Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
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Solidão

André Eusébio · 2 min

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“Estrela que brilhas no céu. Primeira estrela que vejo. Realiza, por favor, este meu ardente desejo.”

É deste modo que a estrela solitária vai parar ao peito de cada botafoguense. Botafogo de Futebol e Regatas. Um dos maiores clubes do Brasil. Considerado, pela FIFA, dos dez melhores do século XX. Ele está aí, para quem o quiser apanhar. E basta olhar para as alturas do Olimpo.

Nascido no honroso e bonito bairro de Botafogo, este clube é homónimo do local que o viu nascer. Para quem não sabe, a estrela solitária – emblema do team carioca – é a associação desportiva do mundo que possui mais jogadores campeões do universo. O glorioso (cognome igual ao do Benfica) teve grandes momentos. O primeiro deles foi a cedência de Garrincha, Nilton Santos, Didi e Zaggallo à seleção brasileira, que viria a ser campeã do mundial pela primeira vez na Suécia, em 1958. No Chile, o Fogão também detinha a base da equipe que acabaria por ser bicampeã, quatro anos volvidos.

Os alvinegros eram a equipe mais badalada do Brasil, a par do Santos. De um lado estava Pelé. Do outro Garrincha. E ambos faziam a maravilha dos torcedores de todo o mundo. Há quem diga que Mané foi o melhor jogador brasileiro de todos os tempos. Talvez as suas perninhas tortas, que permitiam o gostoso gingar dos pés, tivessem voto na matéria. O certo é que a equipa do Rio de Janeiro até investiu mais numa tournée pela Europa, desistindo do sonho da Libertadores. O êxito foi coroado em 1968, quando o Fogo foi campeão da Taça Brasil. À data, disputava-se também o Torneio Roberto Gomes Pedrosa. A CBF, posteriormente, unificou os títulos como campeão do país.

Garrincha, sempre desconcertante, num Maracanã lotado / Fonte: www.testosteronasports.blog.br
Garrincha, sempre desconcertante, num Maracanã lotado / Fonte: www.testosteronasports.blog.br

Depois de Mané… bom, depois de Mané Garrincha e companhia, a estrela solitária ficou mais triste. Foram alguns anos de jejum. Parecia que estava a perder a cor. Mas logo voltou a resplendecer. Depois disso, há uma conquista da Taça Conmebol, em 1993. É verdade que os botafoguenses já estavam à espera de um título depois do primeiro. E ele apareceu em 1995. Pela mão de Paulo Autuori, o Botafogo exorcizou os fantasmas e conseguiu o seu bicampeonato da história. Bateu o Santos, numa final jogada a dois turnos.

Há quem diga que ser do Botafogo é ser calmo. Afinal, o cachorro – animal mascote do clube – é um bicho dócil e afável. Mas em dia de jogo, eles lá estão. A cantar por uma estrela que brilha no céu. Em General Severiano, há sempre um sorriso nos lábios à espera da glória que, enfim, um dia chegará. Para guiar o caminho até ao infinito. Futuro de sonho. Quimera.

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

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José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

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