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Panamá 1-2 Tunísia: 40 anos depois, a vitória

André Conde · 2 min

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Sem ambições no grupo, Panamá e Tunísia encontravam-se num encontro onde ambas as selecções tinham algo para conquistar. Para os jogadores da América Central, era a possibilidade de conquistar os primeiros pontos de sempre num Mundial, para os tunisinos era a possibilidade de conquistar uma vitória 40 anos depois da última na prova.

Como seria de esperar, a Tunísia entrou melhor. As 6 alterações feitas pelo selecionador pretendiam mostrar que a equipa africana tem opções válidas no banco. Mas com o passar do tempo, o Panamá acreditou e começou a perder o medo, a subir e a rondar a área africana, explorando algumas falhas defensivas do adversário que já tinham ficado evidentes nos jogos anteriores.

E o momento de festa chegou aos 33 minutos. Um remate de Puma Rodriguez bateu em Meriah e entrou. E se a festa foi enorme no primeiro golo do Panamá, mesmo estando a ser goleado, imagine-se agora em vantagem. As bancadas explodiram de alegria e ao intervalo a vantagem do Panamá premiava a forma como não baixaram as linhas.

A Tunísia saiu com uma vitória no Mundial
Fonte: FIFA

Mas do banco veio a mensagem oposta. Hernán Gomez, com fome de ganhar o primeiro jogo, quis logo defender a vantagem e abdicou de um avançado para colocar um central. A equipa não se adaptou à nova táctica e Youssef empatou. Um golo histórico já que era o golo 2.500 em Mundiais. Voltando à táctica inicial a equipa americana bem tentou, mas a Tunísia estava melhor e com naturalidade chegou ao 2-1 por Khazri.

Mas sem baixar os braços, o Panamá procurou a história. Sempre mais com o coração, a equipa mostrou-se esforçada mas sem a capacidade para decidir da melhor maneira no momento final. Valeu a intenção. O resultado foi justo para a equipa mais objectiva, mas o Panamá, mesmo com 0 pontos, sai de cabeça erguida pelo esforço realizado e pela tentativa de equilibrar sempre o jogo. No final, a maneira como os jogadores e adeptos encaravam este jogo devia ser a maneira como o futebol deve ser vivido: uma festa.

Onze inicial

Panamá: Penedo, Escobar, R. Torres (Tejada), Gomez, Barcenas, G. Torres (Cummings), Machado, Ovalle, Avila (Arroyo) , Godoy, J. Rodriguez

Tunísia: Mathlouthi, Meriah, Haddadi, Bedou, Ben Youssef, Khazri (Srarfi), Sassi (Badri), Skhiri, Chaaleli, Naguez, Sliti  (Khalil)

A FIGURA:

Fonte: FIFA

Khrazri- Assistiu e marcou. Foi dos elementos da Tunísia em evidência e carregou a sua selecção para uma despedida feliz do Mundial.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Comnebol

Hernán Gomez – Quando a equipa parecia estar motivada, em vantagem, e preparada para enfrentar a Tunisia, preferiu jogar pelo seguro e colocar mais um central. O Panamá nunca mais foi o mesmo no encontro e quando retificou a alteração, já foi tarde.

Foto de Capa: FIFA

André Conde

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