Verde: cor da esperança

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O Brasileirão está prestes a começar e entre os primodivisionários há um nome que se destaca. E esse é o da Sociedade Esportiva Palmeiras. Para quem não sabe (e até poderá ficar um pouco intrigado) é o clube com mais títulos do Brasil.

Foi fundado ainda no início do século XX, nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, e curiosamente nascido com o nome de Palestra Itália, criado que foi por imigrantes daquele país latino, radicados na já imensa cidade de São Paulo. E é vencedora a história do Palmeiras. É verdade. Falta dizer que entretanto o Palestra Itália mudou de nome para Palmeiras. E deu-se pelo meio a outra Grande Guerra. Desta vez, a Segunda Guerra Mundial. Em 1942, o Clube dos italianos era já um dos mais populares do Brasil. Vejamos.

Em 1960 as grandes equipas do Brasil eram, sem dúvida, o Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha. Mas o Verdão pegou nas armas e partiu para cima do favoritismo dos adversários, conquistando quatro títulos nessa década, ou seja, antes do modelo tradicional que hoje conhecemos (que só foi iniciado em 1971). Assim, depois desse ano o Palmeiras venceu mais quatro campeonatos brasileiros: 1973, 1974, 1993 e 1994. Rima e é fácil de decorar. Octocampeão brasileiro. Copas do Brasil? Sim, claro, são duas. E ainda uma Taça dos Libertadores da América ganha pela sábia mão de Scolari, em 1999.

Mosaico alusivo à conquista da Libertadores de 1999 Fonte: imortaisdofutebol.com
Mosaico alusivo à conquista da Libertadores de 1999
Fonte: imortaisdofutebol.com

O Palmeiras está mesmo de volta. Com o sonho, quem sabe, de se sagrar novamente campeão do Brasil. Ele, que passou um ano penoso na Série B. O Porco – a anafada mascote do alviverde – está de cara lavada. Vai ter um estádio novo, com novas comodidades, como um bicho de natureza tão asseada merece. São 45 mil almas a apoiar o clube com mais títulos de terras de Vera Cruz. Com um grito em uníssono de sonho: “Vai Verdão, a cor da nossa esperança… a cor do nosso amor!”

Daniel Melo
Daniel Melohttp://www.bolanarede.pt
O Daniel Melo é por vezes leitor, por vezes crítico. Armado em intelectual cinéfilo com laivos artísticos. Jornalista quando quer. O desporto é mais uma das muitas escapatórias para o submundo. A sua lápide terá escrita a seguinte frase: "Aqui jaz um rapaz que tinha jeito para tudo, mas que nunca fez nada".                                                                                                                                                 O Daniel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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