Mundial 2018: uma nova aposta na continuidade?

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Cabeçalho Seleção NacionalNa semana passada, a equipa das quinas cumpriu a sua obrigação. Portugal derrotou a Suíça por 2-0, carimbando assim o apuramento para o Campeonato do Mundo na Rússia no próximo ano. Tal como já tinha acontecido no apuramento para o europeu do qual saímos campeões, entrámos na qualificação com o pé esquerdo, mas daí para a frente arrepiámos caminho.

No entanto, ao ver um Mundial no próximo ano e ao ver a equipa que nós temos, existem logo dois mundiais que me vêm à cabeça: o Mundial de 2002 na Coreia do Sul, e o Mundial de 2014 no Brasil, dois mundiais de má memória para os portugueses.

Longe de mim estar a querer agoirar ou estar já a ditar a sentença da nossa selecção no próximo Mundial, mas também não é menos verdade que existem coisas em comum entre esta equipa, e as equipas que representaram o nosso país nos Mundiais referidos. O principal aspecto em comum ao qual me refiro é que, se a equipa for idêntica àquela que tem sido habitualmente convocada, iremos apresentar no próximo Mundial uma equipa bastante envelhecida.

Dos 23 jogadores que representaram o nosso país na Taça das Confederações, nove estavam na casa dos 30 anos, e se Rui Patrício e Luís Neto forem convocados, também chegarão ao Mundial já com 30. Ora, tendo em conta que na Taça das Confederações, apenas André Silva e Bernardo Silva (que falhou o Europeu devido a lesão) tiveram oportunidades reais de ganharem experiência internacional, tudo indica que no próximo Mundial irá permanecer uma aposta na continuidade.

A equipa das quinas desiludiu no último mundial Fonte: FPF
A equipa das quinas desiludiu no último Mundial
Fonte: FPF

Ora, nos mundiais de 2002 e de 2014 também se fez esta aposta na continuidade, mantendo a espinha dorsal da equipa após uma boa prestação no último campeonato da Europa. O problema é que se passam dois anos e ficamos com uma espinha dorsal envelhecida. Quem acompanhou ambos os mundiais deve saber que os problemas da equipa das quinas não fiaram por aí, mas no próximo Mundial, esta situação agrava-se um pouco devido à participação na Taça das Confederações, o que fará com que haja jogadores que ficarão 3 anos seguidos sem férias.

Mas não é apenas em exemplos nossos que sou contra esta política. Os últimos campeões mundiais também padeceram do mesmo mal na hora de revalidarem os seus títulos. A França em 2002, o Brasil em 2006, a Itália em 2010 e a Espanha em 2014, desiludiram nos respectivos mundiais devido à tal aposta na continuidade que resultou numa espinha dorsal envelhecida. Problema que, tendo em conta a Taça das Confederações, a selecção alemã não irá ter.

Numa competição tão exigente como um campeonato do mundo, a experiência é importante, mas a frescura física também. E para além de André Silva, Raphael Guerreiro, Bernardo Silva ou Renato Sanches, espera-se que outros jogadores como Gelson Martins, Bruno Fernandes, Nélson Semedo ou Gonçalo Guedes também comecem a ganhar estaleca internacional.

Foto de Capa: FPF

Tiago Serrano
Tiago Serranohttp://www.bolanarede.pt
O Tiago é um jovem natural de Montemor-o-Novo, de uma região onde o futebol tem pouca visibilidade. Desde que se lembra é adepto fervoroso do Sport Lisboa e Benfica, mas também aprecia e acompanha o futebol em geral. Gosta muito de escrever sobre futebol e por isso decidiu abraçar este projeto, com o intuito de crescer a nível profissional e pessoal.

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João Prates está na Tribuna VIP do Bola na Rede. É treinador de futebol, licenciado em Psicologia do Desporto e está no seu espaço de opinião no nosso site.

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