer faltas. Muito mais moderado nos comentários, diz que quando teve a oportunidade de escrever sobre futebol e raparigas, não pensou duas vezes.                                                                                                                                                 O Rui não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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