Uruguai 3-0 Rússia: Na Rússia, mandou o Uruguai

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Para o jogo que determina quem passa em primeiro do grupo A, defrontaram-se duas equipas muitos diferentes. Uma Rússia a jogar em casa, com motivação extra, com um futebol direto que lhes trouxe oito golos em apenas dois jogos. A Rússia apanhou assim o seu principal adversário a sério neste mundial. Um Uruguai muito organizado, que cria o seu jogo a partir da defesa, uma seleção muito difícil de bater uma vez que aquela defesa é uma autêntica muralha. Conta com grandes nomes que poderão destabilizar a qualquer momento. Por diversas vezes pensei qual equipa seria melhor para defrontar Portugal nos oitavos de final caso nos apuremos. A Rússia está muito intimidante e o fator casa pesa bastante, no entanto o Uruguai é o Uruguai, muito forte. organizado e muito experiente. Prometia ser efetivamente um jogo interessante.

O jogo começou intenso e não podia ter sido melhor para o Uruguai que aos 10 minutos já ganhava com um golo de Luís Suarez de livre direto (e mais um golo de livre neste mundial). A Rússia não baixou as mãos e começou a fazer uma pressão adicional na defesa adversária, no entanto os uruguaios é que tiraram partido desta pressão e dilataram a vantagem aos 23 minutos, por intermédia de Laxalte num golo divido com Cheryshev que fez um desvio clínico e acabou por colocar na própria baliza contando assim como autogolo nas redes de Akinfeev. Um jogo muito físico, não que tenham existido muitas ações faltosas, mas porque o jogo estava intenso e ambas as equipas têm jogadores com aptidões físicas impressionantes. A Rússia viu as suas contas ainda mais complicadas quando Smolnikov é expulso aos 35 minutos por acumulação de amarelos. Cherchesov substitui Cheryshev em consequência da expulsão jogando assim em 4-4-1 mostrando ter desistido deste jogo e de uma possível vitória ainda nos minutos iniciais da partida. Acabou a primeira parte com uma vantagem de dois golos e um jogador para o Uruguai.

Laxalt foi um dos melhores jogadores em campo, neste caso a passar por Smolnikov que foi expulso ainda na primeira parte
Fonte: FIFA

Se a primeira parte foi uma coisa, a segunda parte foi outra completamente diferente. Um jogo muito parado, a ritmo baixo. Este estilo de jogo agradava o Uruguai que conseguia assim fazer a gestão do resultado e garantir o primeiro lugar. Este resultado para a Rússia não era favorável, mas a jogar com menos um estava também empenhada a não ser enxovalhada pelo Uruguai. Talvez a temperatura alta que se fazia sentir no estádio deixou os jogadores mais moles, mas a Rússia começou a jogar com mais cabeça e a tentar aproveitar algum deslize do Uruguai para ter algum proveito. Poucos lances de parte a parte deixavam cada vez mais claro que seria mesmo o Uruguai a tirar proveito do resultado e apurar-se assim em primeiro lugar deste grupo A. Essa previsão confirmou-se aos 90 minutos quando Edinson Cavani marca o terceiro golo do Uruguai. Uma vez mais através de um lance de bola parada.

Posto isto, o Uruguai vence o grupo A com o melhor registo possível, ou seja, três vitórias. Jogando assim com o segundo lugar do Grupo B seja Portugal, Espanha ou Irão. Já a Rússia vai enfrentar o primeiro classificado do grupo B com a moral mais afetada após esta derrota por três bolas sem resposta. Mais uma vez, esta seleção uruguaia acaba sem golos sofridos a partida.

Onzes Iniciais:

Uruguai: Muslera; Cáceres; Coates; Godín; Laxalte; Torreira; Nández(Christian Rodriguez 73’); Vecino; Bentancur(De Arrascaeta 62’) ; Cavani(Maxi Gomez 90’) e Luíz Suarez.

Rússia: Akinfeev; Smolnikov; Kutepov; Ignashevich; Kudryashov; Gazinsky(Kuzyayev 46´) ; Zobnin; Samedov; Miranchuk(Smolov 59’); Cheryshev(Manuel Fernandes 38’) e Dzyuba.

Carlos Ferreira Silva
Carlos Ferreira Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Carlos é apaixonado por desporto. Desengane-se quem pensa que só futebol, mas sim, pela generalidade dos desportos coletivos, de luta, motorizados e até de gaming. O gosto pela comunicação e escrita aliado a esta paixão trazem os motivos necessários para abraçar este projeto a fundo.                                                                                                                                                 O Carlos escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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