Uma final com cheirinho português

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A final da Copa dos Libertadores tem, este ano, o particular aliciante de ter como um dos protagonistas o treinador Jorge Jesus. Apesar de ser uma importante prova no contexto do futebol internacional, seguramente nunca lhe demos tanta relevância como nos dias de hoje.

Será que pela primeira vez na história um técnico português vai vencer tão distinta competição?

Tendo em conta a consistência revelada pela equipa rubro-negra desde a chegada do referido comando técnico, pode ser apontado algum favoritismo à turma do Rio de Janeiro. Ainda assim desengane-se quem acha que a vitória está já entregue. A equipa argentina tem-se mostrado muito competente nesta prova e mesmo no arranque do campeonato, estando apenas a um ponto do primeiro lugar.

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Todas estas dúvidas serão dissipadas no próximo sábado, dia 23 de novembro, quando forem 20 horas em Portugal. A partida será realizada no Estádio Monumental, em Lima, capital do Peru, que tem uma capacidade para cerca de 80 mil espetadores. Também por isso se espera um ambiente fervoroso, caracterizador do povo sul americano. É ainda digno de registo que este ano, pela primeira vez na história, a final vai ser disputada a uma mão apenas.

Se analisarmos a equipa brasileira percebemos que a sua época se divide em duas partes bem distintas. A primeira onde se encontrava a oito pontos do líder Palmeiras à nona jornada e a segunda, que começou com a chegada do treinador português, que conseguiu recuperar a desvantagem e se encontra agora dez pontos à frente do segundo lugar.

O campeonato parece já quase decidido e o troféu só não irá para o museu se algo de muito estranho acontecer.

O Flamengo eliminou o Grémio com os resultados 1-1 e 5-0
Fonte: Flamengo

Se por um lado o Flamengo tem esta performance recente como seu grande aliado, por outro todos têm consciência que estão a anos luz do palmarés obtido pelo seu opositor. Afinal estamos a comparar um título conquistado numa única presença na final contra o registo fantástico do River de quatro taças em seis finais disputadas. A história não ganha jogos mas mete respeito.

Ainda assim o Flamengo está recheado de bons executantes, com um sistema tático muito bem definido e níveis de confiança inacreditáveis.

Jorge Jesus deve fazer alinhar o seu onze mais forte porque não tem lesionados nem castigados. Desta forma é expectável que alinhe com Diego Alves na baliza, Pablo Mari e Caio como centrais e Filipe Luis e Rafinha nas laterais. Na zona mais recuada do meio campo devem jogar Willian Arao e Gerson, com De Arrascaeta à sua frente. O trio ofensivo será composto por Everton Ribeiro e as duas estrelas da companhia, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa.

Do outro lado a equipa do país das pampas tem na estabilidade um dos seus grandes trunfos. Marcelo Gallardo está no clube há quase quatro anos e parece que foi talhado para esta competição, sendo mesmo o atual detentor do troféu, vencendo o seu eterno rival Boca Juniors, à semelhança do que voltou a acontecer nas meias finais da presente edição. Internamente já não logrou tão auspiciosos resultados porque ainda não conseguiu ser campeão.

O River Plate é o atual detentor do título e eliminou na meia-final o seu eterno rival, Boca Juniors
Fonte: River Plate

Assim, o conceituado técnico argentino deverá optar por colocar na baliza Armani e formar o setor defensivo com Montiel, Lucas Martinez, Javier Pinola e Milton Casco. A pautar o jogo da turma de Buenos Aires deverá alinhar, apesar da recente lesão que quase o afastou da contenda, o nosso conhecido Enzo Perez, que terá a companhia de Exequiel Palacios, De la Cruz e Ignacio Fernandez. Na frente fechamos com a dupla Rafael Borre e o experiente Matias Suarez.

Estão assim reunidos todos os condimentos para termos uma final altamente disputada com a habitual virilidade do futebol sul americano.

Fica no ar a maior das curiosidades: continuará Gallardo a ganhar e Jesus a perder as finais internacionais ou chegou o momento de inverter esta realidade?

Foto de Capa: Flamengo

Guilherme Vilabril Rodrigues
Guilherme Vilabril Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Guilherme estuda Jornalismo na Escola Superior de Comunicação de Comunicação Social e é um apaixonado pelo futebol. Praticante desde os três anos, desde cedo que foi rodeado por bola e por treinadores de bancada. Quer ser jornalista desportivo, e viu no Bola na Rede uma excelente oportunidade para começar a dar os primeiros toques.

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