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CA River Plate 3-1 (a.p) CA Boca Juniors: River vence Libertadores

Gonçalo Miguel Santos · 4 min

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Jogou-se finalmente a segunda mão da Copa Libertadores e bem longe de onde estava previsto. O estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, serviu de palco emprestado para a, entretanto intitulada, final da paz entre o CA River Plate e o CA Boca Juniors e nem assim se deixou de sentir a emoção dos fervorosos adeptos de ambos os conjuntos, que se fizeram ouvir durante todo o jogo.

Comparativamente ao jogo da primeira mão registaram-se alterações parte a parte nos XI iniciais. Marcelo Gallarda, treinador do River Plate, lançou os centrocampistas Ponzio e Ignacio Fernandez. No lado do Boca Juniors, Guillermo Schelotto fez regressar o guarda-redes Andrada, o lateral Buffarini e o ponta de lança Dario Benedetto.

Assistimos a uma primeira parte muito bem disputada, à boa maneira argentina com uma toada de jogo rápida, intensa e agressiva, mas que pecou pela ausência de oportunidades claras de golo. O River Plate assumiu cedo o controlo da posse de bola e aliás chegou ao intervalo em evidente domínio neste aspeto da partida, mas a defensiva do Boca invariavelmente levou a melhor, evitando assim qualquer tipo de perigo junto da baliza de Armani.

O golo do Boca
Fonte: Conmebol

Os motivos de destaque dos primeiros 45 minutos seguiram todos para a equipa do Boca Juniors, que logo nos primeiros instantes ficou perto de inaugurar o marcador por intermédio de Pablo Perez , que à passagem da meia hora de jogo tornou a desperdiçar uma excelente oportunidade, desta feita na sequência de uma bola parada.  Já perto do árbitro apitar para o intervalo, Nahitan Nandez executa um passe de classe mundial para Benedetto, que após fintar um adversário remata para o fundo da baliza e lança o Boca para a frente do resultado.

Os jogadores regressaram do balneário e em desvantagem algo teria de mudar nos millonarios. Assim foi, o rendimento do River aumentou, o que se ficou a dever à utilização mais criteriosa da elevada posse de bola que equipa criava, naquela que foi uma nova dinâmica coletiva claramente potenciada pela entrada de Juan Quintero. Do outro lado do campo, o Boca ia progressivamente remetendo-se ao seu meio campo defensivo, fazendo avinhar o empate.

O golo, que já se justificava apareceu aos 68 minutos após uma triangulação entre Quintero, Ignacio Fernandez e Lucas Pratto, que finalizou a jogada de forma eximia, devolvendo o empate ao marcador.

Nos restantes minutos do tempo regulamentar os dois conjuntos aparentaram um certo receio em manter o pendor ofensivo de outras fases do jogo. Ambos os convenceram-se de que a partida iria seguir para prolongamento pelo que jogo reequilibrou, o ritmo do diminuiu e não se destacaram quaisquer oportunidades de perigo.

A grande final da Libertadores seguiu então para prolongamento, no qual o River Plate manteve a superioridade na partida, o que ganhou ainda mais clarividência com o facto do Boca Juniors ter ficado reduzido a 10 após expulsão de Barrios, aos 92 minutos.

Na segunda parte do prolongamento, o River como expectável continuou dono e senhor do jogo e foi constante o pressing exercido sobre o adversário, que com alguma dificuldade ia sobrevivendo. Aos 109 minutos a resistência do Boca chegou ao fim após uma excelente jogada coletiva do adversário, que culminou com um remate monumental de Juan Quintero, confirmando a remontada.

O Boca Juniors mostrando a sua garra não desistiu, e, numa altura em que até já jogava com nove jogadores pois Gago abandonou o campo por lesão, ficou perto de levar a decisão para as grandes penalidades não fosse o remate de Jara esbarrar no poste da baliza de Armani. Em desespero de causa, o guarda-redes do Boca sobe ao canto no último minuto da partida, mas a bola sobrou para Quintero, que assistiu Gonzalo Martinez para um meio campo deserto e uma baliza vazia, marcando assim certamente um dos golos mais fáceis da sua carreira.

O desfecho da partida ter-se-á de considerar justo dado aquilo que foi o desempenho de cada equipa. Para os registos vai o resultado de 3-1 na segunda mão desta final histórica, perfazendo um agregado de 5-3 que consagrou o River Plate vencedor da Taça Libertadores.

 

River Plate: Franco Armani, Jonathan Maidana, Milton Casco, Javier Pínola, Gonzalo Montiel(Mayada´74), Gonzalo Martínez, Exequiel Palacios (Julian Alvarez´96), Leonardo Ponzio(Quintero´58), Enzo Pérez, Ignacio Fernández(Zuculini´111), Lucas Pratto

Boca Juniors: Estebán Andrada, Julio Buffarini (Tevez´111), Lisandro Magallán, Lucas Olaza, Carlos Izquierdoz, Pablo Pérez (Fernando Gago´89), Nahitan Nández, Wilmar Barrios, Cristián Pavón, Darío Benedetto (Ábila´62), Sebastián Villa (Jara´95)

A FIGURA

Fonte: Conmebol

Juan Quintero- O verdadeiro suplente de luxo. Foi o principal responsável pela vitória do River Plate esta noite: jogou e fez jogar, marcou e assistiu.

Entrou à hora de jogo e entrou para a história com uma magnifica exibição. Quintero no jogo de hoje significou primeiramente um desbloquear do jogo ofensivo do River, de seguida confirmou a reviravolta no resultado com um golo digno desta final, absolutamente estrondoso, e ainda efetuou uma assistência de classe para o 3-1 final. Memorável!

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Conmebol

Wilmar Barrios- Dentro daquele que era o equilíbrio da partida, o Boca Juniors era quem sofria um pouco mais pois estava a jogar contra um adversário que privilegiava a posse de bola. Nesta realidade, seria importante manter a consistência defensiva e Barrios, que no tempo regulamentar desempenhou bem a sua função manchou tudo e prejudicou sem dúvidas a sua equipa logo no ínicio do prolongamento.

Após uma entrada completamente imprudente, viu o cartão vermelho e deixou a sua equipa reduzida a dez jogadores, o que se revelou bastante prejudicial no resultado final.

Foto de capa: Conmebol

Revisto por: Jorge Neves

 

Gonçalo Miguel Santos

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