Portugal 1-0 Bielorrússia (Sub-21): Entrar a ganhar sem acelerar

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A CRÓNICA: SELEÇÃO SUB-21 VENCEU COM NATURALIDADE UM JOGO DE SENTIDO ÚNICO

No primeiro jogo de Portugal no grupo 4 de acesso ao Europeu de 2023, a seleção sub21 venceu de forma tranquila a Bielorrússia, numa partida sem grande história.

Os atletas lusos entravam como favoritos para este encontro, ainda que com as devidas precauções, e tal ficou visível desde o apito inicial com a forma proativa com que Portugal procurava o golo.

Com muita criatividade e capacidade ofensiva, a seleção portuguesa criava inúmeras oportunidades de perigo e dominava a posse de bola (a certo ponto, firmava-se nos 75%-25%), mas pecava na finalização, com Gonçalo Ramos, Fábio Silva e Fábio Vieira a desperdiçar lances perigosos.

Dada a incapacidade bielorrussa de atacar, os ataques lusos sucediam-se, e foi com naturalidade que o golo chegou por intermédio de Fábio Vieira, que marcou de penálti, após falta sobre André Almeida.

O encontro seguiu para intervalo com o 1-0 no marcador, o que não espelhava a superioridade portuguesa, mas sim a sua ineficácia. No segundo tempo, a toada manteve-se semelhante, com a Bielorrússia a abdicar do jogo ofensivo. As substituições deram oxigénio à equipa das quinas, que parecia ter entrado em modo de gestão e parecia ter perdido alguma verticalidade no ataque à baliza adversária.

No entanto, com o aproximar do fim, os visitantes cresceram no encontro e causaram calafrios aos adeptos portugueses, com um cabeceamento perigoso de Shestyuk. O 1-0 manteve-se e o triunfo ficou em Portugal, com a seleção a conquistar os primeiros pontos na fase de qualificação.

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Fábio Vieira – O médio foi a figura maior deste encontro, não só pelo golo que deu a vitória, mas pelas oportunidades que criou e a forma como pautou vezes e vezes sem conta o jogo luso.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Bielorrússia – Ainda que a formação bielorrussa não tenha os mesmos argumentos que Portugal, a forma como praticamente abdicou de atacar e a forma como não conseguiu criar verdadeiros lances de ataque levou a um jogo de sentido único.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL SUB-21

Com um grande foco ofensivo, Portugal apresentou-se com várias opções capazes de criar e de desequilibrar o adversário. Com Tomás Händel na posição de 6, a libertar os criativos, Vitinha e Fábio Vieira assumiram um papel central no processo ofensivo português.

Defensivamente, a equipa das quinas não foi muito testada, com a primeira fase de pressão a conseguir roubar a bola sem grandes dificuldades. Tal como o selecionador nacional afirmou no final, as entradas de Francisco Conceição e Gonçalo Borges trouxeram mais acutilância e velocidade para revitalizar um ataque que parecia algo passivo. A opção de jogar com Fábio Silva e Gonçalo Ramos permitiu abrir alguns espaços na defensiva adversária, mas o elevado número de atletas atrás da linha da bola acabou por encurtar o raio de ação dos pontas-de-lança.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Gonçalves (6)

João Mário (6)

Quaresma (6)

Tiago Djaló (7)

Nuno Tavares (6)

Tomás Händel (6)

André Almeida (6)

Vitinha (7)

Fábio Vieira (8)

Gonçalo Ramos (6)

Fábio Silva (7)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Borges (6)

Francisco Conceição (7)

Paulo Bernardo (6)

Tiago Dantas (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – BIELORRÚSSIA SUB-21

Na antevisão da partida, o selecionador luso relembrara que a Bielorrússia podia atuar tanto em 4-3-3, como fizera frente à Islândia, como em 5-3-2. O técnico Sergei Yasinski optou pelo 5-4-1, apostando num tipo de jogo mais defensivo.

Com 10 jogadores – por vezes os 11 – em processo defensivo, os atletas bielorrussos procuravam diminuir o espaço entre linhas, de forma a limitar os criativos lusos e a retirar a profundidade. A linha de cinco defesas com três centrais causou algumas dificuldades quando a equipa das quinas tentava criar pelo corredor central, mas a grande lacuna da formação bielorrussa foi no plano ofensivo.

Ofensivamente, a Bielorrússia mostrou dificuldades em ter a bola e em sair da pressão portuguesa, que recuperava o esférico quase sempre de forma simples.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Makavchik (7)

Oreshkevich (6)

Supranovich (6)

Miroshnikov (5)

Khalimonchik (6)

Vegerya (6)

Bacharou (6)

Sotnikov (5)

Lozhkic (6)

Marozau (6)

Nekrasov (5)

SUBS UTILIZADOS

Nikiforenko (6)

Shestyuk (6)

Kovalev (5)

Bogomolski (6)

Zinovich (6)

BNR NA SALA DE CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Bola na Rede: Foi a estreia do Tomás Händel nas seleções jovens por Portugal e logo a titular na posição de 6. O que pretendia com a entrada dele no onze inicial?

Rui Jorge: “O Tomás é um jogador muito inteligente, com boa qualidade de passe e que lê bem o jogo. Ele esconde bem os passes para zonas interiores, é seguro com bola e é um atleta que aprecio bastante na posição de 6. Depois, quis alterar a equipa e optei por tirá-lo, não porque estivesse a fazer um mau jogo, mas porque o Vitinha já conhece melhor a equipa e podia adaptar-se melhor ao que queríamos fazer.”

Artigo revisto por Andreia Custódio

Leonardo Costa Bordonhos
Leonardo Costa Bordonhoshttp://www.bolanarede.pt
É jornalista desportivo e o andebol e o futebol foram o seu primeiro amor. Com o passar do tempo apaixonou-se também pelo basquetebol e futebol americano, e neste momento já não consegue escolher apenas um                                                                                                                                                 O Leonardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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