A CRÓNICA:  PORTUGAL MANTÉM A PERSEGUIÇÃO AO LÍDER

Mais de nove meses depois, eis que se deu finalmente o regresso da fase de qualificação das seleções de sub-21 para o Europeu 2021. Na deslocação ao território cipriota (com intensas ondas de calor), os pupilos de Rui Jorge não tremeram e venceram o Chipre por 0-4, mantendo-se na perseguição à líder Holanda.

A seleção portuguesa entrou em campo tal como seria expectável: objetiva, pressionante, controladora e sempre com faro do golo. Ainda numa fase madrugadora do encontro, com um remate algo surpreendente, Diogo Leite inaugurou o marcador na sequência de um lance ganho a Charalambous à entrada da área. Mas não ficaria por aqui… Perto da meia hora de jogo, o capitão português tratou de bisar com um cabeceamento certeiro, após cruzamento perfeito de Nuno Mendes. Pelo meio, também Gedson e Jota podiam ter avolumado a vantagem antes do intervalo, mas o guardião Paraskevas assim o impediu.

O segundo tempo foi marcado por um ritmo ligeiramente mais calmo, mas nem isso travou Portugal de ampliar a vantagem. Com nova assistência de Nuno Mendes, apareceu Jota dentro da grande área a rematar para o terceiro golo e a dar mais tranquilidade à equipa portuguesa. Mesmo com as substituições que Rui Jorge foi fazendo, a seleção portuguesa manteve sempre o mesmo critério nos seus processos, algo que a conduziu ao 0-4 final, com um golo do estreante e recém-entrado João Mário. Triunfo justo e competente.

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A FIGURA

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— Diogo Leite (@Diogoleite53) September 3, 2019

Diogo Leite – No sítio certo à hora certa. Assim se pode definir a exibição do capitão Diogo Leite. Tanto lá atrás, como lá à frente. Só na primeira meia hora de jogo, o central rubricou dois golos completamente distintos, mas com uma intenção completamente igual: a de abanar as redes da baliza adversária. De resto, o central cumpriu em pleno as suas funções dentro das quatro linhas.

 

O FORA DE JOGO

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— CFA (@CyprusFA) September 3, 2020

Marios Peratikos – O defesa da seleção cipriota passou por vários setores do terreno ao longo do encontro (de acordo com as substituições impulsionadas por Nikos Andronikou) e talvez isso tenha sido um fator de quebra no rendimento individual. Foi uma das unidades mais apagadas do Chipre, principalmente no segundo tempo.

 

 

ANÁLISE TÁTICA – CHIPRE SUB-21

O conjunto orientado por Nikos Andronikou alinhou num 4-2-3-1, com um meio campo mais defensivo, face à titularidade de Panagiotou e Spoljaric. Contudo, isso não foi suficiente para travar as investidas do adversário, dado que foram várias as “brechas” no momento de defender, tanto pelo corredor central, como pelas laterais. No setor ofensivo, as dificuldades em chegar à baliza de Diogo Costa foram evidentes, de tal modo que o Chipre não conseguiu criar uma verdadeira ocasião de perigo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Antreas Paraskevas (6)

Kostas Pileas (5)

Christos Shelis (5)

Pavlos Korrea (6)

Kontantino Sergiou (5)

Nikolas Panagiotou (5)

Danilo Spoljaric (4)

Marios Peratikos (4)

Costas Anastasiou (5)

Michalis Charalambous (5)

Andreas Katsantonis (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Thomas Nikolau (6)

Petros Ioannou (5)

Konstantinos Kontantinou (4)

Iasonas Pikis (4)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL SUB-21

A equipa de Rui Jorge alinhou num 4-3-3, com a particularidade de Fiorentino ser a unidade mais recuada no meio-campo português e passando por ele, muitas vezes, a função de reorganizar jogo a partir de trás. Em termos gerais, a seleção portuguesa revelou sempre um envolvimento coletivo invejável, com múltiplas recuperações e novas jogadas “inventadas” perante o cerco defensivo adversário. Na segunda parte, já com o terceiro golo, Portugal soube como gerir o jogo e a superioridade em relação ao adversário fala por si.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (7)

Nuno Mendes (8)

Diogo Leite (9)

Tiago Djaló (6)

Tomás Tavares (7)

Florentino Luís (7)

Gedson Fernandes (6)

Vítor Ferreira (6)

Pedro Neto (6)

 Jota (7)

Dany Mota (7)

 

SUBS UTILIZADOS

Joelson Fernandes (6)

Pedro Gonçalves (7)

Daniel Bragança (6)

João Mário (7)

Miguel Luís (6)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão