Publicidade

Inglaterra 5-0 República Checa: It’s coming…

Gonçalo Taborda · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Foi em Wembley, local da final do Euro 2020, que a Seleção Inglesa iniciou a sua caminhada até à competição. Pela frente, tinha uma ex-campeã, a República Checa (ex-Checoslováquia, nome que tinha quando levantou o troféu). Uma Inglaterra recheada de talentos jovens e entusiasmantes defrontava uma equipa que passa por uma dura fase de transição, após a geração de ouro de Tomas Rosicky e Petr Cech.

E o futebol que se viu espelhou esta diferença geracional. Os britânicos, que hoje largaram o sistema de três de defesas que usaram no Mundial, mostravam-se irreverentes. Gareth Southgate não teve medo e lançou Jadon Sancho no onze inicial. A jogar num 4-3-3 aparentemente ortodoxo, os homens de branco apresentaram uma dinâmica que agradou até aos adeptos ingleses, conhecidos por serem particularmente duros com a sua Seleção Nacional.

Kane atira para o segundo golo da noite                                                                                                Fonte: FA

Hoje, um homem deixou Wembley a vibrar: Raheem Sterling. Foi o jogador do Manchester City, o jogador que é constante alvo de críticas por parte da imprensa britânica, que deu o mote para a vitória. Aos 24 minutos, correspondia a um passe de Sancho e, isolado em frente da baliza, fazia o 1-0. Kane ainda escreveu o seu nome no marcador, marcando uma grande penalidade aos 46 minutos da primeira parte, mas na segunda metade Sterling brilhou novamente. Aos 62 minutos, os defesas checos deram ao homem que é capaz de fazer tudo o tempo para fazer o que quisesse. Recebeu a bola, rodou, rematou e fez o 3-0. Seguir-se-ia outro golo de sua autoria, seis minutos depois: um remate fora da grande área checa desvia em Celutska e engana o guarda redes Pavlenka. Uma República Checa sem identidade, de cabeça perdida, ainda veria o seu capitão, Tomas Kalas, a marcar um auto-golo. O central foi incapaz de aliviar a bola após um remate ao poste e empurrou o esférico para a sua própria baliza. 5-0, resultado final.

A Seleção mais regularmente criticada pelos adeptos ingleses ganha o seu primeiro jogo desta fase, graças ao inglês mais regularmente criticado pelos adeptos ingleses. Numa competição cuja final será em Terras de Sua Majestade, os homens de Gareth Southgate quiseram mostrar que a célebre frase “It’s Coming Home” talvez continue a ter razão de ser.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Inglaterra: J.Pickford; K. Walker; M. Keane; H. Maguire; B. Chilwell; E. Dier (R. Barkley 17’); J. Henderson; D. Alli (D. Rice 63’); J. Sancho; R. Sterling (C. Hudson-Odoi 70’); H. Kane

República Checa: J. Pavlenka; P. Kaderabek; O. Celutska; T. Kalas; F. Novak; D. Pavelka; T. Soucek; J. Jankto (M. Vydra 46’); V. Darida (L. Masopust 67’); Gebre Selassie; P. Schick (M. Skoda 82’)

A FIGURA

Fonte: FA

Raheem Sterling – O que dizer da época de Raheem? Se no clube tem estado imparável, hoje, pela Seleção, foi impecável. Veloz, ágil, dinâmico e cada vez mais inteligente, Raheem mostrou a sua crescente maturidade, jogando com uma camisola que no passado lhe parecia pesar demasiado.

Tem um passado complicado com a Seleção Inglesa, mas este pode ser o início de um novo capítulo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Federação Checa de Futebol

Seleção Checa – Competente (ainda que longe de brilhante) na primeira parte, perdida na segunda. Hoje, pela República Checa, poucos jogadores apareceram em Wembley. Pavlenka e Darida foram talvez as únicas exceções numa equipa que hoje parecia capaz de sofrer golos de todas as maneiras e feitios.

Um início que deixa os adeptos checos a pensar que a espera por uma presença nas grandes competições internacionais continuará por mais dois anos, pelo menos.

Foto de capa: FA

Gonçalo Taborda

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.