Portugal procura acertar o passo na Qualificação para o Euro 2020

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Depois de um inicio pouco fulgurante – e porque não dizê-lo –, com dois maus resultados em casa, a seleção das “Quinas” prepara-se para enfrentar a Sérvia e a Lituânia, desta feita, com uma dupla jornada como visitante.

Apesar de ter “apenas” dois pontos, fruto dos empates com Sérvia e Ucrânia no Estádio da Luz, não creio que haja motivos muito fortes de preocupação para o povo português, com vista à qualificação para o Euro 2020. Em primeiro lugar, digo isto porque sou da opinião que o grupo de Portugal não é, de todo, o mais complicado, sendo que os portugueses são os melhores do Grupo B, com alguma distância de ucranianos e sérvios. Em segundo lugar, os campeões europeus ainda só têm dois jogos disputados, por isso, com 18 pontos ainda por discutir e sem qualquer “patriotismo bacoco”, jogando ao seu melhor nível e respeitando sempre as virtudes dos oponentes, penso que têm qualidade para os levar na sua totalidade.

Posto isto, sem dúvida nenhuma que a deslocação à Sérvia, uma das mais difíceis – a par da viagem à Ucrânia, que ainda não é para agora –, acontece já às 19h45 de sábado, dia 7 de setembro. Estamos a falar de uma selecção balcânica com qualidade, mas que ainda não consegue funcionar bem enquanto coletivo, algo que quando for alcançado a vai tornar numa das temíveis da Europa. Kolarov, Matic, Tadic, Milinkovic-Savic, Kostic e Jovic (recente reforço do Real Madrid), são alguns dos nomes mais sonantes, que não conta com nenhum dos sérvios do SL Benfica, Fejsa e Zivkovic.

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Mais uma vez repito: nesta Sérvia há qualidade e só uma equipa portuguesa no seu melhor nível poderá aqui vencer. Os anfitriões deverão atuar num 4-2-3-1, com duplo pivô defensivo, com jogadores de grande estampa física em praticamente todas as posições (Portugal tem de estar preparado para esta dimensão do jogo) e com muita criatividade do meio-campo para a frente, que vai com toda a certeza criar alguns lances de perigo.

Já a Lituânia, conjunto mais frágil, vai tentar contornar o poderio dos portugueses, com uma estratégia previsivelmente mais defensiva, bloco baixo, e a tentativa de explorar as costas do adversário, que estará mais subido no terreno. Aqui, penso que a principal dificuldade que os jogadores nacionais poderão encontrar, tem a ver com o estado do relvado, que muitas vezes dificulta um estilo de jogo de posse de bola e combinações constantes e rápidas, mais de acordo com a qualidade da nossa seleção.

Kostic e Jovic, ex-colegas no Frankfurt e duas principais estrelas dos sérvios
Fonte: AF Sérvia

Falando agora de Portugal, penso que serão dois jogos que merecem abordagens distintas de Fernando Santos, principalmente nos onzes escolhidos. A estratégia contra os sérvios deverá seguir na mesma linha da fase final da Liga das Nações: 4-3-3, muito móvel, com os jogadores das alas a fugirem para o centro do terreno e a tentarem revezar-se nas aparições em frente à baliza. O terceiro médio – que aposto eu, será Bruno Fernandes – vai também chegar a zonas de finalização, com a sua poderosa meia-distância, que será uma mais-valia em caso de as coisas se complicarem demasiado.

Dito isto, tomo a liberdade de me colocar na pele do selecionador nacional e arriscar nos onzes para ambas as partidas, tendo em conta a dificuldade dos jogos e as especificidades de cada uma das adversárias.

Previsão do onze frente à Sérvia: Rui Patrício, Guerreiro, Ruben Dias, Ferro, Cancelo, Danilo Pereira, William Carvalho, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Ronaldo e Rafa.

Previsão do onze frente à Lituânia: Rui Patrício, Guerreiro, Ruben Dias, Ferro, Cancelo, Danilo Pereira, Ruben Neves, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, João Félix e Ronaldo.

A dupla do centro da defesa, depois da lesão de Pepe, foi a que me colocou mais dúvidas. Aposto em Ferro ao lado de Ruben Dias pelas rotinas que já trazem do clube onde jogam, mas admito – principalmente contra a Sérvia – que José Fonte pode ser o escolhido. Isto partindo do pressuposto que Ruben Dias é titular, claro.

No primeiro jogo aposto em Rafa, pela forma que apresenta e pela facilidade que tem em criar espaços, com velocidade e técnica, abrindo alas ao “CR7” para brilhar. O meio-campo é mais musculado e com mais centímetros, com uma táctica a transformar-se, em várias fases do jogo, num 4-2-3-1. Em ambas as partidas escolho João Cancelo para a lateral direita, por preferência própria, visto que com Nelson Semedo também estaríamos bem servidos.

Contra a Lituânia, Portugal jogará certamente de forma mais “aberta”, com mais projecção atacante, para tentar resolver o jogo desde cedo. Aí, acredito numa escolha a recair pelo 4-4-2, com João Félix e Ronaldo na frente de ataque e um meio-campo com Ruben Neves e Danilo Pereira. Rafa e Pizzi estão no banco para funcionarem como “abre-latas”, caso algum dos “meus” escolhidos esteja a ter uma noite mais apagada.

Convocados:

Guarda-redes – Rui Patrício (Wolverhampton), Beto (Goztepe) e José Sá (Olympiacos)

Defesas – Nélson Semedo (Barcelona), João Cancelo (Man. City), Ferro (Benfica), Ruben Dias (Benfica), José Fonte (Lille), Daniel Carriço (Sevilha), Mário Rui (Nápoles) e Raphael Guerreiro (Dortmund)

Médios – William (Bétis), Danilo (FC Porto), Ruben Neves (Wolverhampton), João Moutinho (Wolverhampton), Renato Sanches (Lille), Bruno Fernandes (Sporting), Pizzi (Benfica) e Bernardo Silva (Man. City)

Avançados – Podence (Olympiacos), Gonçalo Guedes (Valência), Cristiano Ronaldo (Juventus), Rafa (Benfica), João Félix (Atlético de Madrid) e Diogo Jota (Wolverhampton).

Foto de Capa: FPF

Carlos Ribeiro
Carlos Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
Com licenciatura e mestrado em Jornalismo, Comunicação e Cultura, o Carlos é natural de um distrito que, já há muitos anos, não tem clubes de futebol ao mais alto nível: Portalegre. Porém, essa particularidade não o impede de ser um “viciado” na modalidade, que no âmbito nacional, quer no âmbito internacional. Adepto incondicional do Sport Lisboa e Benfica desde que se lembra de gostar do “desporto-rei”.                                                                                                                                                 O Carlos escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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