O Dicionário de Fernando Santos: Bruno Alves

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Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

Bruno Alves: Jogo aéreo.

Não é utilidade única, mas é a caraterística mais considerável que o defesa tem para oferecer à turma de Fernando Santos. Do alto dos seus 1,89 metros, o domínio do espaço aéreo que Bruno Alves garante pode ser de utilidade extrema para Portugal.

É verdade que os restantes centrais da convocatória não lhe devem muito em altura (todos medem mais de 1,85m), mas a enorme capacidade de impulsão do atual jogador do Rangers será fundamental em jogos contra equipas fortes nas alturas.

Além disto, o jogo de cabeça de Bruno Alves pode ser igualmente útil do outro lado do campo. Sobretudo em cantos ou livres laterais, os cabeceamentos do central representam sempre um perigo na área adversária.

Por último, o entendimento com Pepe e a experiência serão também mais valias importantes do defesa de 36 anos. A caminho da sexta presença numa fase final (a que acresce a Taça das Confederações do ano passado), Bruno Alves pode garantir a frieza essencial para a posição.

 

Foto de Capa: FPF

Pedro Paupério
Pedro Paupériohttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é estudante de Ciências da Comunicação. Sendo um amante de desporto, é no futebol que encontra a sua maior paixão. A análise do que se passa em campo é a sua prioridade e não consegue ver um jogo sem tentar perceber tudo o que vai na cabeça dos treinadores. Idealiza uma cultura futebolística onde a tática e a técnica são muito mais discutidas do que a arbitragem.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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