Portugal 5-1 Camarões: deixámo-los descascadinhos!

- Advertisement -

cab seleçao nacional portugal

Hoje, em Leiria, a selecção nacional portuguesa defrontou a sua congénere dos Camarões no último amigável antes da convocatória final de Paulo Bento para o Mundial 2014. Portugal apresentou-se em campo com um onze repleto de alterações em relação à “equipa tipo”: Beto foi o guarda-redes; Rolando e Luís Neto formaram uma dupla de centrais inédita entre os habituées Fábio Coentrão e João Pereira; William Carvalho, cumprindo o seu primeiro jogo a titular e relegando Miguel Veloso para o banco, auxiliou Meireles e Moutinho no miolo; Rafa e Ivan Cavaleiro, estreias absolutas na selecção principal, também jogaram de início ao lado do capitão Ronaldo.

A primeira parte foi relativamente fraca. No ataque, Portugal ressentiu-se da ausência de um ponta-de-lança fixo (recorde-se que Postiga, Éder e Almeida ficaram de fora por problemas físicos) e a aposta em Rafa como “falso 9” acabou por não trazer grandes benefícios, pese embora o jovem do Braga tenha mostrado alguns pormenores interessantes. Além disso, a falta de entrosamento entre os jogadores da dianteira pesou na hora de construir as jogadas. No entanto, os maiores problemas ofensivos da equipa começavam na defesa: sempre com as linhas demasiado espaçadas e incapaz de se lançar na pressão alta que caracteriza as equipas mais poderosas, Portugal recuperou muito poucas bolas em terrenos mais adiantados, tendo tido, por isso, menos espaço para criar situações de finalização. Os Camarões conseguiam sair sempre a jogar com relativa facilidade e Song tinha toda a liberdade para iniciar a construção de jogo. Ainda assim, Portugal adiantou-se no marcador por intermédio de Ronaldo, à passagem do minuto 20. O jogo prosseguiu numa toada morna, sem que nenhum dos conjuntos mostrasse grande interesse em acelerar o ritmo, e, no período de maior fulgor dos Camarões, o final da primeira parte, a igualdade foi reposta – Aboubakar aproveitou a apatia de Coentrão, que o deixou em jogo, para fazer o 1-1.

William Carvalho foi titular e estará quase de certeza na convocatória para o Mundial  Fonte: Zero Zero
William Carvalho foi titular e estará quase de certeza na convocatória para o Mundial
Fonte: Zero Zero

Ao intervalo, duas substituições: Eduardo no lugar de Beto; Edinho no lugar de Rafa. Na segunda parte, Portugal apareceu com uma postura mais dominadora e agressiva e com isso mudou o jogo. Tendo Edinho em campo, os pupilos de Paulo Bento ganharam uma referência no ataque e começaram a pressionar um pouco mais à frente, reduzindo a margem de manobra ao portador da bola. O livre de Ronaldo às malhas laterais no início do segundo tempo – que ainda gerou um “bruá” nas bancadas – foi o prenúncio do festival de golos que se viria a seguir. Meireles (aproveitando um passe disparatado de um defesa africano) e Coentrão (após uma bela iniciativa de Cavaleiro) fizeram, em dois minutos, o 3-1 a meio da segunda parte. Entretanto, já com Varela e Veloso nos lugares de Cavaleiro e William,  Edinho, meio lesionado, também fez o gosto ao pé, cedendo minutos depois o seu lugar a Antunes. No fim, Ronaldo fez o seu 49º golo com a camisola das Quinas, cimentando a sua posição de melhor goleador da história de Portugal, e saiu para permitir a Josué somar mais uma internacionalização.

No cômputo geral, a exibição de Portugal foi positiva: cedeu poucas oportunidades ao adversário, criou vários lances de perigo, marcou cinco golos, deu rodagem a alguns jovens com potencial (William, Cavaleiro e Rafa), permitiu o regresso bem-sucedido a alguns jogadores que podem ter entrado nas contas (Rolando e Edinho) e testou mais do que um sistema. Vitória inequívoca, missão cumprida. Descascámos os Camarões!

Figura: Cristiano Ronaldo
Assinou dois tentos (já vai em 49 golos em 110 jogos!) e podia perfeitamente ter marcado mais. Mostrou novamente que é o líder da nossa selecção, dentro e fora do relvado. Apesar de a classe de Moutinho, a raça de Coentrão, a maturidade de William e a consistência de João Pereira também merecerem elogios, o destaque maior tem mesmo de ir para o melhor jogador do mundo.

Fora-de-Jogo: Agressividade dos Camarões
Como não houve nenhum jogador lusitano cuja exibição tenha sido verdadeiramente má, é a postura da selecção dos Camarões que leva a nota negativa. É sempre salutar quando as equipas se apresentam em campo com uma atitude competitiva, mas os Camarões exageraram claramente: foram demasiadas faltas e demasiadas faltas demasiado duras para um amigável.

Francisco Manuel Reis
Francisco Manuel Reishttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado pela escrita, o Francisco é um verdadeiro viciado em desporto. O seu passatempo favorito é ver e discutir futebol e adora vestir a pele de treinador de bancada.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Médio do Chelsea descarta Real Madrid e confessa: «Quero tornar-me uma lenda do clube»

Moisés Caicedo admitiu o desejo de se tornar uma lenda do Chelsea. O médio equatoriano tem contrato com os blues até 2031.

Avançado do Real Madrid define objetivos até ao fim da temporada: «Ir ao Mundial, ganhar La Liga e Champions»

Gonzalo García traçou os seus objetivos pessoais até ao final da temporada. O avançado quer garantir presença no Mundial 2026 com a Espanha.

Arsenal vence Chelsea e adianta-se na eliminatória dos quartos de final da Champions League Feminina

O Arsenal recebeu e derrotou o Chelsea por 3-1 na primeira mão dos quartos de final da Champions League Feminina.

Tottenham decide futuro de Igor Tudor no comando técnico

Igor Tudor deverá deixar o comando técnico do Tottenham por mútuo acordo. O treinador croata soma cinco derrotas em sete jogos à frente dos spurs.

PUB

Mais Artigos Populares

Os 5 jogadores que se destacaram na 19.ª jornada da Primeira Liga de Futsal

Estamos na reta final da fase regular da Primeira Liga de Futsal e esta 19.ª jornada pode resumir-se numa única palavra que é emoção. Reviravoltas épicas

William Gomes destaca temporada no FC Porto como a melhor da sua carreira e confessa: «O meu início não foi como esperava»

William Gomes destacou a atual temporada no FC Porto como a melhor da sua carreira e abordou as dificuldades na época transata.