Última horaAl Nassr reage à retirada de Cristiano Ronaldo: «Portugal está no teu coração e tu estás nos corações do mundo»
Publicidade

Do Céu ao Inferno

Pedro Palma · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidades

Neste fim de semana de março o FC Porto e o SL Benfica jogavam dois jogos decisivos nas aspirações europeias de ambas as equipas. O jogo do SL Benfica era teoricamente mais fácil, jogando em casa contra os finlandeses do Cocks, enquanto o FC Porto ia jogar a Espanha num complicado jogo frente ao Granollers.

Comecemos pelo jogo do SL Benfica. Podia colocar aqui a análise da primeira parte do jogo da semana passada, na Finlândia, porque a história foi praticamente a mesma. O ponta-esquerda e capitão da equipa da Luz, João Pais, inaugurou o marcador aos dois minutos. Ambas as equipas demonstraram uma enorme dificuldade ofensiva na primeira parte, sendo que aos vinte minutos o resultado era 5-5. Nessa altura Mariano Ortega pediu o primeiro time-out e fez as primeiras alterações na equipa.  Ao intervalo o SL Benfica vencia 11-10, o mesmo resultado ao intervalo do último jogo, numa primeira parte marcada pelo equilíbrio e pelas alternâncias no comando do marcador.

Alexandre Cavalcanti decisivo! Uma imagem de marca na Luz nos últimos jogos Fonte: SL Benfica
Alexandre Cavalcanti decisivo! Uma imagem de marca na Luz nos últimos jogos
Fonte: SL Benfica

Na segunda parte, os comandados de Mariano Ortega estiveram em vantagem a maior parte do tempo. Logo nos momentos inicias conseguiram uma vantagem de dois golos (12-10), a primeira vez que acontecia. O equilíbrio continuou, mas os “encarnados” conseguiram algumas vezes vantagens de dois golos (17-15; 20-18).  Nos últimos cinco minutos, o SL Benfica vencia 23-21 levando o treinador da equipa visitante a pedir um time-out que teve resultados práticos, sendo que a sua equipa empatou o jogo 23-23.  Logo a seguir Mariano Ortega pediu também pausa técnica quando faltavam apenas três minutos. Após dois golos para cada lado tivemos um momento final onde se pôs em prática as novas regras. Na jogada final por parte do SL Benfica Ales Silva sofre uma falta que seria sancionado com 2 minutos para o defensor e lançamento de 9 metros durante o tempo normal de jogo; como o jogo se encontrava nos últimos 30 segundos a mesma falta teve sanções mais graves, ou seja, desqualificação para o defensor e lançamento livre de 7 metros que Cavalcanti converteu. Com esta vitória o SL Benfica está em segundo lugar do seu grupo com 6 pontos. O próximo jogo em Espanha será também decisivo. Alexandre Cavalcanti continua em grande forma, marcando 9 golos.

Seguimos, então, para Espanha, num jogo com um apontamento histórico. Foi com a equipa espanhola do Granollers a estreia de uma equipa portuguesa em competições europeias em 1958. Este jogo também marcou alguns reencontros interessantes. O internacional português Jorge Silva voltou a encontrar a equipa onde se formou e Michael Kasal voltou a defrontar a sua ex-equipa onde esteve emprestado pelo FC Barcelona. O ex-guarda-redes e capitão do SL Benfica Vicente Alamo voltou a defrontar uma equipa portuguesa. Pessoalmente, foi muito satisfatório voltar a ver este senhor a jogar… E que jogo! A história do jogo é muito simples: Alfredo Quintana e Hugo Laurentino estiveram muito longe daquilo que já nos habituaram, o FC Porto teve uma displicência ofensiva e defensiva muito raramente vistas e quando encontravam situações de finalização, Vicente Alamo esteve gigante e fez uma exibição fenomenal. Resultado final: 33-22. Muito dificilmente o FC Porto conseguirá passar à fase seguinte e deve agora concentrar-se apenas nas competições nacionais o que trará ainda mais dificuldades aos seus adversários.

 

Pedro Palma

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Ronaldo retira-se da seleção | Saída pela porta pequena que merece um final em grande

Cristiano Ronaldo anunciou esta quinta-feira, dia 5 de novembro, a sua retirada da seleção nacional. Um ponto final numa história que contou com momentos épicos, mas também com fases de menor fulgor e que acabam por ficar mais salientes na memória recente. Para a história ficam 234 internacionalizações, 146 golos e a liderança ao triunfo de três troféus: um Campeonato da Europa e duas Ligas das Nações. Faltou apenas o Mundial, o grande desejo que Cristiano Ronaldo tinha, mas que nunca conseguiu alcançar. O madeirense tornou-se num símbolo da seleção, a sua maior figura depois de Eusébio, conseguindo o ‘feito’ de deixar Luís Figo para um segundo plano (quase no vazio para quem nasceu depois dos 2000), ainda que tenham coincidido por alguns anos.

Ricardo João Lopes · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.