Sangue, suor e lágrimas

- Advertisement -

brasileirao

A expressão que se transformou num autêntico jargão de rua, serve perfeitamente para descrever aquilo que se passou no Brasileirão deste ano. A final da Copa do Brasil ainda não se jogou. E não é que a Taça seja um triunfo de somenos, mas os dois grandes troféus da temporada, esses, foram para Atlético Mineiro e Cruzeiro. Em período de austeridade – esta expressão já cansa, lembrando sempre a figura do pai austero e autoritário – diz-se que é preciso cortar nas gorduras do Estado. Porém, as gorduras que foram para os dois gigantes de Belo Horizonte são saudáveis. E que campeões gordinhos e comilões foram eles. Cruzeiro campeão nacional, numa prova dificílima. Trinta e oito jogos. Regularidade é a palavra de ordem. E a Raposa sagrou-se tricampeã a quatro jogos do fim.

Já o Atlético é campeão da Terra Nova. Das Américas. E agora, disputará o título de campeão do mundo, em Marrocos. Tudo leva a crer que o Galo Mineiro vá á final com o Bayern de Munique. Ronaldinho Gaúcho tenta recuperar por tudo. Será o grande trunfo dos belo-horizontinos, já que Bernard saiu a meio do defeso.
A locução “lanterna-vermelha” é também muito usada no meio desportivo. Significa o último classificado. No nobre ofício da mineração, quem segurava a lanterninha rubra era o trabalhador que ia atrás, para iluminar o caminho de todos os outros e sinalizar o fim da fila. É uma posição quase aristocrática pois, em caso de tragédia, é quase certo que o lanterninha não se safa. Mineiros são fortes e lutadores. E assim aconteceu com os dois maiores de Minas Gerais, onde, outrora, foi o mais importante Estado do Brasil pelo minério que produzia, não só para a coroa portuguesa, como para o Brasil pós-1822. Fizeram das tripas coração e conseguiram um feito inédito. Este é, sem sombra de dúvidas, o ano de Minas. E mais que merecido.

Como curiosidade, fica a informação de que de todos os Estados de Terras de Vera Cruz, cujos clubes oriundos foram campeões, apenas Minas Gerais não tem mar. É verdade que está na zona mais importante do país; o sudeste, sub-região de onde também fazem parte o Rio de Janeiro e São Paulo. São 80 milhões de almas, quase metade da população. 20 milhões delas são mineiras. Minas não precisa de praia. Minas é um mar de montanhas.

Se à arte da alquimia correspondia transformar vis metais em ouro, à arte da mineração equivalia e equivale britar a pedra, escavar, estar no escuro, sem ver a luz. Mas, depois de encontrado o minério, é saborosa a recompensa pelo prémio. Muita luta e muito sangue. Lágrimas? Sim, mas de alegria

Subscreve!

Artigos Populares

Sir Alex Ferguson sentiu-se mal em Old Trafford e foi transportado para o hospital

O histórico Sir Alex Ferguson foi levado para o hospital devido a uma indisposição, antes do Manchester United x Liverpool.

Artur Jorge após o desaire do Cruzeiro frente ao Atlético Mineiro: «Acabámos por perder o controlo emocional»

Artur Jorge analisou a derrota do Cruzeiro por 3-1 na receção ao Atlético Mineiro, na 14.ª jornada do Brasileirão.

Só a vitória interessa | Sporting x Vitória SC

Após o empate frente ao Tondela, o Sporting aponta agora miras para a partida frente ao Vitória SC.

Nuno Espírito Santo reage à derrota do West Ham: «Vai ser um grande desafio para todos nós»

Nuno Espírito Santo refletiu sobre a derrota do West Ham frente ao Brentford, que complicou as contas da manutenção na Premier League.

PUB

Mais Artigos Populares

Imprensa espanhola entre título do FC Porto e a revolta do Benfica com a arbitragem

O Sport destacou a conquista do título da Primeira Liga por parte do FC Porto e a entrega do prémio de melhor em campo ao árbitro do Famalicão x Benfica

Custódio Castro responde ao Bola na Rede: «O Chiquinho e o Sandro Lima acabavam por fazer 2×3, mas isso dava-nos uma superioridade na linha...

Custódio Castro analisou a derrota do Alverca frente ao FC Porto. Técnico respondeu a uma questão do Bola na Rede na conferência de imprensa.

André Villas-Boas já foi campeão como treinador e agora festeja como presidente

André Villas-Boas conquista a Primeira Liga como presidente, depois de já o ter feito como treinador. FC Porto campeão nacional.