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Suíça 0-0 Itália: Campeões da Europa voltam a marcar passo

Pedro Paulo · 3 min

Suíça x Itália
Foto: Federação Italiana de Futebol

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A CRÓNICA: UM NÓ QUE PERMANECEU ATADO

A Suíça recebeu a Itália no St. Jacob-Park, em Basileia, em partida do grupo C da fase de qualificação para o Mundial 2022, jogo esse que opôs as duas mais fortes formações do respetivo grupo.

Enquanto a formação helvética partiu para este jogo com um registo 100% vitorioso nesta fase da competição (duas vitórias em duas partidas), a seleção transalpina venceu três e empatou um, este último frente à Bulgária, jogo esse que não correu bem aos italianos e que iriam tentar apagar à entrada para este confronto.

Posto isto, e assumindo o favoritismo, os campeões da Europa foram quem melhor entrou na partida, com um par de boas oportunidades ainda dentro dos primeiros 15 minutos. Com o decorrer do tempo, a intensidade que a Itália ia imprimindo no jogo foi diminuindo, o que permitiu à Suíça criar algum perigo junto da baliza defendida por Donnarumma. Ainda assim, mesmo que tendo sido poucas, as melhores oportunidades para marcar pertenceram mesmo à formação visitante.

Já no segundo tempo, a Itália dispôs de uma primordial oportunidade para marcar, depois de um erro clamoroso de Ricardo Rodríguez que cometeu uma grande penalidade sobre Berardi, mas, na marcação Jorginho não soube aproveitar. As oportunidades desperdiçadas pelos italianos foram-se acumulando e a Suíça aproveitou para crescer no jogo, mas as oportunidades de golo continuavam caras para ambos os lados. Zaniolo ainda teve nos pés uma boa oportunidade para marcar nos últimos dez minutos, mas Yann Sommer manteve a sua baliza intocável. Até ao final do encontro, o resultado manteve-se inalterado.

Com este empate, a Itália faz história ao não perder pelo 36º jogo consecutivo e mantém a liderança do grupo C, com 11 pontos, mas com mais dois encontros disputados que a Suíça que mantém também o segundo posto da tabela classificativa, com sete pontos.

 

A FIGURA

Yann Sommer – O guarda-redes suíço foi extremamente importante para a sua formação, ao manter a sua baliza inviolável a todo o custo, tendo para isso contribuído, e muito, a defesa da grande penalidade de que Jorginho dispôs.

 

O FORA DE JOGO

Eficácia ofensiva italiana – Os campeões da Europa mostraram-se muito dominadores ao longo da partida, mas pecaram bastante na finalização, principalmente no primeiro tempo, período no qual dispuseram, talvez, das melhores oportunidades para marcar.

 

ANÁLISE TÁTICA – SUÍÇA

A formação orientada por Murat Yakin apresentou-se num sistema tático base em 4-3-2-1, com Haris Seferović a ser a principal referência ofensiva da equipa. Os suíços mostraram um grande respeito pela Itália na sua forma de jogar, apostando muito no contra-ataque como a forma de tentar ferir o adversário. Ainda assim, foram capazes de controlar bem as investidas ofensivas italianas, com a Akanji e Sommer a serem os grandes destaques a nível defensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sommer (9)

Widmer (7)

Akanji (7)

Elvedi (7)

Rodríguez (6)

Aebischer (6)

Frei (6)

Sow (6)

Steffen (6)

Zuber (6)

Seferović (6)

SUBS UTILIZADOS

Zakaria (7)

Garcia (6)

Vargas (7)

Fassnacht (6)

Zeqiri (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

Roberto Mancini promoveu quatro alterações comparativamente com o encontro frente à Bulgária, com Chiellini, Di Lorenzo, Locatellia e Berardi a regressarem ao onze inicial. Alinhados num dispositivo tático base em 4-3-3, os italianos apresentaram-se, sem dúvida, como a equipa mais forte na partida, dominando a maior parte do encontro. Apesar do domínio, os transalpinos pecaram bastante a nível ofensivo, desperdiçando várias oportunidades para marcar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Donnarumma (7)

Di Lorenzo (7)

Bonucci (6)

Chiellini (7)

Emerson (7)

Barella (7)

Jorginho (6)

Locatelli (7)

Berardi (7)

Immobile (6)

Insigne (7)

SUBS UTILIZADOS

Zaniolo (6)

Chiesa (6)

Verratti (6)

Pessina (-)

Raspadori (-)

Pedro Paulo

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