Dinamarca 0-0 França: Nulo traduz na perfeição o que foi o jogo

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No último jogo da fase de grupos, os já apurados gauleses enfrentaram os ‘vikings’ que procuravam carimbar o passaporte para os oitavos-de-final. Em face do já assegurado apuramento, Didier Deschamps aproveitou para rodar meia equipa, trocando seis peças do xadrez e promovendo algumas estreias. Do lado dinamarquês, registo para três trocas pontuais, uma delas forçada.

O jogo começou com ligeiro domínio nórdico, mas que rapidamente se espaireceu. A primeira parte foi muito aborrecida, num jogo algo mastigado e sem aproximações às balizas, excetuando uns remates esporádicos e uns pedidos de grande penalidade de parte a parte. Ao intervalo, ficávamos com a clara ideia de que ambas as equipas estavam satisfeitas com o empate e o espetáculo saía prejudicado, motivando até alguns assobios dos espectadores.

A segunda parte começou um bocadinho mais animada, com as equipas a soltarem-se um pouco mais, talvez também por causa do resultado do outro jogo (se a Austrália não ganhasse, a Dinamarca qualificar-se-ia independentemente do resultado do seu jogo), mas ainda assim a bola andava longe das balizas. O primeiro remate enquadrado com relativo perigo surgiu apenas pouco antes da hora de jogo, quando Mandanda defendeu a dois tempos um remate potente de Eriksen.

Griezmann foi sempre bem anulado pelos centrais nórdicos Fonte: FIFA
Griezmann foi sempre bem anulado pelos centrais nórdicos
Fonte: FIFA

Mas foi sol de pouca dura. Ambas as equipas assinaram o pacto de não agressão, preferindo poupar os jogadores, deixando o tempo correr e abdicando de procurar o golo. Os espectadores bem que mostravam o seu desagrado, mas nem por isso os jogadores faziam a sua vontade, excetuando uma ou outra iniciativa de Mbappé ou Fekir, lançados já perto do final.

O nulo final no marcador não podia retratar da melhor forma o que foi o jogo: muito fraco. Foi, sem sombra de dúvidas, o pior jogo deste Mundial até à data (e esperemos que não haja nenhum pior que este…). Com intervenientes como Griezmann ou Eriksen, as duas seleções podiam ter-se esforçado um bocadinho mais, pelo menos por respeito aos cerca de 80 mil espectadores que pagaram bilhete e mereciam ser reembolsados. Ainda assim, ambas continuam vivas neste Mundial.

 

França: Mandanda; Sidibé, Varane, Kimpembe, Lucas Hernandez (49’ Mendy); Dembelé (78’ Mbappé), Kanté, N’zonzi, Lemar; Griezmann (68’Fekir) e Giroud.

Dinamarca: Schmeichel; Daalsgard, Kjaer, Jorgenson, Larsen; Christensen, Delaney (90’ Leranger), Eriksen; Braithwait, Sisto (60’ Fischer) e Cornelius (75’ Dolberg).

João Brandão
João Brandãohttp://www.bolanarede.pt
Desde cedo o avô lhe colocou o bichinho do futebol e não mais parou de crescer, expandindo-se para outras modalidades. Atento e perfecionista, gosta de analisar ao pormenor cada aspeto do jogo. Considera que o melhor que a vida nos pode dar é um bom jogo de futebol, para ver com um bom grupo de amigos.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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João Prates está na Tribuna VIP do Bola na Rede. É treinador de futebol, licenciado em Psicologia do Desporto e está no seu espaço de opinião no nosso site.