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Alguém consegue parar o Andebol do FC Porto?

Leonardo Costa Bordonhos · 2 min

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Com 30 vitórias em 30 jogos – feito histórico no andebol luso – o FC Porto sagrou-se campeão nacional da época 2020/21, conquistando o bicampeonato.

Não só no andebol, mas diria que em todo o desporto internacional atual, são poucas as equipas que apresentam o nível competitivo e o domínio da formação de andebol dos “dragões”. No contexto europeu, apenas a formação do FC Barcelona tem controlado o panorama interno de forma superior – os culés vencem a Liga ASOBAL desde 2010/11.

O FC Barcelona é, de forma consensual, a melhor equipa da península ibérica. No entanto, o FC Porto pode afirmar, com alguma certeza, que atualmente é a segunda melhor formação.

Com uma média de 36 golos marcados por jogo e apenas 24 sofridos, os “azuis-e-brancos” dominaram as competições internas de forma clara e não perdem um jogo do Campeonato Andebol 1 desde 2018/19.

A palavra-chave do projeto desportivo do andebol dos “dragões” é consistência. A base da equipa do FC Porto mantém-se junta há vários anos e isso permite-lhe abordar cada época, e cada jogo, com um nível superior ao dos seus adversários diretos.

As ligações entre Rui Silva, Miguel Martins, André Gomes, Fábio Magalhães, Djibril Mbengue, António Areia, Miguel Alves, Diogo Branquinho, Leonel Fernandes, Victor Iturriza e Daymaro Salina, consolidadas ao longo dos últimos três/quatro anos pelo clube e pela seleção, leva a que o técnico Magnus Andersson não tenha que perder tempo a integrar atletas novos e a criar novas rotinas, mas sim a preparar os seus jogadores para o elevado número de jogos que têm cada temporada.

A resposta para a pergunta que encabeça este artigo é que não. Apesar das boas indicações que Sporting CP e SL Benfica apresentam, a espaços, ninguém demonstra o mesmo nível de consistência. Tal não quer dizer que não possam surpreender e vencer, por exemplo, a Taça de Portugal que se realiza este fim de semana. Mais ainda, será interessante ver a forma como os “dragões” lidarão com a saída de André Gomes e Miguel Martins, dois dos pilares da formação portista.

Contudo, nos momentos decisivos, e como temos visto até agora, a força psicológica e ritmo competitivo do FC Porto permitem-lhe entrar confiante em todos os encontros, e veremos se se manterá a hegemonia “azul-e-branca”.

Foto de Capa: FC Porto

Leonardo Costa Bordonhos

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