Gana 1-2 EUA: resistência e eficácia americana

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O RESCALDO

Depois da pesadíssima derrota frente à Alemanha, os portugueses centraram as atenções no duelo entre as duas restantes equipas do grupo G. Gana e Estados Unidos da América demonstraram, esta noite, que são duas seleções perfeitamente ao alcance de Ronaldo e companhia. Fortes e lutadores, os americanos foram dominados por uma selecção ganesa com uma assinalável propensão ofensiva, mas com claras lacunas defensivas.

Quanto ao jogo em si, os EUA entraram literalmente a ganhar: aos 30 segundos, Clint Dempsey fez o que quis do defesa ganês Boye e atirou para o fundo da baliza de Larsen. Com a confiança em altas pelo golo tão repentino, os americanos subiram as linhas e dominaram por completo os primeiros dez minutos. A entrada forte e vertiginosa da selecção americana foi, porém, muito fugaz. Rapidamente se percebeu que os EUA optaram por baixar todo o bloco (os médios defensivos jogavam quase colados aos centrais) e ofereceram o domínio da partida à selecção ganesa. O 4-2-3-1 dos africanos, apesar de privilegiar a velocidade dos extremos, raramente conseguiu invadir o espaço do adversário. Na verdade, a posse de bola dos “black stars” foi visivelmente superior (cerca de 60% nos primeiros quarenta e cinco minutos) mas nunca se traduziu em ocasiões de golo. Por outro lado, a seleção norte-americana, comandada pelo técnico Jurgen Klinsmann, fez de um 4-4-2 extremamente rígido a base de todo o jogo. Com o duplo pivô defensivo em grande evidência (sobretudo Kyle Beckerman), os americanos controlaram a magra vantagem até ao intervalo.

Foi um jogo disputado até ao limite Fonte: FIFA
Foi um jogo disputado até ao limite
Fonte: FIFA

O reinício da partida trouxe uma selecção ganesa mais atrevida, mais rápida, e, essencialmente, com outra dinâmica. Os americanos, que repetidamente optaram pela organização defensiva, viram os “black stars” falhar três ocasiões de golo iminentes em apenas cinco minutos. Com Opare (suposta aquisição do FC Porto para a próxima época) e Atsu em grande plano, os ganeses canalizavam grande parte do jogo ofensivo pelo corredor direito.

A resistência americana durou até ao minuto 82, quando André Ayew, após uma excelente combinação com Asamoah Gyan, bateu o veterano Tim Howard e devolveu alguma justiça ao marcador.
Com os EUA em grande debilidade física – principalmente o setor defensivo – o Gana partia para os dez minutos finais com esperança na reviravolta. Contra todas as expectativas, foram novamente os americanos a fazer a festa: Zusi bateu o canto e John Brooks, livre de marcação (culpas novamente para Boye), cabeceou para o 2-1 final, conquistando assim os três pontos para os Estados Unidos da América.

O resultado não reflete o que se passou no Estádio Arena Dunas. Ainda que com estilos diferentes, ambas as equipas batalharam imenso, num jogo de grande intensidade física. O empate seria, sem qualquer dúvida, o resultado justo. Sobressaiu, contudo, a resistência e eficácia norte-americana.

A Figura

Kyle Beckerman – o médio americano limpou quase tudo o que havia para limpar. Enorme exibição.

O Fora-de-Jogo

John Boye – está inteiramente ligado aos dois golos dos EUA. Falhou o corte no golo de Dempsey e deixou Brooks livre de marcação no segundo golo dos americanos. 

Pedro Beleza
Pedro Beleza
Benfiquista até ao último osso, mudou-se do Norte para Lisboa para poder ver o seu Benfica e só depois estudar Jornalismo. O Pedro é, acima de tudo, apaixonado pelo desporto rei e não perde uma oportunidade de ver um bom jogo de futebol.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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