França 26-22 Espanha: Gauleses avançam para a final

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cab andebol

Texto sobre a outra meia-final aqui.

Já são conhecidos os dois finalistas da 24ª edição do Campeonato do Mundo de Andebol. A França eliminou a detentora do troféu, a Espanha, vencendo por 26-22 e vai assim defrontar o Qatar na final de domingo. Numa partida marcada pelo equilíbrio, a diferença de quatro golos no resultado final não reflete o esforço feito pela seleção espanhola que, mesmo perante uma equipa com maior qualidade coletiva, se bateu praticamente até ao fim por uma presença na final.

O começo do jogo ficou marcado por sucessivas igualdades no marcador. O primeiro golo da Espanha foi marcado por Joan Cañellas. O jogador do Kiel viria a apontar também o terceiro golo, mas o seu rendimento foi baixando ao longo da partida, acabando com uma fraca eficácia de 42% (5 golos em 12 remates). O débil sistema defensivo da equipa espanhola (um 6-0 pouco agressivo), começou a falhar quando entrou em campo o central Nikola Karabatic (3 golos), que fez provavelmente uma das melhores exibições da carreira. Se com Daniel Narcisse a defesa espanhola abanava mas não caía, a entrada do jogador do Barcelona deu nova dinâmica às trocas posicionais no ataque gaulês mas sobretudo ajudou a dar consistência à defesa em 5-1- consistência essa que foi a peça-chave para a vitória. A rapidez com os jogadores de França saíam na pressão ao portador da bola, por vezes com mais do que um elemento (fantástica entreajuda), foi determinante para a forma precipitada e desastrada como terminaram muitos dos ataques dos adversários, o que levou a que no final Espanha acabasse com uma paupérrima eficácia de apenas 41%.

Destaque, numa primeira parte que terminou com uma vantagem de 18-14 a favor de França, para a exibição do ponta esquerdo Valero Rivera (3 golos em 5 remates, 60% de eficácia) e do seu colega de setor da ponta direita Albert Rocas (2 golos em 3 remates, 67%). Do lado dos franceses, é impossível não sublinhar a prestação do veterano Michael Guigou (4 golos no primeiro tempo, eficácia global de 100%), que, aos 33 anos, dá indicações que este não será o último mundial em que participa com a camisola da França.

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Thierry Omeyer, o guarda redes francês, foi decisivo na qualificação para a final

Os segundos 30 minutos foram bem menos produtivos do que os primeiros (foram marcados apenas 16 golos, metade em relação à primeira parte). A seleção francesa aumentou o pragmatismo, estendendo os períodos em ataque organizado. Mas a estratégia, claramente encomendada por Claude Onesta ao intervalo, e que desvirtuava o habitual ímpeto ofensivo dos gauleses, correu mal. Apesar de a defesa continuar sólida e a retirar espaço às incursões espanholas aos 9 metros, o ataque tornou-se demasiado suave e, a 10 minutos do fim, a equipa espanhola relançava a luta pela vitória, fazendo o 21-20. Para esta aproximação muito contribuiu o lado esquerdo do ataque que, quer com Valero Rivera quer com Cristian Ugalde (5 golos em 6 remates, 83%), foi sempre o setor onde a “muralha” defensiva francesa esteve menos estável.

Quando o cenário anímico parecia estar a mudar, com os espanhóis a ganharem ânimo com a recuperação, eis que se evidencia o guarda redes frânces Thierry Omeyer. O experiente guardião de 38 anos defendeu 20 dos 42 remates que se dirigiram para a sua baliza, o que perfaz um índice de eficácia de 48%! Olhando mais em pormenor, Omeyer, dono de uma flexibilidade e rapidez de movimentos fora do comum, defendeu 67% dos remates a 6 metros (4 em 7), 64% dos remates a 9 metros e parou ainda 4 dos 6 livres de 7 metros de que dispôs a seleção espanhola. Foi, por isso, decisivo para o avolumar do resultado na reta final.

De destacar também o sempre esforçado pivô francês Cédric Sorhaindo, que terminou o jogo com 4 golos em 6 tentativas e que continua a manter segura a titularidade numa posição onde a sua seleção apresenta mais carência de alternativas viáveis.

Está, assim, aberto o caminho para França juntar o troféu de campeã do Mundo aos títulos de campeã da Europa e vencedora dos últimos Jogos Olímpicos.

Fotos: Facebook 2015 Handball

Tiago Caeiro
Tiago Caeirohttp://www.bolanarede.pt
É frequente dar por ele a contar as horas até começar o próximo jogo do glorioso Benfica, que não perde por nada. Lá fora, apoia Arsenal, Milan e Bayern só porque os seus jogadores vestem a magnífica cor vermelha.                                                                                                                                                 O Tiago não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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