Publicidade

Faltando pouco para o Mundial, a seleção brasileira padece

César Mayrinck · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A seleção brasileira feminina está em preparação para o Mundial da França. A equipa comandada pelo técnico Vadão está no Grupo C, junto com Itália, Austrália e Jamaica. Esta competição será histórica. Pela primeira vez, uma emissora de televisão aberta transmitirá todos os jogos da seleção num Mundial. Isso é um grande marco que não pode ser ignorado. A televisão tem um papel importante na divulgação do desporto feminino. Assim, o público poderá ter mais interesse e, inclusive, conhecer as jogadoras que representam o seu país. Com a exceção de Marta, a maior parte do elenco da seleção brasileira é desconhecido pelo público brasileiro.

Contudo, nem tudo é alegria. Logo no Mundial que será televisionado, a seleção feminina anda de mal a pior. As meninas vêm de uma incrível série de nove derrotas consecutivas e as perspectivas são as piores possíveis para a Taça do Mundo. O trabalho do treinador Vadão é bem questionável. Além das derrotas, a equipa não apresenta quase nada em campo, e, na verdade, o que é apresentado é uma grande desorganização. A seleção parece não evoluir em nenhum setor, com o treinador. Porém, para o coordenador do Futebol feminino, Marco Aurélio Cunha, a seleção está mostrando um bom futebol, apesar das derrotas, e defende a permanência de Vadão. “A confiança que possa melhorar e o trabalho que faz, a proximidade da Copa e tudo que já observou aliado à sua experiência como treinador. Não considero o desempenho tão ruim, e sim os resultados. Vários jogos que perdemos jogamos bem”, disse o coordenador numa entrevista ao blog As Dibradoras.

Marta continua a ser a grande estrela                                                                                              Fonte: CBF

A seleção feminina do Brasil é um reflexo da (des)valorização que as jogadoras brasileiras possuem no país. Os campeonatos nacionais organizados pela CBF costumam ser curtos e sem grandes atrativos. A maior parte das atletas que atuam no Brasil precisam de outra ocupação para completar a renda e as suas perspectivas de ter um sucesso na carreira vão diminuindo, ao mesmo tempo que crescem as suas desilusões. O processo de valorização do Futebol feminino será demorado, mas, com um bom projeto, poderá ser viável. Cabe a nós, amantes do Futebol, estarmos juntos nessa empreitada. Dirigentes, jornalistas e adeptos precisam de estar empenhados nesta causa, pois cada um tem uma função importante no crescimento do Futebol feminino brasileiro e mundial.

Foto de capa: CBF

César Mayrinck

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.