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Dinamarca 0-1 Portugal: O comandante é sempre o último a abandonar o barco

Redação BnR · 3 min

Dinamarca 0-1 Portugal: O comandante é sempre o último a abandonar o barco

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Completamente caída do céu: assim foi a vitória de Portugal, esta noite, no Parken Stadium, em Copenhaga. Não que a seleção das quinas não tivesse tido alguns bons momentos de futebol, mas com o passar dos minutos o empate parecia um desfecho perfeitamente natural e justo para tanto equilíbrio entre as formações. Contudo, e tal como já tinha acontecido há uns meses na Suécia, Cristiano Ronaldo resolveu.

Como se previa, Fernando Santos fez duas alterações relativamente ao onze que havia entrado em campo, no último sábado, em Paris, frente à França: Ricardo Carvalho e William Carvalho entraram para os lugares de Bruno Alves e André Gomes. Na Dinamarca, o experiente Morten Olsen optou por entregar a Hojbjerg e Kvist a primeira fase de construção ofensiva dinamarquesa, com Vibe e Krohn-Dehli a descaírem para as faixas, deixando à estrela da equipa Eriksen a tarefa de servir Nicklas Bendtner. Apesar de os treinadores terem apostado em modelos ofensivos, o que é facto é que a primeira parte ofereceu aos espetadores um ritmo muito baixo e pouco intenso. O pouco barulho que vinha das bancadas era suficientemente descritivo para explicar aquilo que as equipas faziam em campo: sempre devagar, Portugal apenas a espaços conseguia chegar com perigo à baliza contrária, ainda que cada protagonista do trio da frente lusitano (Nani aos 25 minutos, Danny aos 13 e Cristiano Ronaldo aos 7) tenha tido uma boa chance para fazer balançar as redes de Schmeichel.

Do lado dinamarquês, destacavam-se as nítidas dificuldades dos dois centrais, Agger e Kjaer, em construírem jogo ofensivo, o que provocava o constante recuo de Kvist e Hojbjerg, que, por isso, não se conseguiam incorporar com eficácia no último terço do terreno. Isso levou a que, não raras vezes, se tenha visto o quarteto defensivo de Olsen bombear bolas para o jogo aéreo de Bendtner. Ainda assim, coube a Krohn-Dehli a melhor oportunidade do primeiro tempo, com um remate colocado do lado direito do ataque a esbarrar no poste da baliza de Rui Patrício.

O jogo foi sempre muito disputado, mas nem sempre bem jogado  Fonte: EPA / Daily Mail
O jogo foi sempre muito disputado, mas nem sempre bem jogado
Fonte: EPA / Daily Mail

No segundo tempo, pouco se alterou no figurino da partida pois, apesar das palavras de ambos os técnicos, as equipas vieram com pouca capacidade para dar outra dinâmica ao seu jogo ofensivo. Por isso, a oportunidade flagrante desperdiçada por Cristiano Ronaldo aos 51 minutos perante Schmeichel foi uma gota num oceano de acalmia vivida em Copenhaga. Para Portugal, nem as entradas de João Mário, Éder e Quaresma tiveram, numa primeira fase, o condão de fazer despertar os comandados de Fernando Santos. Do lado dinamarquês, sempre ficou a ideia de que o empate já não seria um mau resultado e que apenas de uma bola parada ou de uma transição rápida poderia chegar o perigo para as redes de Patrício.

O jogo encaminhava-se para o final e, quando já poucos ou nenhuns o faziam antever, eis que o milagre lusitano aconteceu: jogada pela direita do ataque, com Quaresma a fazer um cruzamento “dos antigos”, teleguiado para a cabeça de Cristiano Ronaldo, que, a meias com Kjaer, fez o golo português no último minuto da partida. Mesmo que tenha feito pouco para o merecer, Portugal sai da Dinamarca com três pontos que podem ser cruciais na luta pelo apuramento. Mas, mais importante que tudo, parece que com Fernando Santos chegou também a estrelinha para a nossa seleção… e que bom seria que continuasse a seguir-nos, depois de tantos anos de ausência.

 

A Figura
Ricardo Carvalho –
O central português fez uma exibição irrepreensível: não falhou um único corte, não cometeu nenhum único erro de destaque. A exibição perfeita do central do Mónaco resulta nesta distinção

O Fora-de-Jogo
Nani –
Foi o primeiro a sair e, pelo que vimos esta noite, mais valia nem ter entrado em campo. Sempre longe do jogo, apenas aos 25 minutos apareceu no relvado. Apagou-se ao longo do encontro e foi, por isso, substituído com naturalidade.

Redação BnR

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