Wolverhampton Wanderers FC 0-2 Liverpool FC: Reds seguem imparáveis

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O Molineux Stadium foi o palco do jogo inaugural da jornada 18 da Premier League, que colocou frente a frente Wolverhampton Wanderers FC e Liverpool FC. Os reds, a viver um bom momento de forma, procuravam consolidar a liderança do campeonato num terreno teoricamente complicado diante da equipa dos Wolves, que têm vindo a fazer uma época regular, apesar de já terem causado bastantes dificuldades a outros candidatos ao título.

Como se previa, assistimos a um início de partida vertiginoso e veloz com uma toada de jogo de parada e resposta. Os instantes inicias foram recheados de oportunidades: primeiro foi Adama Traoré a ameaçar a baliza do Liverpool, que reagiu minutos depois, causando alarme na área dos Wolves, na sequência de um canto.

Aos 14 minutos, o primeiro verdadeiro momento de destaque do jogo, com Alisson a salvar o Liverpool com uma boa defesa ao remate de Romain Saïss. Não desfazendo o elevado ritmo de jogo, o Liverpool lançou-se ao ataque e chegou mesmo à vantagem no marcador, numa grande jogada coletiva, que culminou com o cruzamento de Fabinho para o golo do inevitável Mohamed Salah.

Decorridos estes 20 minutos mais acelerados, o ritmo diminuiu e iniciou-se uma luta no setor intermediário, que se esgotou nisso mesmo. Não se registaram grandes momentos de perigo, a não ser a ameaça de empate por intermédio de Doherty, que, na cara de Alisson, rematou à figura.

Foram 45 minutos de um Liverpool eficaz, que controlou sempre o jogo e teve a capacidade de pautar o ritmo consoante o seu benefício. Além disso, os Wolves encontraram uma defesa coesa que não permitiu um grande caudal ofensivo. Nas poucas oportunidades de que dispuseram, não conseguiram ser tão eficazes como o adversário, pelo que se justificava a desvantagem.

“O golo de Salah”
Fonte: Premier League

No segundo tempo, esperava-se um Wolverhampton atrevido em busca da igualdade, mas prevaleceu a personalidade dos comandados de Klopp, desde a excelência em gerir os diversos momentos do jogo, até ao elevado nível dos seus jogadores. A leitura do jogo foi impressionante e os reds nunca perderam as rédeas da partida. O Liverpool deu a iniciativa de jogo ao adversário, que nunca conseguiu criar perigo junto da baliza de Alisson, e aproveitou os momentos de ataque ao máximo.

Assim foi. A tática funcionou perfeitamente e após inúmeros ataques inofensivos do Wolverhampton, o Liverpool mostrou o seu veneno e “matou” o encontro. Primeiro foi Lallana a deixar um aviso, obrigando Rui Patrício a uma bela defesa e, de seguida, surgiu o 0-2. Mais uma vez, com selo de Mohamed Salah, que descobriu Van Dijk no coração da área e o viu rematar para golo.

Até ao final, Mané e Wijnaldum ameaçaram o 0-3, tendo pela frente uns Wolves impotentes, diante de tanta eficácia e poder por parte do adversário. Os pupilos de Nuno Espírito Santo nem sequer conseguiram aproveitar uma oferta da defensiva contrária, perdendo a hipótese de dar emoção aos minutos finais da partida.

O jogo desta noite reflete uma história curta e simples de contar: O Liverpool dominou de início ao fim, geriu eximiamente a partida, ganhou confortavelmente e consolidou o primeiro posto na Premier League.

XI Iniciais:

Wolverhampton Wanderers FC: Rui Patrício, Ryan Bennett, Willy Boly, Conor Coady, Matt Doherty, Rúben Neves, Jonny (Vinagre´81), Romain Saiss, João Moutinho (Gibbs-White´63), Raúl Jiménez, Adama Traore (Ivan Cavaleiro´63).

Liverpool FC: Alisson Becker, Virgil van Dijk, Dejan Lovren, James Milner, Andy Robertson, Fabinho, Naby Keita (Lallana´58), Jordan Henderson, Roberto Firmino (Wijnaldum´76), Sadio Mané (Clyne´86), Mohamed Salah.

Gonçalo Miguel Santos
Gonçalo Miguel Santoshttp://www.bolanarede.pt
Ainda era caracterizado com um diminutivo e sentado ao lado do seu pai, já vibrava com o futebol, entusiasmado e de olhos colados na televisão à espera dos golos. O menino cresceu e com o tamanho veio o gosto pela escrita e o seu sentido crítico.                                                                                                                                                 O Gonçalo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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