Portugal 2-0 Suíça: Seleção não cedeu à pressão e conquistou a 10ª qualificação consecutiva

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Cabeçalho Seleção NacionalChegávamos assim à última jornada da qualificação europeia para o Mundial 2018 na Rússia, e acabávamos como começámos: um confronto frente à Suíça, desta vez em nossa casa, no Estádio da Luz e onde Portugal necessitava de vencer para poder carimbar já hoje a qualificação. Já a Suíça, precisava “apenas” de não perder e, como tal, prenunciava-se um jogo pressionante por parte de Portugal e uma Suíça mais cautelosa.

Fernando Santos, sem surpresa, fez entrar os jogadores poupados, como Ronaldo, em Andorra para o onze inicial, e a Suíça também fazia algumas alterações, desde logo Zuber, que marcara dois golos à Hungria no fim-de-semana passada, ficou no banco. Mais de sessenta mil vozes cantavam em uníssono o hino nacional numa demonstração de apoio e de crença num resultado positivo e numa qualificação carimbada já esta noite.

Portugal entrou como se esperava, a dominar o jogo e a procurar a baliza suíça, predominamente pelo ar com cruzamentos, ora de Cedric, ora de Eliseu, e havia um elemento que se destacava nesta altura inicial do jogo pelo tratamento de bola que vinha a fazer, João Mário. O português foi uma figura fulcral neste inicio de jogo português, estando em praticamente todas as jogadas de perigo criadas até então. Ainda que Sommer não tivesse muito trabalho nos primeiros minutos, a Suíça, e apesar de estar contente com o empate, mostrou que também tinha vindo a Portugal para dar luta e com Seferovic como jogador-alvo para a baliza portuguesa, os suíços timidamente começavam a aproximar-se do meio campo português após um período de maior domínio de Portugal. Lichtsteiner e Rodriguez mostravam ser laterais de muita qualidade e com um grande perfil ofensivo o que dava alguns sobressaltos à defesa portuguesa, e Portugal começou a deixar o seu jogo ofensivo “arrefecer” por volta do minuto 20, tirando proveito disso a Suíça para tentar marcar e começando a ter algum domínio sobre o jogo.

Portugal precisava de acertar principalmente os seus cruzamentos e a sua saída com bola, Cédric falhava muitos cruzamentos e a Suíça ganhava praticamente todas as segundas bolas. Finalmente, aos 32 minutos, um lance para despertar o Estádio da Luz, após um lance de contra-ataque português, João Mário atrapalhou-se com a bola, perdeu tempo fulcral e Ronaldo no meio da atrapalhação cai e a bola vai parar a Bernardo Silva que remata colocado, para um grande defesa para canto de Sommer; primeiro lance de perigo para a seleção portuguesa.  E se a bola não entrava a bem, entrava de uma maneira caricata, azar do defesa Djourou, que acaba por introduzir a bola dentro da própria baliza aos 41 minutos, com grande festa nas bancadas do Estádio da Luz. Portugal colocava-se assim em vantagem e com um resultado que lhe interessava, qualificando-se diretamente para a Rússia 2018, a Suíça teria que obrigatoriamente agora que correr atrás do resultado e abrir-se mais ao jogo.

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Terminava a primeira parte, e terminava com a fantástica onda, celebrizada durante o Mundial no México. Nas bancadas portuguesas, grande animação e esperança que Portugal conseguisse manter, pelo menos, a vitória.

A segunda parte arrancava e arrancava desde logo com um grande lance por parte de William Carvalho, aos 47 minutos, a livrar-se muito bem do seu adversário e a abrir o corredor para João Mário que cruzava com muita força contra um defesa da Suíça; má decisão do internacional português depois de um inicio de jogada brilhante por parte de William.

A Suíça, que fez uma alteração ao intervalo, ia tendo algumas dificuldades para sair com bola neste inicio de segunda parte, os jogadores suíços claramente a acusarem a urgência de um golo, o que provocou algumas desconcentrações que Portugal ia tentando aproveitar.

Ronaldo teve, aos 54 minutos, um remate muito perto da baliza suíça após uma perda de bola infantil dos jogadores helvéticos. Começava a cheirar a golo, e não ia tardar muito até que isso acontecesse; 56 minutos de jogo, grande abertura de João Moutinho para Bernardo Silva que teve todo o tempo do mundo para olhar e procurar o melhor colega para colocar a bola, viu André Silva solto de marcação no lado contrário, meteu lá a bola, André Silva ainda se atrapalhou mas, tal era a desorganização defensiva da Suíça, que teve tempo para se recompor e introduzir a bola dentro da baliza. Portugal ampliava a vantagem e cheirava cada vez mais a Mundial no Estádio da Luz.

Contudo, esta Suíça não se dava por vencida e após fazer mais uma alteração no onze, passou a dispor de um maior caudal ofensivo, que ia provocando alguns calafrios aos adeptos portugueses, Embolo ia sendo um dos mais inconformados jogadores suíços, mas remava um pouco sozinho contra a maré, um jogo desinspirado de Seferovic.

Portugal ia tendo uma oportunidade ali, outra oportunidade acolá, sendo a mais flagrante um lance em que Ronaldo surge isolado perante a cara do guarda-redes, mas o melhor do mundo desconcentrou-se com um possível fora de jogo e não conseguiu passar por Sommer. Desperdiçada uma grande oportunidade de fechar o encontro, Portugal ia controlando o jogo nesta altura e caminhava-se para os últimos dez minutos da partida, muito desalento dos adeptos suíços que passavam a qualificação toda em lugar de qualificação direta e perderiam esse “direito” na última jornada.

Definitivamente, e com os jogadores helvéticos a desistir do jogo, mostrando muito pouco caudal ofensivo para tentar chegar ao 2-1 , Portugal controlava os minutos finais e os visitantes não pareciam não se importar muito com isso, pelo que será natural afirmar que o jogo encerrou desta maneira, com 2-0 para Portugal, décima qualificação consecutiva, e estamos no caminho para Rússia que irá receber no próximo Verão o Mundial.

O sorteio da fase de grupos, onde Portugal irá conhecer os seus primeiros adversários, será no dia 1 de Dezembro no Palácio do Kremlin em Moscovo.

Rui Pedro Cipriano
Rui Pedro Ciprianohttp://www.bolanarede.pt
Nascido e criado no interior, na Covilhã, é estudante de Ciências da Comunicação, na Universidade da Beira Interior. É apaixonado pelo futebol, principalmente pelas ligas mais desconhecidas, onde ainda perdura a sua essência e paixão.                                                                                                                                                 O Rui escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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