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Estados Unidos 2-0 Holanda: Americanas chegam ao tetra

Alexandre Candeias · 3 min

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As seleções de futebol feminino de Estados Unidos e Holanda defrontaram-se hoje na final do Campeonato do Mundo da categoria. As americanas, vencedoras do torneio por três (agora quatro) vezes, eram apontadas como as grandes favoritas, mas as holandesas não vinham apenas para participar na festa e queriam demonstrar o porquê de serem as atuais campeãs da Europa, ambicionando juntar mais um título à vitrine.

Num jogo que começou bastante tático e com ambas as equipas na expectativa por um movimento adversário, os Estados Unidos iam tendo o ascendente na partida, mas sempre intimidados pelas ameaças de contra-ataque da Holanda, que conseguiam também anular o tridente ofensivo de estrelas americanas.

Foi preciso esperar até aos 28 minutos para existir a primeira oportunidade de perigo, para o lado dos Estados Unidos, com Ertz a rematar forte para intervenção de Van Veenendaal, na sequência de um canto. Minuto 37, nova oportunidade, desta vez dupla: primeiro, Rapinoe cruza a partir da esquerda e Mewis acena com a cabeça, obrigando a guardiã holandesa a nova grande intervenção; na sequência do lance, a bola regressa à esquerda, de novo para a capitã norte-americana, cujo cruzamento é desta vez correspondido por Alex Morgan, que remata fraco mas ainda obrigando Van Veenendaal a desviar a bola com o pé para o poste, antes de a agarrar. Os Estados Unidos aproveitaram o bom momento na partida para criar nova oportunidade, desta vez num remate de meia distância de Alex Morgan, que foi parado por uma excelente intervenção da guardiã holandesa.

O único esboço ofensivo com critério por parte das holandesas só surgiu ao minuto 45+3, com Van De Donk numa jogada de insistência pela esquerda, mas sem que originasse sequer um remate. A Holanda ia mantendo o empate através de um belo trabalho defensivo, mas precisava de melhorar o processo ofensivo para a segunda parte.
Na segunda parte as holandesas quiseram começar a impor o seu jogo, mas as norte-americanas nunca o autorizaram a 100%, mantendo sempre o jogo sob controlo. Esse controlo foi repercutido no marcador à passagem do minuto 62, quando Rapinoe, de penálti, marcou o primeiro tento da partida, após infração de Van Der Gragt sobre Alex Morgan. Os Estados Unidos nem deixaram a Holanda esboçar qualquer reação e, ao minuto 69, Lavelle, numa brilhante jogada individual, puxou a bola para o pé esquerdo e desferiu um remate colocado que não deu hipótese a Van Veenendaal, fazendo o 2-0.
Lavelle sentenciou a partida a favor das americanas
Fonte: US Soccer

A partir daqui, a “Laranja Mecânica” tentou reagir, sobretudo através da velocidade de Beerensteyn e da suplente utilizada Van De Sanden, mas sem nunca conseguirem colocar no jogo o critério necessário nestas alturas. Uma menção honrosa para Van Veenendaal: magnífico jogo da guardiã holandesa, evitando que a derrota fosse por números bem mais expressivos e justificando o prémio de melhor guarda-redes que lhe foi atribuído.

Os Estados Unidos venceram e com justiça, tendo sido a única equipa que procurou a felicidade, acabando por encontrá-la e saindo de França com o quarto Mundial na mala.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Estados Unidos: Naeher; O’Hara (Krieger, 46’); Dahlkemper; Sauerbrunn; Dunn; Lavelle; Ertz; Mewis; Heath (Lloyd, 87’); Rapinoe (Press, 79’); Morgan.

Holanda: Van Veenendaal; Van Lunteren; Dekker (Van De Sanden, 73’); Van Der Gragt; Bloodworth; Groenen; Van De Donk; Spitse; Beerensteyn; Martens (Roord, 71’); Miedema.

A FIGURA

Fonte: US Soccer

Megan Rapinoe – Se foi polémica durante toda a competição fora do campo, dentro dele esteve sublime, e esta final não foi excessão. Foi a única que pareceu querer jogar na primeira parte, lançando sucessivos ataques pelo corredor esquerdo. Coroou a exibição com um golo e recebeu as distinções de melhor jogadora do torneio e melhor marcadora (a par de Alex Morgan, mas com menos minutos jogados). Exemplo de luta e persistência, fantástica!

A FORA DE JOGO

Fonte: KNVB

Danielle Van De Donk – Se nos outros jogos havia justificado o número 10 que traz nas costas, hoje ficou bastante aquém. Habituada a jogar pelo meio, talvez o facto de ter aparecido mais pela esquerda a tenha prejudicado, mas uma jogadora deste calibre tem que assumir-se quando a equipa mais precisa, e hoje não o conseguiu. Longe daquilo que já se viu fazer, tanto na seleção como no Arsenal.

 

Foto de Capa: US Soccer

 

 

 

 

 

Alexandre Candeias

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