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França 2-1 Inglaterra (sub-21): Remontada em cima do final abate Três Leões

João Brandão · 3 min

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A França começou da melhor maneira o Europeu Sub-21 ao bater o rival teoricamente mais difícil do seu grupo e dar um passo de gigante rumo às meias-finais. Apesar de terem desperdiçado duas grandes penalidades, os franceses souberam aproveitar da melhor maneira a superioridade numérica na reta final de uma partida em que a Inglaterra, até à expulsão, esteve por cima.

Num jogo recheado de nomes sonantes de parte a parte, enfrentaram-se duas equipas capazes de fazer inveja a muitas seleções principais. A primeira parte foi de maior domínio inglês, potenciando os extremos Sessegnon e Gray e causando dificuldades numa defensiva francesa muito subida. No meio, Phil Foden esteve intratável e originou diversas investidas perigosas. A Inglaterra foi a primeira a criar perigo, com Gray a atirar ao poste. A França também ameaçou, mas Dean Henderson travou todas as investidas, inclusivamente uma grande penalidade.

O génio acendeu a lâmpada
Fonte: UEFA

O segundo tempo começou com um lance de génio de Phil Foden, que ludibriou vários adversários e rematou seco para o fundo das redes, não dando hipótese ao guardião contrário. Pouco depois, Sessegnon viria a aumentar a vantagem, mas o lance foi invalidado devido a um fora de jogo de Solanke no início da jogada.

Na resposta, Bamba foi arrancado pela raíz por Choudhury e a França viria a ter novo penalti a seu favor. O VAR avisou corretamente o árbitro que, ao rever a entrada duríssima do inglês, encaminhou-o para os balneários mais cedo. E a partir daqui um novo jogo começou.

Aouar foi quem assumiu a grande penalidade, mas fez ainda pior que Dembelé fizera no primeiro tempo e atirou ao poste. Apesar dos dois desperdícios flagrantes, os franceses não se deixaram ir a baixo e conseguiram tirar proveito da vantagem numérica. Dean Henderson ia defendendo tudo o que havia para defender e adiando o inevitável. Aos 89 minutos, a França chegou ao empate por intermédio de Ikone, num remate colocado ao poste mais próximo. E já no último dos cinco minutos adicionais, os franceses chegariam ao golo da vitória através de um autogolo de Wan-Bissaka, que cortou para a própria baliza uma bola que ia ser defendida pelo seu guardião.

Final muito inglório para os ingleses, que têm uma equipa muito talentosa e, em condições normais, ganhariam o jogo. Foden e Maddison estiveram inspirados no meio-campo e o tridente ofensivo Gray-Solanke-Sessegnon é garantia de golos frente a qualquer seleção. O quarteto defensivo é o ponto mais débil da equipa, mas estiveram protegidos por um super-Henderson na baliza. As substituições não ajudaram a equipa e são bastantes discutíveis, uma vez que o técnico inglês não corrigiu o meio-campo após a expulsão de Choudhury e colocou dois pontas de lança quando a equipa estava em 30 metros a tentar defender o resultado.

A França sorriu no final de um jogo em que demonstrou o que já se esperava: ataque muito móvel e perigoso, mas uma defesa que não dá garantias na defesa da profundidade. Bamba deu nas vistas mas saiu muito mal tratado, ao passo que Ikone e Dembelé também agitaram muitas vezes o jogo.

Onzes iniciais e substituições:

Inglaterra: Henderson, Wan-Bissaka, Tomori, Clarke-Salter, Dasilva, Maddison, Choudhury, Foden, Sessegnon (Calvert-Lewin 75’), Gray (Abraham 75’), Solanke (Mount 71’).

França: Bernardoni, Dagba, Konate, Upamecano, Ballo Toure, Rene-Adelaide, Tousart (Mateta 72’), Aouar (Thuram 82’), Ikone, Bamba (Ntcham 66’) , Dembele.

A FIGURA

Fonte: UEFA

Dean Henderson- O guardião inglês fez de tudo para evitar a derrota, rubricando uma exibição de encher o olho. São diversas as defesas de grande nível que efetuou, entre as quais uma a uma grande penalidade (na figura).

O FORA DE JOGO

Fonte: Premier League

Choudhury- O médio do Leicester fez uma entrada «assassina» sobre Bamba, que lhe valeu ordem de expulsão e grande penalidade a favor do adversário. A equipa acusou a sua expulsão e isso traduziu-se e de que maneira no desfecho final.

Foto de Capa: UEFA

João Brandão

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