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Uruguai 1-0 Arábia Saudita: Pouco futebol e um pragmatismo irritante

Inês Marques Santos · 3 min

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O Uruguai e a Arábia Saudita defrontaram-se esta tarde a fazer cumprir a segunda jornada do grupo A. Os uruguaios precisavam apenas de conquistar os três pontos para alcançar a passagem direta à próxima fase. Já os arábicos entraram neste encontro na corda bamba: precisavam de pelo menos um empate para continuar na luta pelo apuramento à próxima fase.

Como já tem sido tendência neste mundial da Rússia, a equipa dita favorita viu-se surpreendida por uma entrada a todo o gás da sua equipa adversária. A Arábia Saudita, depois de uma exibição paupérrima frente à anfitriã da competição, mostrou uma nova cara neste duelo frente ao Uruguai.

Do lado dos sul-americanos, faltaram ideias: passe para ali, passe para acolá. Foi este o estilo de jogo dos uruguaios na primeira parte. A equipa mostrou-se muito pouco pressionante, com um jogo muito estereotipado e pouco interessante.

Do outro lado, e depois das críticas do líder da seleção aos seus jogadores, uma espécie de Bruno de Carvalho das Arábias, os jogadores da seleção arábica entraram, certamente, com vontade de contrariar o que Adel Ezzat dissera.

Pudemos ver, então, uma Arábia Saudita atrevida e disposta a fazer esquecer a imagem que deixou passar no seu primeiro jogo. Mais posse de bola, mais ataques, só que menos golos… Verdade seja dita: o resultado no final da primeira parte não espelha, de todo, aquilo que aconteceu dentro das quatros linhas. O Uruguai consegue chegar ao golo, aos 22 minutos, depois de Suárez chutar para dentro da baliza no seguimento de um canto, mas a equipa pouco fez até lá para justificar a vantagem no marcador.

O jogo Uruguai x Arábia Saudita teve lugar no estádio Rostov-On-Don
Fonte: FIFA

Na segunda parte, foi mais do mesmo. Só que desta vez com um ligeiro ascendente do Uruguai na partida. A equipa mostrou-se mais confiante depois de estar em vantagem e tentou controlar o jogo com posse-de-bola. Ainda assim, o futebol pouco entusiasmante continuou a persistir e a previsibilidade continuou a perdurar em cada lance.

Por sua vez, os arábicos não estiveram ao nível da primeira parte. Não conseguiram ser eficazes e chegar ao golo nas ocasiões que tiveram no primeiro tempo e isso custou-lhes caro, pois na segunda parte faltaram argumentos para fazer frente a uma equipa com jogadores como Suárez e Cavani.

A experiência e a maturidade dos jogadores sul-americanos permitiu, então, que a equipa conseguisse duas vitórias em dois jogos e, deste modo, o apuramento à próxima fase. Não é um futebol que entusiasme os adeptos, mas a verdade é que é eficaz e podemos mesmo contar com o pragmatismo do futebol uruguaio na próxima fase.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Uruguai: F. Muslera, Gimenez, Godin, Varela, Sanchez (Subst. Nahitan Nández), Bentancur, C. Rodriguez (Subst.Diego Laxalt), L. Suarez, M. Vecino (Subst. Lucas Torreira), E. Cavani, M. Caceres

Arábia Saudita: Alowais, Osama, Ali, Alburayk, Salman, Hatan (Subst. Mohammed Kanoo), Yaseer, Otayf, Taiseer (Subst. Hussein), Salem, Fahad (Subst. Al-Sahlawi)

 

Foto de capa: FIFA

A FIGURA

Fonte: FIFA

Luís Suarez – No centésimo jogo que cumpre a representar a seleção do seu país, Suárez foi autor do único golo do Uruguai aos 22 minutos e protagonista não só das principais ações ofensivas da equipa sul-americana mas também de várias recuperações de bola. Foi uma peça importante num jogo que ficou aquém das expetativas por parte do Uruguai. Aos 50 minutos, ameaça o 2-0 depois de bater um livre onde a bola contorna a barreira e apenas é travada pelo guarda-redes da equipa adversária.

FORA-DE-JOGO

Fonte: FIFA

Uruguai – Ainda que se tenha de reconhecer o mérito com a passagem à próxima fase, depois de dois jogos e duas vitórias contra equipas como o Egito e a Arábia Saudita, não consigo deixar de falar sobre o mau futebol praticado pela equipa sul-americana. Parece que esta equipa gosta da lei do menor esforço e encara cada partida com um pragmatismo que chega a ser irritante quando nos deparamos com as armas que o Uruguai tem, principalmente na frente de ataque. Argumentos não faltam para que o Uruguai nos proporcione exibições bem melhores do que aquelas que nos tem habituado.

Inês Marques Santos

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